Wenger critica Guardiola por avisar 'tão cedo' que deixará o Bayern

ESPN.com.br com agência Gazeta Press
Getty
Wenger comentou a situação de Guardiola
Wenger comentou a situação de Guardiola

O anúncio de que Guardiola não renovará seu contrato e deixará o Bayern de Munique causou furor no futebol europeu. Ponderado, o francês Arsene Wenger, treinador do Arsenal, criticou a atitude de seu companheiro espanhol pelas especulações que gerou no mercado e pelo impacto na própria equipe bávara.

"Pessoalmente, não gosto do fato de treinadores avisarem tão cedo que deixarão o clube, porque isso não é necessariamente bom para seu próprio time, nem para os treinadores que estão passando por dificuldades em suas equipes, por causa das especulações", avaliou.

Antes mesmo de Guardiola confirmar que não renovaria seu vínculo com o clube alemão, a imprensa europeia já ligava seu nome a clubes como Manchester City, onde "tomaria" o emprego de Manuel Pellegrini, e Manchester United, onde assumiria o cargo atualmente ocupado por Louis van Gaal. Com a confirmação de que deixará o Bayern, os rumores ganharam muito mais força.

Apesar de discordar da atitude tomada por ele, Wenger faz questão de ressaltar que tem respeito e admiração pelo treinador catalão. Surpreendentemente, o francês não se impressiona com o currículo vitorioso do colega de profissão, mas sim com sua abordagem em relação ao futebol.

"Ele é um treinador da melhor qualidade, ninguém contesta isso. Não tanto por aquilo que já conquistou, porque o Bayern já ganhava antes dele e o Barcelona segue ganhando hoje após sua saída. Mas pela atitude positiva que ele tem em relação ao jogo e pelo fato de fazer suas equipes jogarem um bom futebol. Eu respeito muito isso", concluiu.

O destino de Guardiola no meio do ano que vem, então, será provavelmente o futebol inglês, onde Wenger trabalha há 20 temporadas, todas elas à frente do Arsenal. Na visão do francês, é preciso tomar cuidado com o excesso de treinadores estrangeiros na Premier League, apesar de ele próprio ser um deles.

"Queremos que essa liga seja a melhor do mundo. E também queremos encontrar o equilíbrio certo. A Premier League quer os melhores do mundo, mas você precisa de 40 ou 50% de técnicos estrangeiros, sem deixar de dar chances aos técnicos locais, como Eddie Howe, do Bournemouth. Não queremos que a competição se torne exclusiva para treinadores estrangeiros, ainda que eu seja um deles. Trazemos ideias diferentes, mas você também precisa ter a cultura local", concluiu.

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