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Comissário admite que NFL estava errada e encoraja jogadores a protestarem contra o racismo

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Com os EUA e o mundo vivendo protestos contra o racismo e a conduta policial, o comissário da NFL, Roger Goodell, se manifestou em nome da Liga.

Em vídeo, ele admitiu estar errado por não ter dado ouvidos ao movimento iniciado por Colin Kaerpernick, em 2016, se ajoelhando na hora do hino nacional, e todos os outros que surgiram como consequência. Condenado por proprietários de franquias e cartolas, o QB foi boicotado e não teve mais oportunidades de jogar.

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Goodell, então, com toda a repercussão do caso George Floyd e seus desdobramentos, disse que quer ser parte da mudança necessária no país.

"Nós da NFL acreditamos que vidas negras importam. Eu protesto pessoalmente com vocês, e quero ser parte da mudança necessária nesse país. Sem jogadores negros não existiria NFL, e os protestos que acontecem agora são reflexos de anos de silêncio, falta de igualdade e opressão de jogadores, técnicos e staff negros. Estamos ouvindo, e eu estarei procurando todos os jogadores que levantaram sua voz para que possamos criar uma família NFL melhor e mais unida".

Com isso, o dirigente fez questão de afirmar que a NFL encoraja seus jogadores a protestarem e condena o racismo e a opressão institucional das pessoas negras, admitindo o erro da Liga.

"Nós, da National Football League, condenamos o racismo e a opressão institucional das pessoas negras. Admitimos que estávamos errados em não escutar os jogadores, e encorajamos todos a protestarem pacificamente".

O comissário falou nominalmente de Floyd e ainda citou outros nomes, como o de Ahmaud Arbery e Breanna Taylor.

"Têm sido dias difíceis no nosso país. Em particular, às pessoas negras do nosso país. Primeiro, quero prestar minhas condolências para as famílias de George Floyd, Breanna Taylor, Ahmaud Arbery, e todas as famílias que passaram por brutalidade policial".