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Cachorrão explica por que não completou maratona aquática nas Olimpíadas e diz o que achou da água do Rio Sena

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Guilherme Costa, o cachorrão, desiste antes do fim e Brasil fica fora do pódio da maratona aquática nas Olimpíadas (1:31)

Brasileiro nadou 7.6km de 10km no total (1:31)

O nadador Guilherme Costa, o Cachorrão, não completou a maratona aquática no início desta sexta-feira (09) nas Olimpíadas de Paris. O brasileiro deixou a prova após cerca de 1 hora e 16 minutos e explicou por que tomou a decisão de abandonar a disputa dos 10 quilômetros.

Quando saiu da água, por volta de 6,6 quilômetros depois do início, o atleta era o 22º colocado. Ele estava a um tempo de 3:26.1 do líder.

"Foi uma prova que a gente não treinou nada. Focamos [na prova] dos 400m livre na piscina, mas como a maratona era depois achamos que não atrapalharia nada. Tentei arriscar, ficar o máximo possível no pelotão. Acabei perdendo [o pelotão] ao fim da terceira volta, então eu saí porque vi que não daria para chegar no primeiro pelotão mais", disse, à TV Globo.

"Acho que a principal [dificuldade] foi a correnteza. Estava bem grande na volta, quando perdi o pelotão ficou bem difícil de nadar. É uma prova nova para mim. O Brasil não tinha ninguém classificado para a maratona. Como eu tinha o índice para a piscina nos 800m, eu podia nadar. Eu quis nadar, já que não teria ninguém do Brasil", explicou.

Durante o tempo em que esteve na água, a disputa foi intensa, rendendo até um pequeno machucado no braço.

"Era muita gente junta. Acabei batendo o braço na parede. Principalmente na volta, se fosse um pouco mais afastado da parede, era muito difícil de nadar, era muita correnteza contra. Perto da parede fica um pouco menos correnteza, fica um pouco mais fácil de nadar. É um pouco arriscado porque fica muito perto da parede", afirmou.

Polêmica sobre a água

A qualidade da água do Rio Sena, onde a maratona aquática foi disputada, tem sido alvo de polêmicas desde antes das Olimpíadas. Após a disputa feminina, na quinta-feira, as brasileiras Ana Marcela Cunha e Viviane Jungblut brincaram sobre a situação. “Não vi nada no rio. Foram umas goladas para dentro e vamos rezar para os próximos dias”, disse Ana Marcela.

“Confesso que não deu para notar muita diferença na hora, a gente está tão focado no processo, mentalizando cada braçada, que a gente acaba não prestando muita atenção. Amanhã, depois de amanhã eu já não sei, mas por enquanto a água ainda não teve nenhum reflexo ruim”, completou Viviane Jungblut.

Cachorrão também comentou sobre o assunto e disse não ter visto nada anormal. "Eu me senti normal durante a prova, nada diferente, só a correnteza mesmo. Mas em relação ao cheiro e qualidade da água achei normal, vamos ver depois (risos). Pelo menos por hoje achei tudo normal", disse.

Próximo ciclo

Guilherme Costa sai dos Jogos Olímpicos com um salto positivo. Ele conseguiu ir bem na prova de 400m livre. O atleta se classificou à final e terminou em quinto lugar, com tempo de 3:42:76, que daria medalha em todas as Olimpíadas anteriores. A atenção, agora, é o próximo ciclo.

"O foco é na piscina, nos 400m livre, no próximo ciclo. Nos 200m um pouquinho, até Los Angeles dá para melhorar bem. Saio feliz com meu resultado, com o tempo [na prova de 400m livre], não com a colocação", afirmou.

"É treinar muito e buscar medalha no próximo ciclo. No ano que vem tem Mundial, quero mostrar já lá que estou muito melhor. Vou descansar um pouco, ter alguns dias de férias, e depois treinar muito para o Mundial. Quero vencer, chegar muito bem em Los Angeles. Quero estar bem no ciclo inteiro, não deixar passar nenhum Mundial sem estar no pódio", completou.