Uma situação curiosa chamou atenção na semifinal do surfe feminino nas Olimpíadas, em que Tatiana Weston-Webb foi à grande decisão e irá disputar o ouro: a punição por interferência sofrida por Brisa Hennessy.
A penalização sofrida pela costarriquenha foi a mesma que Gabriel Medina fez contra o compatriota Caio Ibelli em uma etapa da elite do surfe mundial, isso em 2019. No entanto, o brasileiro fez com que a WSL mudasse as regras, evitando que o ato de 'malandragem' fosse repetida em competições.
Na ocasião, nas oitavas de final da etapa de Pipeline, no Havaí, valendo título mundial, Medina só seria eliminado se Caio conseguisse uma nota 5.67.
Gabriel vencia a bateria por 6.30 a 1.13. Faltando 50 segundos para o fim da disputa, com a preferência de Ibelli, Medina invadiu a onda e não deixou Caio pegá-la. O então bicampeão foi punido por interferência e perdeu a maior nota, de 4.23, mas mesmo assim saiu vitorioso.
O padastro de Medina, que o acompanha nas Olimpíadas de Paris, na época, foi flagrado falando "pode rabear" pouco antes da onda que foi interferida.
A WSL, então, mudou a regra. Desde então, se a interferência fosse realizada propositalmente, os juízes poderiam eliminar o surfista que cometeu a infração. Já se acontecesse nos cinco minutos finais, o surfista perderia diretamente a melhor nota da média.
No caso de Brisa Hennessy, a costarriquenha cometeu o ato de interferir na prioridade de Tati acima dos cinco minutos. Pela nova regra, perdeu a menor nota e, até o fim da bateria, só teria direito à somatória com uma única nota, a maior que conseguisse.
