Dono de 5 medalhas olímpicas, sendo duas de ouro, Robert Scheidt não vai disputar os Jogos Olímpicos pela primeira vez desde que fez sua estreia em Atlanta-1996. O velejador, agora, está focado em lançar seu livro: Robert Scheidt - o Amigo do Vento.
A obra, escrita pelo jornalista Rafael De Marco, narra a trajetória do brasileiro que disputou sete Olimpíadas e conquistou 14 títulos mundiais, mas também aborda o lado humano do atleta e detalha também episódios de sua vida pessoal.
Robert Scheidt, hoje com 51 anos, concedeu uma entrevista exclusiva para a ESPN no dia do lançamento de sua biografia em São Paulo nesta quinta-feira (20).
“Estou muito feliz e empolgado, foram 4 anos, entre idas e vindas, trabalhando com o Rafael nesse material. Acredito que será uma obra importante para registro da história do esporte e espero que inspire as futuras gerações;”
Scheidt relembrou seu passado na obra, mas está também de olho no futuro e vai ajudar os brasileiros que disputarão a vela nas Olimpíadas de Paris. A expectativa é que Robert também viaje para Marselha, cidade francesa onde será disputada a modalidade, para acompanhar as regatas de medalha.
O velejador bicampeão olímpico tomou iniciativa e vai se reunir na próxima semana para conversar com os atletas Gabriela Kidd (ILCA6), Martine Grael e Kahena Kunze (49erFX), Bruno Fontes (ILCA7) Bruno Lobo (Formula Kite) Matheus Isaac, (IQFoil), Marco Grael e Gabriel Simões (49er), Marina Ardnt e João Bulhões (Nacra), Isabel Swan e Henrique Haddad (470).
O presidente da Confederação Brasileira de Vela, Marco Aurélio de Sá Ribeiro compareceu no lançamento do livro Robert Scheidt - O Amigo do Vento e destacou o legado do recordista de medalhas olímpicas do Brasil.
“Ao registrar a trajetória dele, o Robert está ensinando para nós como é ser um grande campeão e um grande esportista. Sobretudo, para aqueles que não velejam, ele explica como é ser um atleta de alto rendimento porque antes dele ser um velejador, ele era um atleta.”
Robert Scheidt conquistou ao longo da carreira 185 títulos, sendo 91 internacionais e 94 nacionais. Sua principais conquistas foram 11 títulos mundiais na classe Laser e 3 mundiais na classe Star.
Ao longo de 7 participações olímpicas, o velejador ganhou 5 medalhas e, junto com Torben Grael, é o brasileiro com mais pódios na história dos Jogos Olímpicos. Ouro em Atlanta-1996 e Atenas-2004 e prata em Sidney 2000 na classse Laser. Depois, mudou para a Star e conquistou a prata em Pequim-2008 e Londres-2012. No Rio-2016 e em Tóquio-2020, retornou a classe Laser, mas ficou fora do pódio.
