O Brasil está em Paris com uma delegação de 274 atletas para as Olimpíadas. Só que sete deles curiosamente não nasceram em solo nacional. São eles:
Julia Bergmann (vôlei) – nascida na Alemanha
Luana Silva (surfe) – nascida nos Estados Unidos
Leal (vôlei) – nascido em Cuba
Lukas Bergmann (vôlei) – nascido na Alemanha
Nathalie Moellhausen (esgrima) – nascida na Itália
Nick Albiero (natação) – nascido nos Estados Unidos
Rodrigo Pessoa (hipismo) – nascido na França
Cada um tem uma história e uma relação diferentes com o Brasil, é claro.
De todos, o único que não tem raízes familiares com o país é Leal. E talvez também seja a história mais conhecida. Nascido em Cuba, ele decidiu deixar o país em 2010 para buscar uma carreira profissional. Assinou com o Sada Cruzeiro em 2012, transformou-se em um dos principais jogadores atuando no Brasil e ganhou simplesmente todos os títulos que poderia.
Todo mundo começou a pedi-lo na seleção brasileira, mas o processo foi longo. Ele conseguiu ser naturalizado em 2015, esperou todo o tempo de carência que precisava e só foi estrear pela equipe nacional em 2019 (curiosamente quando não atuava mais no Brasil).
Leal é peça-chave na seleção masculina atualmente.
O vôlei, aliás, tem mais dois dos “estrangeiros” do Time Brasil. Os irmãos Lukas e Julia Bergamnn nasceram em Munique, na Alemanha. Ambos são filhos de mãe brasileira e se mudaram para o Brasil ainda novos (Lukas com 7 e Julia aos 10 anos).
Já Rodrigo Pessoa talvez seja o mais consagrado dessa lista, dono de um ouro e três bronzes e prestes a se tornar o brasileiro com mais participações em Olimpíadas (serão oito). E o mais curioso é que ele nunca morou no Brasil!
Rodrigo é filho de pais brasileiros, mas nasceu em Paris, na França. Depois ainda viveu por muito tempo na Bélgica até se mudar para os Estados Unidos. De qualquer forma, ele diz que nunca teve dúvidas sobre defender o Brasil em competições. Afinal, ele queria manter a tradição do pai, Nelson Pessoa, um dos grandes cavaleiros da história brasileira.
Nathalie Moellhausen também já tem grande títulos – é campeã mundial! Mas nasceu mesmo em Milão, na Itália. Neta de avó brasileira, ela chegou até a representar o time de esgrima italiano em Olimpíadas, mas resolveu fazer a mudança. O movimento fortaleceria o esporte no país e ainda ajudaria a atleta a se classificar sem grandes problemas para as maiores competições do mundo.
Os dois últimos são mais novatos e vêm diretamente dos Estados Unidos.
Luana Silva nasceu em Honolulu, no Havaí, mas é filha de pais brasileiros e decidiu fazer parte da Brazilian Storm do surfe em 2022. Aos 20 anos de idade, ela é uma das promessas para o futuro.
Já Nick Albieiro nasceu em Newark, nos Estados Unidos, e chegou a ser considerado uma promessa da natação americana, com direito a ser vice-campeão mundial júnior. Em 2023, porém, decidiu vir ao Brasil para conhecer o país do pai quando estava quase desistindo da natação. Mas se reconectou com o esporte em Minas e conseguiu a vaga nas Olimpíadas e uma nova pátria para chamar de sua.
