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Flávia Saraiva revela tontura durante final e diz o que pensou em queda: 'Achei que tinha perdido os dentes'

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É BRONZE! Brasil faz história e conquista medalha inédita na ginástica por equipes (1:07)

Equipe formada por Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Julia Soares e Jade Barbosa garantiu a medalha brasileira (1:07)

Uma queda no aquecimento quase mudou todos os planos do Brasil na final feminina de equipes da ginástica artística nas Olimpíadas. Flávia Saraiva escorregou enquanto se preparava nas barras assimétricas, caiu com o rosto no chão e abriu um corte no supercílio direito. A ginasta fez um curativo e competiu normalmente, mas depois revelou o que sentiu ao cair.

“Eu nem sei muito bem o que aconteceu. Quando eu vi, já estava no chão. Só vi se eu estava inteira, achei até que tinha perdido os dentes. Aí rolei para o lado para o pessoal poder aquecer. A Jade viu que eu estava sangrando, mas eu falei que estava bem. Acordei na hora que caí. Não foi minha melhor competição do ano, mas eu dei o meu melhor. Até falei para as meninas que não estava enxergando direito”, revelou Flávia.

Ela foi atendida na hora e precisou de uma espécie de “cola” para fechar o ferimento e poder competir.

Depois, ainda teve dificuldades durante a disputa do solo, o terceiro aparelho do Brasil na decisão. O técnico Chico Porath foi o primeiro a contar que Flavinha sentiu dor de cabeça e quase acabou sendo substituída nesse momento. Depois, a própria ginasta falou sobre o momento.

“No meio da competição, na hora do solo, eu fiquei um pouco tonta, com dor de cabeça. Falei com ele, mas sentei, bebi água, um pouco de isotônico também. Facilitei meu solo também, porque não consegui aquecer 100%, e falei para as meninas que ia dar meu melhor independente do que acontecesse. Dei meu sangue literalmente”, disse.

E deu certo! Com ela em ação, o Brasil começou sua recuperação no solo e depois buscou a medalha de bronze no salto. O primeiro pódio do país na história por equipes nas Olimpíadas.

“A Flávia foi guerreira. Foi uma queda que assustou até os paramédicos. A gente sabe da resiliência do atleta, vai voltando, enquanto as outras vão aquecendo, competindo. Ela assumiu: 'Eu consigo'. Tanto que ela não aqueceu, fez a série sem aquecer, porque ele escapou no primeiro elemento do aquecimento. Teve esse tempo todo até se apresentar para se recuperar, voltar ao foco. Acabou ajudando e incentivando as meninas a lutarem até o fim", elogiou o técnico Chico Porath.

“Dei o sangue literalmente, e o resultado veio. Estou muito feliz de ter conquistado essa medalha por equipes. Competir por equipes é a melhor competição que tem. A gente se ama muito, sabe o quanto uma luta pela outra”, completou Flávia.