No que depender de estrutura, o Time Brasil está em nível altíssimo nas Olimpíadas de Paris-2024.
Na terça e quarta-feira (23 e 24), a ESPN teve a oportunidade de visitar tanto o prédio da delegação na Vila Olímpica quanto o complexo criado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) a 600 metros da Vila e ficou comprovado: a estrutura brasileira na capital francesa é impressionante.
Prédio na Vila Olímpica
Na terça-feira (23), o Comitê Olímpico Internacional (COI) propiciou uma visita de jornalistas do mundo todo à Vila Olímpica de Paris-2024. A convite do COB, a ESPN conseguiu entrar no prédio do Time Brasil e a estrutura impressionou.
Pela primeira vez na história dos jogos olímpicos, a delegação brasileira terá uma academia própria dentro do prédio na Vila Olímpica, para que os atletas não precisem sempre utilizar a disponibilidade para todas as delegações.
Além disso, os atletas contam com uma equipe de 10 profissionais de saúde mental, que estão de plantão 24h por dia para atendê-los na "sala de relaxamento", local designado para os atletas descansarem antes e após competições e treinos.
O prédio também conta com uma sala de biomedicina, onde médicos do Time Brasil monitoram diariamente os níveis de saúde dos atletas, e uma sala para o departamento de análise de desempenho da delegação.
Nela, os analistas assistem a todos os eventos e enviam informações em tempo real para os técnicos tomarem decisões em relação a todos os atletas brasileiros que estiverem em uma competição.
O que mais chama a atenção no prédio, porém, está nos quartos.
Ar condicionado para todos
Os Jogos Olímpicos de Paris-2024 se venderam, durante todo o ciclo, como os "Jogos da Sustentabilidade". Por conta disso, o COI não disponibilizou aparelhos de ar condicionado em nenhum dos prédios.
Preocupado com a qualidade do sono e a saúde dos atletas no calor de Paris - em alguns dias, a temperatura pode chegar até os 40ºC -, o COB alugou 130 aparelhos portáteis de ar condicionado e colocou em todos os quartos do prédio do Time Brasil.
Com isso, apareceu um novo problema. Para usar a máquina portátil, é preciso abrir a janela, o que faz com que entre claridade no quarto. Para contornar, uma força-tarefa de 10 pessoas do COB ficou cinco dias instalando cortinas blackout em todos os quartos, que também contam com a polêmica cama "anti-sexo".
Castelo em Saint-Ouen
Fora da Vila Olímpica, o Brasil conta com uma estrutura de três prédios, em um complexo que fica a menos de 600m para os atletas. Um dos três prédios é o Castelo de Saint-Ouen, construído em 1823 e que foi do rei Louis XVIII.
Nele, o Time Brasil montou a sua base onde os parentes tem livre acesso aos atletas, além de todos os oficiais do COB estarem presentes ali.
Restaurante brasileiro
Dentro do castelo, o que mais chamou a atenção foi o restaurante especial preparado pela delegação brasileira. No subsolo do castelo, cerca de cinco cozinheiras fazem comida brasileira todos os dias para os atletas, que matam a saudade de casa e se mantém nutridos para as competições.
Os jornalistas (infelizmente) não puderam provar o cardápio, mas pelo cheiro parecia que nenhum atleta teria nem um pouco de saudade de casa.
Vôlei treina sozinho
O segundo prédio do complexo é um ginásio poliesportivo que funcionava como uma quadra de handebol, mas foi adaptada pelo COB para ser uma quadra de vôlei.
Com isso, as duas equipes de voleibol do Brasil, tanto masculina quanto feminina, tem um local de treinos diários que não precisa ser dividido com outras delegações, o que facilita o trabalho de Bernardinho e Zé Roberto Guimarães.
La Serre Wangari
O último prédio do complexo de Saint-Ouen é La Serre Wangari, onde os atletas vão buscar seus uniformes deixados pelo COB em Paris e, principalmente, onde treina o boxe.
É lá que se prepara uma das delegações que mais promete medalhas para o Brasil em Paris. Beatriz Ferreira, Keno Marley, Jucielen Romeu, Abner Teixeira, Luiz Bolinha e Bárbara Santos são possibilidades reais de subirem ao pódio.
