Com Caio Bonfim e Viviane Lyra, o Brasil terminou o revezamento misto da marcha atlética em 7º lugar nas Olimpíadas de Paris nesta quarta-feira (07) e quase subiu ao pódio da prova que é uma grandes "novidades" do atletismo nesses últimos anos.
A prova fez sua estreia no programa olímpico agora na França e consiste em uma disputa por equipes, sendo cada uma delas formada por dois atletas, um homem e uma mulher. A ideia é percorrer a distância de uma maratona, no caso aqui em Paris, 42,95Km. Cada competidor vai percorrer duas etapas, começando pelo homem, marchando 11,45km, depois a mulher em 10km e repete essa sequência, mas com distâncias diferentes, 10km e 10,745km para finalizar.
O revezamento misto da marcha atlética é tão recente que só foi realizado em três ocasiões antes dos Jogos Olímpicos, contando apenas eventos de grande porte como Mundiais ou campeonatos continentais. Nos Jogos Asiáticos de Hangzhou em 2022, nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023 e há pouco mais de três meses no Mundial de Marcha Atlética por Equipes, que serviu de qualificatório para a prova.
O percurso foi praticamente o mesmo das provas individuais, percorrendo as ruas próximas ao Trocadéro, um dos cartões postais de Paris, incluindo passando pela ponte de Iéna e com a Torre Eiffel sempre ao fundo.
Caio Bonfim deu início ao revezamento e com um ritmo bem forte, se mantendo sempre no pelotão da frente. O medalhista olímpico fez uma boa parcial de 43:33 e entregou o "bastão imaginário" para Viviane Lyra entre os quatro primeiros.
Então, a brasileira começou a marchar pelas ruas da cidade parisiense. Viviane conseguiu manter o Brasil entre as 8 melhores equipes e fez uma parcial de 43:05 até, novamente, passar pelo ponto de passagem e recolocar Caio na disputa.
No 3ª perna da prova, o marchador completou os 10km em 39:33, o quinto melhor tempo da parcial e ganhou três posições para o revezamento brasileiro. Assim, quando Viviane voltou para a última etapa da prova, o sonho da medalha na estreia da prova ainda estava vivo.
A carioca de 31 anos conseguiu se manter entre as oito primeiras e garantiu mais dois diplomas olímpicos para o Brasil. Viviane terminou sua última parcial em 47:57. O tempo total dos brasileiros foi de 2:54:08. Quem venceu a prova inédita em Olimpíadas foi a Espanha, seguida pelo Equador e a Austrália completou o pódio. Álvaro Martín e Maria Pérez conquistaram a medalha de ouro com um tempo total de 2:50:31.
Caio Bonfim vive um mês especial em Paris. Na semana passada, o atleta de 33 anos conquistou a medalha de prata na marcha atlética individual e se tornou o primeiro brasileiro a subir no pódio olímpico da prova na história. Na França, Caio disputou a sua quarta Olímpiada.
Já Viviane Lyra acaba de viver seus primeiros Jogos Olímpicos. A brasileira de 31 anos acabou em 18º lugar da disputa individual feminina, sendo que no Mundial de Atletismo do ano passado, disputado em Budapeste na Hungria, Viviane terminou na 8ª colocação.
