Guilherme Costa, o "Cachorrão", não conseguiu a classificação à final dos 800m livre da natação nas Olimpíadas de 2024, prova em que foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2023. O nadador fechou as classificatórias desta segunda-feira (29) com um tempo de 7:54.41 e a 20ª posição, fora dos oito que avançaram.
Daniel Wiffen, da Irlanda, liderou a classificação geral, com 7:41.53. David Aubry, da França, oitavo colocado e último entre os que disputam o título, marcou 7:44.59, cerca de dez segundos abaixo do tempo do brasileiro. O atual campeão olímpico, Bobby Finke, dos Estados Unidos, passou em quinto lugar com 7:43.00
O desempenho de Guilherme foi, inclusive, pior que alguns de seus recordes pessoais. No Mundial de 2022, ele cravou 7:45.58, seu melhor resultado na prova até então. E no Pan-Americano de 2023, foi campeão com 7:53.01.
"Cachorrão" havia conseguido avançar à briga por medalha em Tóquio 2020. Naquela edição, terminou a final em 8º, enquanto formaram o pódio Finke, Gregorio Paltrineri (ITA) e Mykhailo Romanchuk (UCR) - Gregorio, assim como o americano, classificou à final de 2024.
A prova decisiva dos 800m livre será disputada no próximo sábado (30), em torno das 16h no horário de Brasília. Não haverão brasileiros na disputa.
Chances de medalha para Guilherme 'Cachorrão'
Mesmo fora dos 800m, Guilherme "Cachorrão" ainda concorre a outras medalhas em Paris 2024. Especialista em 'maratonas', ele abriu mão de participar dos 200m livre para se poupar para as de longa distância.
Seus próximos compromissos nas Olimpíadas de 2024 serão o revezamento 4x200m livre, o qual o Brasil está classificado, e a maratona aquática de 10km, sendo o único brasileiro no masculino. Entre as mulheres na modalidade, Ana Marcela Cunha e Viviane Jungblut estarão representando o país.
Frustração nos 400m
No último sábado (27), Guilherme ficou muito próximo de subir ao pódio nos 400m livre, quando chegou na quinta colocação com um tempo recorde na América do Sul de 3:42.76. O vencedor, o alemão Lukas Maertens, fez 3:41.78, menos de um segundo de vantagem.
Apesar de ter sido o melhor desempenho da vida na prova, o brasileiro ficou frustrado, já que projetava, ao menos, uma segunda colocação. "Não sei o que aconteceu nos últimos 50 (metros), que é sempre meu ponto forte, sempre onde consigo arrancar e não consegui. Tentei de tudo, mas não foi possível", disse, na época.
