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NFL: Cinco perguntas sobre o começo da 'Era de Tua' no Miami Dolphins

Após uma semana debatendo a mudança na posição de quarterback do Miami Dolphins, a era de Tua Tagovailoa começa em casa no domingo contra o Los Angeles Rams. Quer o momento seja o melhor ou não, a primeira partida de Tagovailoa como titular será um dos momentos mais esperados da Semana 8 da NFL.

Há muitas perguntas em torno dos Dolphins, incluindo preocupações com a escolha de primeiro round de Miami em 2020, o veterano Ryan Fitzpatrick e como perder a vaga de titular "partiu seu coração" e o que esperar de tudo isso ainda em 2020.

Aqui estão cinco questões importantes no início do "Tua Time".

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1. O que devemos esperar de Tagovailoa?

É preciso ser realista com um novato que fará sua primeira partida como quarterback titular, especialmente um que se recuperou de uma lesão no quadril que ameaçou sua carreira em novembro de 2019.

Fitzpatrick estava jogando bem em um Miami Dolphins que venceu três e perdeu três na temporada. Não deveria ser uma surpresa ver um ataque liderado por Tagovailoa começar mais devagar do que o mesmo ataque estava com Fitzpatrick.

O que sabemos é que Tagovailoa pode fazer de tudo, incluindo algimas coisas que Fitzpatrick não pode. O atletismo de Tagovailoa fornece um novo elemento, e ele passou os últimos meses absorvendo tudo que o veterano QB de 16 anos de NFL e o coordenador ofensivo Chan Gailey tiveram a oferecer.

2. Como a moral do time será afetada pela mudança e pela reação emotiva de Fitzpatrick

O técnico Brian Flores tem o controle do vestiário dos Dolphins, principalmente depois de todos os altos e baixos durante a campanha 5-11 da última temporada. Provavelmente não haverá problemas, porque enquanto Fitzpatrick abraçar Tagovailoa totalmente como titular, o resto da equipe seguirá o exemplo. E se Tagovailoa jogar bem, não será mesmo um problema.

O que valerá a pena assistir é se nada disso acontecer - Fitzpatrick não aceitando muito bem seu novo papel e Tagovailoa tendo dificuldades logo de cara. Essas questões provavelmente irão trazer à tona dúvidas e testar a química dos Dolphins. Flores disse que não está preocupado com nada disso.

O TE Mike Gesicki, melhor amigo de Fitzpatrick no vestiário, disse que não prevê o surgimento de um problema.

3. Por que a mudança aconteceu agora?

A mudança foi mais sobre Tagovailoa e seu desenvolvimento a longo prazo do que por Fitzpatrick. É notável que Flores mencionou que Grier e outros estiveram envolvidos na decisão, o que indica que esta foi uma escolha tanto organizacional quanto de equipe para esta temporada.

O plano dos Dolphins o tempo todo, ao que parece, era colocar Tagovailoa em campo assim que o considerassem pronto, e eles não precisaram esperar que Fitzpatrick perdesse o emprego para fazer isso. Tagovailoa melhorou nos treinos, a equipe vê que ele está pronto fisicamente e a organização vê mais valor em colocá-lo agora, em vez de continuar com Fitzpatrick.

4. Tagovailoa está pronto para receber tackles de jogadores da NFL, começando com Aaron Donald e os Rams?

Ser tackleado é o último obstáculo que Tagovailoa tem de superar, e não é nada agradável pensar que Donald pode ser o primeiro a fazê-lo. Se os Dolphins tivessem alguma preocupação com a saúde de Tagovailoa, eles não o colocariam para estrear contra o atual duas vezes Jogador Defensivo do Ano. Tagovailoa e a equipe acreditam que ele está 100% saudável.

É importante notar que Fitzpatrick tem o terceiro tempo mais rápido para soltar a bola (2,41 segundos) de qualquer quarterback da NFL. Esta pode ser a estatística mais importante para Tagovailoa melhorar enquanto seu time tenta protegê-lo atrás de uma jovem linha ofensiva.

5. Tagovailoa tem o que é preciso para levar os Dolphins aos playoffs?

Playofs?!? O fato de os Dolphins serem dignos de serem mencionados na conversa é um crédito da melhora que o time teve depois de virar piada na primeira metade da temporada passada. Os Dolphins estão em segundo lugar na AFC Leste, um jogo e meio atrás do Buffalo Bills e um jogo atrás do Indianapolis Colts, último time com wild card.

O Power Football Index da ESPN dá aos Dolphins 28,2% de chance de chegar aos playoffs, nona melhor marca da AFC. Então, você está dizendo que há uma chance? Sim, se Tagovailoa jogar bem, os Dolphins, impulsionados por uma defesa sólida, poderiam chegar aos playoffs dado o calendário tranquilo que o time tem na temporada (apenas o 18° em questão de dificuldade).

O cenário mais provável para os playoffs é em 2021, não 2020. Apesar de tudo, a reconstrução dos Dolphins está indo na direção certa.