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As 14 prioridades da NFL para 2022: mudanças de regras, 'dança das cadeiras' dos quarterbacks, arbitragem e mais

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Com o fim da temporada após o Super Bowl, a NFL se concentra numa offseason movimentada e de 14 pontos importantes


É quase errado se referir ao período de tempo entre o Super Bowl e os training camps como a offseason da NFL. Cheia de eventos organizados para manter os fãs interessados durante os próximos cinco meses, é mais apropriado chamá-la de segunda temporada da liga.

A primeira metade de 2022 será tão movimentada quanto nos últimos anos, misturando assuntos padrão com um esforço de três anos para enfrentar e administrar a pandemia da COVID-19.

*Conteúdo patrocinado por Claro, Mitsubishi Motors, Samsung Galaxy, C6BANK e Magalu

Um comitê de competições reformulado, incluindo quatro novos membros, analisará o esporte e considerará mudanças de regras em várias frentes, mais precisamente nos special teams.

Aqui está a composição do comitê de 10 pessoas, com novos membros marcados por um asterisco:

  • Rich McKay, presidente do Atlanta Falcons

  • Katie Blackburn, vice-presidente executiva do Cincinnati Bengals*

  • Chris Grier, gerente-geral do Miami Dolphins*

  • Stephen Jones, diretor de operações do Dallas Cowboys

  • John Mara, dono do New York Giants

  • Ozzie Newsome, vice-presidente executivo do Baltimore Ravens

  • Frank Reich, treinador do Indianapolis Colts*

  • Ron Rivera, treinador do Washington Commanders

  • Mike Tomlin, treinador do Pittsburgh Steelers

  • Mike Vrabel, treinador do Tennessee Titans*

Em um sinal concreto de que a liga está voltando a um estado de normalidade, a NFL já anunciou suas datas principais para os próximos meses. Como o Super Bowl foi uma semana depois do normal, graças à primeira temporada regular de 17 jogos, a offseason/segunda temporada chegará rapidamente. Aqui está o que sabemos até agora.

  1. 22 de fevereiro (provisório): Primeiro dia para indicar franchise tags e transition tags

  2. 1-7 de março: Scouting Combine em Indianápolis

  3. 8 de março: Prazo final para indicar as franchise tags

  4. 14-16 de março: Período de negociação para free agents não restritos

  5. 16 de março: Os acordos com free agents podem ser assinados e as trocas podem ser oficialmente concluídas

  6. 27-30 de março: Reunião anual da liga em Palm Beach, na Flórida

  7. 4 de abril: Equipes com novos treinadores principais podem iniciar programas de condicionamento da offseason

  8. 18 de abril: O restante das equipes pode iniciar programas de condicionamento da offseason

  9. 22 de abril: Prazo final para os free agents restritos (RFAs) assinarem as propostas apresentadas

  10. 27 de abril: Prazo final para as equipes exercerem o direito de recusar o primeiro pedido de RFAs

  11. 28-30 de abril: Draft da NFL em Las Vegas

Então, o que acontecerá na offseason? Vamos analisar a lista de compromissos da NFL e 14 prioridades a serem discutidas antes da abertura dos training camps, no final de julho.


Reavaliar os protocolos contra a COVID-19

A NFL jogou duas temporadas completas em meio à pandemia com uma interrupção mínima de seu cronograma e um pequeno número de casos graves entre jogadores e funcionários, em grande parte devido a seus protocolos rigorosos e altas taxas de vacinação. Um total de oito jogos foram remarcados, e houve quatro hospitalizações conhecidas entre o início do training camp em 2020 e o final da temporada 2021.

Agora, a NFL e a Associação de Jogadores da NFL (NFLPA) terão que decidir quais protocolos - se algum - preservar para o início da temporada 2022. É difícil projetar o estado da pandemia na época em que os training camps começarem no final de julho, ou mesmo se ainda será considerado uma situação emergencial de saúde pública até lá. Mas a tendência entre muitos governos locais e estaduais tem sido a de eliminar exigências de protocolos.

A NFL encerrou a temporada 2021 testando somente quando os sintomas se apresentavam, após um início de 2020 com testes diários para todos. Serão realizados alguns testes em 2022? Haverá necessidade de isolar jogadores e treinadores, e perder treinos ou jogos, se eles estiverem doentes? Em caso positivo, qual será o cronograma? E em antecipação a um possível surto no final do outono/início do inverno, a liga exigirá doses de reforço para ser considerado como "totalmente vacinado"?

Não existe urgência aqui, especialmente dada a natureza evolutiva do vírus. Mas haverá algumas discussões e negociações intensas com a NFLPA antes que alguém se apresente no training camp.


Substituir ou reinventar a 'regra Rooney'

O comissário da NFL, Roger Goodell, disse na semana passada que todas as opções estão em cima da mesa para melhorar os resultados em termos de diversidade entre os treinadores contratados. Apenas dois treinadores pertencentes a minorias foram contratados no ciclo de 2022 para preencher nove vagas, deixando a liga com um total de cinco entre suas 32 equipes. A NFL tem aperfeiçoado a regra Rooney em uma periodicidade quase anual nos últimos anos e certamente aumentou a visibilidade dos candidatos de minorias através de exigências de entrevistas e incentivos para desenvolver candidatos diversos. Mas a NFL pode já ter extraído tudo o que podia de uma regra que regulamenta as entrevistas, mas não as contratações.

Com o que a NFL poderia substituí-la? É justo ser cético em relação a uma "mudança de identidade". Não importa quão genuinamente Goodell queira diversificar as posições de treinador principal, os donos de times tomam as decisões finais. Eles são independentes, em grande parte não respondem a ninguém e é pouco provável que aprovem uma mudança de política que reduza sua autonomia para contratar os candidatos preferidos.

Goodell deu o tom certo na semana passada, observando que uma força de trabalho diversa é uma força de trabalho melhor. Neste sentido, seu objetivo a longo prazo é convencer os donos de que suas chances de vencer aumentam se eles realmente considerarem e contratarem candidatos fora de suas zonas de conforto. Diversificar os donos de franquias ajudaria nesse sentido, e a NFL está convocando ativamente compradores diversos para a venda do Denver Broncos. O plano a curto prazo é menos claro.


Se defender contra processos judiciais dos ex-treinadores Jon Gruden e Brian Flores

Sim, a NFL está sendo processada separadamente por dois dos 32 que iniciaram a temporada 2021 como treinadores principais.

Gruden, que se demitiu do Las Vegas Raiders em outubro, alegou que a NFL e Goodell orquestraram uma "campanha maliciosa e orquestrada" para acabar com sua carreira vazando os antigos e-mails privados que incluíam linguagem racista, misógina e homofóbica. A NFL pediu à Justiça que o caso fosse arquivado e transferido para seu processo de julgamento interno.

Espera-se que a liga siga um caminho semelhante contra Flores, cujo processo de ação coletiva alega práticas de contratação discriminatórias. Flores, que é negro, foi demitido após três temporadas com o Miami Dolphins e acusou várias equipes de sediar "entrevistas fictícias" para cumprir os termos da regra Rooney. Por ser classificado como "ação coletiva", é possível que outros treinadores possam se juntar à ação judicial com mais acusações.

A NFL trabalhará fervorosamente para minimizar o vazamento público da descoberta jurídica em ambos os casos, como tem feito com sucesso em outras ações judiciais recentes, incluindo as movidas pela cidade de St. Louis e pelo ex-quarterback Colin Kaepernick. Mas os eventos que levaram aos processos de Gruden e Flores já expuseram um nível incrível de roupa suja da NFL.


Investigar a acusação de ‘mala preta’ a Brian Flores

A NFL dará a mesma atenção a uma acusação secundária na ação judicial de Flores. De acordo com ele, o dono dos Dolphins, Stephen Ross, o ofereceu um bônus de 100 mil dólares para perder jogos durante a temporada regular de 2019, quando a equipe estava aparentemente tentando ficar no primeiro lugar da ordem geral do Draft de 2020.

Houve muitos momentos na história da NFL em que as equipes visaram temporadas futuras em busca de competitividade no meio de projetos de reconstrução a longo prazo. E ocorreram momentos específicos em que as equipes tomaram decisões pessoais que não maximizam suas chances de ganhar um determinado jogo. A escolha do Philadelphia Eagles de jogar com o quarterback Nate Sudfeld, reserva do reserva, em um jogo da Semana 17 de 2020, vem à cabeça. Você pode se referir a tudo isso como "tanking".

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Mas a evidência documentada de um proprietário incentivando um treinador a perder jogos é uma história muito diferente, e é um passo que colocaria em discussão a integridade do produto principal da NFL. As temporadas são construídas a partir da ideia de que cada equipe está tentando vencer, mesmo que seu pessoal os coloque em pé de desigualdade com os concorrentes em um determinado dia. A NFL vende seus jogos para seus parceiros com esse entendimento explícito.

Flores disse que tem testemunhas de Ross encorajando o contrário. Se a alegação se provar verdadeira, a NFL terá em mãos um trabalho de limpeza importante, que incluiria disciplina severa para Ross. É notável que Goodell confirmou na semana passada que a NFL poderia forçar um proprietário a vender uma equipe, aguardando os votos do resto dos proprietários da liga.


Esperar Aaron Rodgers iniciar a 'dança das cadeiras' dos quarterbacks

As equipes que esperam melhorar (ou pelo menos mudar) seus quarterbacks titulares terão menos opções do que nos últimos anos, graças a um Draft que não tem o número habitual de talentos de alto nível entre os passadores. Isso tornará os quarterbacks veteranos mais valiosos para a próxima temporada, mas nada pode realmente acontecer até que Rodgers decida se quer jogar em 2022 e, assumindo que queira, se será com o Green Bay Packers ou não.

De qualquer forma, os Packers querem Rodgers de volta, apesar da presença da escolha de primeira rodada no Draft de 2020, Jordan Love, na equipe. Rodgers prometeu uma decisão relativamente rápida, e qualquer equipe que queira trocar por ele - se ele decidir jogar em outro lugar - seria sábia em esperá-lo. Outros quarterbacks veteranos que poderiam estar em jogo para uma troca ou pelo menos um novo contrato são Deshaun Watson do Houston Texans, Russell Wilson do Seattle Seahawks, Derek Carr do Las Vegas Raiders, Kirk Cousins do Minnesota Vikings, Jimmy Garoppolo do San Francisco 49ers e Kyler Murray do Arizona Cardinals.

As equipes podem concordar com os termos de uma troca a qualquer momento após o Super Bowl, mas o acordo não pode ser formalizado até o início do novo ano da liga, em 16 de março. O melhor quarterback free agent do momento é Jameis Winston, que está se recuperando de um rompimento no ligamento cruzado do joelho e pode voltar para o Saints.


Expectativa sobre o status de Deshaun Watson

O mundo do futebol americano parece ter esquecido Watson depois que os Texans não conseguiram negociar ele antes da trade deadline de 2021. No final, um dos melhores quarterbacks da NFL não jogou durante toda a temporada, apesar de ele estar bem de saúde e não estar suspenso. Watson está enfrentando 22 processos civis que alegam abuso sexual e comportamento inapropriado, e à medida que os casos avançaram pelo sistema de justiça, os Texans pagaram a ele seu salário base de 10,5 milhões de dólares para ficar afastado da equipe. Na próxima temporada, Watson terá um salário garantido de 35 milhões de dólares.

Espera-se que Watson comece a dar seus depoimentos no final deste mês, mas não há um cronograma confiável de quanto tempo os casos poderiam levar para serem resolvidos. E sem uma resolução legal, é impossível para os Texans ou qualquer outra equipe projetar até que grau ele poderia ser punido pela NFL - ou pela Justiça. Tudo isso para dizer que a carreira de Watson está efetivamente e indefinidamente paralisada.


Escolher entre os prospectos de QB no Draft

O Draft de 2022 será provavelmente o primeiro em cinco temporadas com um não quarterback selecionado na primeira escolha geral. Não existe Trevor Lawrence (2021), Joe Burrow (2020), Kyler Murray (2019) ou mesmo um Baker Mayfield (2018) neste draft. Em vez disso, é provável que a melhor escolha seja um apressador de passe (Aidan Hutchinson de Michigan ou Kayvon Thibodeaux de Oregon) ou um jogador de linha ofensiva (Evan Neal de Alabama).

Ainda haverá múltiplos quarterbacks selecionados no primeiro round, uma lista que poderia incluir Kenny Pickett de Pittsburgh, Malik Willis de Liberty, Matt Corral de Ole Miss, Sam Howell de North Carolina e Desmond Ridder de Cincinnati. A diferença entre este grupo provavelmente será uma questão de preferência de equipe, e combinar jogadores com equipes será um dos assuntos mais recorrentes na discussão da offseason.


Reduzir a distância entre a revisão de replays e um árbitro de cabine

A pequena expansão do replay na NFL em 2021 foi tão evidente pelo que não podia consertar quanto pelo que podia consertar. A liga corretamente divulgou as centenas de erros que corrigiu sem uma revisão formal ou desafio dos treinadores, e inquestionavelmente houve momentos em que as reações rápidas do árbitro de vídeo no local aceleraram o jogo. Alguns analistas experientes observaram momentos em que o sistema de "revisão de vídeo" parecia funcionar fora dos parâmetros desejados, proporcionando uma espécie de test-drive para um "juiz de cabine" com a mesma autoridade que qualquer juiz no campo.

Mas ainda existiam muitas jogadas quando um erro óbvio não podia ser corrigido, ou porque um treinador não desafiava ou porque não era elegível para ser revisto. A NFL pode não contratar formalmente juízes de cabine para trabalhar em todos os jogos, mas, no mínimo, haverá discussões extensas sobre a adição ao menu de jogadas que os juízes de cabine podem debater em tempo real.


Abordar a prorrogação... Ou parecer tentar

Um aumento nas prorrogações garantiu um rigoroso debate na offseason sobre a justiça de suas regras. Um total de 23 jogos foram para a prorrogação durante a temporada regular e os playoffs, mais do que qualquer outro ano desde 2012. E a vitória dos Chiefs nos playoffs de divisão sobre os Bills graças a um touchdown na primeira posse do tempo extra foi um lembrete de que o vencedor do cara e coroa tem uma vantagem evidente. Vários treinadores de destaque, incluindo Andy Reid, dos Chiefs, manifestaram preferência por uma posse garantida de bola na prorrogação para ambas as equipes. Outros times, como os Ravens, propuseram alternativas ao cara e coroa para tornar a primeira posse de bola mais justa para a equipe que começa na defesa.

Não está nada definido se a NFL chegará a um consenso sobre esta questão, mas fazer parecer que o assunto será tratado com seriedade é uma prioridade. Uma possível solução seria ajustar as regras somente para os playoffs, quando uma derrota encerra a temporada de um time.


Melhorar os special teams

O grupo de saúde e segurança da NFL soou um alarme no início deste mês, chamando a atenção para o número desproporcional de lesões em special teams, especialmente nos punts. O diretor médico Dr. Allen Sills observou que o punt é o momento mais perigoso do futebol americano. Ao todo, os special teams foram responsáveis por 17% do total de jogadas em 2021, mas foram responsáveis por 20% das lesões, 30% dos rompimentos em ligamentos cruzados do joelho e 29% das lesões musculares nos membros inferiores.

Mudanças de regras e técnicas de treinamento modificadas estão entre as soluções possíveis, sujeitas às recomendações do comitê de competição. A NFL tentou resolver algumas dessas questões em 2018, quando instituiu uma regra que proibia os jogadores de baixar o capacete para iniciar o contato com um oponente. A consciência geral da "regra do capacete", como é conhecida, pode ter contribuído para uma queda progressiva do total de lesões relatadas nos últimos anos. Mas como uma questão prática, a regra é tão difícil de ser aplicada que a NFL instruiu seus árbitros a parar de mencioná-la quando eles jogam uma bandeira. Ao invés disso, os árbitros a anunciam como "agressividade desnecessária" (unnecessary roughness).

Existe uma mudança prévia, uma experiência de um ano para reorganizar o posicionamento no kickoff, que deve ser mantida. Seja por projeto ou coincidência, a NFL alcançou sua maior taxa de recuperação para onside kicks (16,1%) em quatro anos durante a temporada regular de 2021.


Acabar com as faltas por provocação (taunting)

Todos podem concordar que a NFL, particularmente seu subcomitê de treinadores, expressou seu ponto de vista sobre a falta por provocação (taunting). Com base nos registros jogo-a-jogo feitos pela ESPN Stats & Information, ocorreram 52 faltas por provocação durante a temporada regular de 2021. Essa foi a segunda maior taxa por jogo desde pelo menos a temporada de 2001, e é possível que esse número seja uma contagem menor do que a real - alguns árbitros se referiam à provocação simplesmente como "conduta antidesportiva" em seus anúncios, que são a fonte dos registros de jogo públicos.

Esta ênfase particular tomou um caminho incomum. Normalmente, os pontos de ênfase se enfraquecem após uma forte presença de bandeiras amarelas durante a pré-temporada e nas primeiras semanas da temporada regular. Mas houve vários momentos nos quais a repressão foi pesada, incluindo nove faltas somente nas semanas 14-15. Alguns treinadores são categóricos ao afirmar que a provocação é um péssimo exemplo e causa hostilidades entre as equipes. Mas há muitas outras pessoas ao redor da liga que acreditam que o ato de a penalizar através de faltas gerou uma quantidade maior de irritação por parte do público, e pelo menos neutralizou o benefício de limitar o ato de provocar.


Discutir o acesso presencial da mídia

A pandemia mudou a forma como jogadores e treinadores interagem com a mídia, mudando as entrevistas do vestiário e do campo de treino para ambientes virtuais e entrevistas coletivas ocasionais, mas formais. O sistema tem limitado a capacidade de desenvolver o tipo de relações pessoais que permitem aos repórteres transmitir uma compreensão profunda do que acontece dentro e fora do campo e não tem precedentes na história da NFL.

Isto pode parecer um assunto interno, e a maioria dos torcedores provavelmente não se importa com isso. Em último caso, a responsabilidade é dos repórteres de coletar informações, não das equipes fornecê-las - ou mesmo torná-las fáceis de serem obtidas. E é bem provável que muitos times e jogadores continuem a ser a favor da nova maneira de abordar a questão. Após dois anos de vestiários fechados, seria fácil continuar com o cenário atual quando a emergência de saúde pública diminuir.

Mas também há muitas pessoas ao redor da NFL que compreendem o valor de uma cobertura profunda da mídia. O ex-técnico do New Orleans Saints, Sean Payton, defendeu no mês passado que os vestiários fossem reabertos, dizendo: "As pessoas não entendem quando de repente você treina internamente com as restrições da COVID, as relações que muitos [repórteres] têm com nossos jogadores, é difícil fazer esses trabalhos de forma eficaz como você gostaria". E alguns jogadores de destaque - incluindo o receiver dos Packers, Davante Adams - disseram que preferem a interação de troca que ocorre durante as atividades presenciais.

Mesmo que os vestiários permaneçam fechados para a mídia independente para sempre, há muitas outras maneiras de melhorar o acesso além das medidas provisórias de 2020 e 2021. Algumas delas serão tema de discussões durante a offseason entre a NFL, a NFLPA e a associação de mídia (Pro Football Writers of America).


Colocar Washington na linha

A NFL fez um enorme favor ao Washington Commanders no ano passado quando internalizou em grande parte as conclusões de sua investigação sobre acusações de assédio sexual e um ambiente de trabalho tóxico. Também emitiu uma multa relativamente leve de 10 milhões de dólares e uma determinação vaga de que o proprietário Daniel Snyder se afastasse da administração diária por um período de tempo não determinado. A franquia pareceu encorajada pelo resultado e, na semana passada, ela recebeu duas repreensões públicas da liga pela forma como lidou com as novas acusações feitas contra Snyder durante uma mesa redonda em frente a um subcomitê do Congresso.

Como resultado, a NFL mais uma vez lançou uma investigação sobre uma franquia que, francamente, envergonhou a liga ao longo de várias temporadas. Deveríamos fazer poucas suposições sobre o fim deste caso. A tradição convencional sugere que a liga não fará um movimento sobre a propriedade da equipe por parte de Snyder, mas quantas investigações sérias e caras serão necessárias para que essa mentalidade mude? No mínimo, Goodell precisa assegurar um nível de controle sobre a franquia que ele não tem atualmente.


Acelerar o estudo sobre travas de chuteiras e gramados

Durante a temporada 2021, a NFL compilou dois conjuntos de dados que geraram nova relevância após o receiver do Los Angeles Rams, Odell Beckham Jr., ter sofrido sozinho uma lesão no joelho durante o Super Bowl.

A liga verificou o tipo de chuteiras usadas por cada jogador e também conduziu uma análise de engenharia de cada tipo de gramado sobre o qual a NFL está sendo disputada. A ideia é pegar as taxas relativas de lesões por chuteira, combiná-las com o desempenho dos gramados e tentar encontrar a melhor combinação de chuteiras e gramados para o futuro.

A grama natural é geralmente considerada uma superfície de jogo mais segura, mas não é uma opção em alguns estádios da NFL, ou pelo menos não é preferível, dado o uso pesado que a superfície recebe de outros eventos. Nos casos em que uma superfície artificial é inevitável, o departamento médico da liga espera que ela possa orientar melhor a escolha da chuteira para minimizar as chances do tipo de lesão que vimos Beckham sofrer no domingo à noite.