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Como é jogar contra os EUA no basquete? Estrela do Brasil é sincera: 'Bem doido'

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Brasil perde para Estados Unidos no basquete e está eliminado das Olimpíadas (1:20)

Os norte-americanos venceram os brasileiros por 122 a 87 e enfrentam a Sérvia na semifinal dos Jogos Olímpicos (1:20)

Nesta terça-feira (6), na Arena Bercy, em Paris, a seleção brasileira masculina de basquete foi derrotada por 122 a 87 pelos Estados Unidos e caiu nas quartas de final das Olimpíadas. Estrela do Brasil, o ala Bruno Caboclo contou os bastidores de como foi enfrentar o Dream Team.

E apesar do massacre diante dos norte-americanos, que são os favoritos ao ouro em solo francês, Caboclo tirou coisas positivas do confronto. Entre elas, sem dúvida, a possibilidade de encarar a melhor seleção de basquete do mundo.

E o ala também classificou como boa a experiência em Paris, encarando outras seleções como a anfitriã, França, e a Alemanha, atual campeã do mundo. E citou o seu desempenho de 30 pontos contra os EUA, sendo o cestinha do confronto.

"Foi uma partida muito difícil. Sempre mão trocando, todos grandes talentos. Mas é uma experiência muito boa para todos os jogadores, até quem não entrou também. A gente fez o máximo que pôde. É pegar como aprendizado e melhorar como jogador de basquete e pessoa", disse.

"Claro que vou estar feliz por ter um desempenho desse contra os EUA. Tenho que agradecer meus companheiros de time, sem eles não conseguiria esse. E também ao técnico, por confiar de me ter em quadra", prosseguiu.

"A gente teve uma boa experiência, jogou com equipes muito fortes. Poderia ter ganhado da França e da Alemanha, EUA são uma equipe muito boa, que tivemos alguns bons momentos. Foi uma experiência positiva, estou feliz pelo que a equipe fez."

Caboclo também disse o que faltou para o Brasil não terminar o jogo com uma diferença de pontos tão ampla como foi. E citou o talento do time dos EUA, que mesmo com as substituições durante o duelo, não perdiam a qualidade em quadra.

"Hoje faltou mais estratégia de saber o que fazer nesses momentos. Eles têm uma equipe muito boa em transição, então não podia ir muito para o rebote de ataque. Sem rebote de ataque, é difícil competir com os EUA. Muitas coisas influenciam. Se a gente tivesse mais opção, poderia melhorar em alguma coisa. Opção de mover a bola, de desorganizar a marcação, saber o que fazer nesses momentos. Mas a gente fez o máximo que pôde. Muitos vão levar como aprendizado, isso vai melhorar no próximo encontro", disse.

"É um time talentoso. Quando trocam os jogadores, o nível não cai muito. É uma boa experiência sentir isso e a gente ter que manter com cabeça boa, jogando até o final. É uma experiência bem doida, faz o time melhorar e ver a distância que estamos deles. Temos muito a trabalhar."

Por último, o jogador do Partizan, da Sérvia, comentou sobre a possibilidade de retornar à NBA, onde atuou de 2104 a 2021, passando por franquias como Toronto Raptors, Houston Rockets e Memphis Grizzlies.

"Estou tranquilo, não coloco nenhuma pressão de estar na NBA. Venho tentando nesses últimos 3 anos. Se não voltar, vou fazer o melhor onde estiver e continuar trabalhando. Na minha cabeça, só de entrar na quadra e fazer meu melhor."