A medalha de ouro conquistada na final do solo em Paris colocou Rebeca Andrade como maior medalhista olímpica do esporte brasileiro. Mas o desempenho da atleta nos Jogos de 2024 foi além e marcou também Simone Biles, apontada como uma das maiores de todos os tempos da ginástica artística.
Superada justamente pela brasileira na final do último aparelho, a norte-americana voltou a demonstrar admiração por Rebeca e colocou a atleta do Flamengo como “grande história” da Olimpíada de Paris.
“A ginástica é um esporte muito difícil. A Rebeca Andrade sofreu três rupturas do ligamento cruzado colateral no joelho. Ver ela voltar e ganhar uma medalha de ouro é simplesmente fenomenal”, disse Simone Biles em entrevista à emissora NBC, dos Estados Unidos, ao ser questionada sobre qual foi história mais inspiradora das Olimpíadas.
Rebeca viveu a infância na região metropolitana de São Paulo, onde deu seus primeiros passos no esporte que viria a consagrá-la. Como é de praxe com todas as ginastas de sua geração, a primeira inspiração de Rebeca foi Daiane do Santos, uma adoração que virou apelido: “Daianinha de Guarulhos”.
Entre os 16 e 20 anos, no entanto, Rebeca passou por três cirurgias no joelho.
A primeira a tirou dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, em 2015, a seguinte comprometeu sua participação no Mundial de 2017, enquanto a terceira, já em 2020, parecia o fim. Ela pensou em desistir. Por sorte, dela e do Brasil, não o fez.
E a recompensa apareceu.
Brasileira foi campeã olímpica do solo na ginástica artística
Rebeca Andrade fechou sua participação nos Jogos Olímpicos de Paris com quatro medalhas: um ouro no solo, duas pratas no individual geral e no salto e um bronze na competição por equipes.
Além disso, a brasileira ficou em quarto na trave de equilíbrio.
Ela acumula seis medalhas na carreira olímpica, sendo dois ouros – ela também ganhou no salto em Tóquio 2020. Rebeca tem mais três pratas e um bronze.
A conquista colocou Rebeca Andrade em um patamar exclusivo no esporte brasileiro passando os velejadores Torben Grael e Robert Scheidt, ambos empatados com cinco.
