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É hora de proteger seus astros: começa a temporada das 'tags' na NFL

Nesta terça-feira, a NFL tem sua primeira grande data da temporada de 2018. De hoje até o dia 6 de março, as franquias podem aplicar as chamadas franchise tags para impedir que os jogadores cujos contratos estão se encerrando fiquem livres no mercado.

A tag é, essencialmente, uma garantia de um ano de contrato com um salário que pode ser a média dos cinco maiores salários da posição na última temporada, ou 120% do que o jogador ganhou no ano anterior, prevalecendo aquilo que for maior.

São três os tipos de tags que podem ser utilizadas:

Exclusiva – Como o nome deixa claro, a franquia ganha os direitos exclusivos de negociar com o jogador, que não pode conversar com nenhum outro time;

Não exclusiva – O atleta fica livre para conversar com outra equipe, mas o time que colocou a tag tem o direito de igualar a proposta que vier. Se não igualar, o dono da tag ganha duas escolhas de primeira rodada no draft como compensação;

Transitória – Assim como a não exclusiva, essa tag permite que o atleta negocie com outro time, mas não dá nenhuma compensação caso a proposta não seja igualada. O salário do jogador, contudo, será a média dos 10 maiores salários da posição, e não dos cinco, como nas outras tags.

Ao utilizar o artifício, o time se protege de ver o jogador negociar com outras equipes, podendo trabalhar um vínculo mais longo com ele. Caso um novo contrato não seja assinado, o atleta pode se negar a jogar com a tag, mas também não poderá jogar por nenhuma outra franquia naquele ano.

Quem deve receber a tag?

Talvez o nome mais certo para receber a franchise tag é o de Le’Veon Bell, running back do Pittsburgh Steelers. Mas isso está longe de garantir que o camisa 26 vai seguir na franquia.

Bell jogou com a tag no ano passado, e deixou claro que não ficou nada contente com isso, não aparecendo em nenhum treinamento na pré-temporada.

Uma nova tag renderia US$ 14,5 milhões para o jogador, mas ele sabe que para atletas de sua posição é importante ter contratos longos, já que a carreira de running back não é muito longa, e uma lesão pode representar o fim da linha para ele.

Outro que pode ser “protegido” é Case Keenum, que fez boa temporada pelo Minnesota Vikings e pode ser a solução para a franquia que verá seus três quarterbacks ficarem sem contrato nesta intertemporada.

Quem é certo que estará livre no mercado é o quarteback Kirk Cousins, já que o Washington Redskins acertaram uma troca com o Kansas City Chiefs para ter Alex Smith, e não vão usar a tag mais uma vez no quarterback.

O "caso Drew Brees"

A situação que mais chama atenção neste período é o de Drew Brees. O quarterback e os Saints acertaram um contrato peculiar em 2016. O acordo previa cinco anos, mas era basicamente de apenas dois.

No dia 14 de março, se não houver um novo acordo, Brees ficará livre para acertar com qualquer time, por mais que diga que quer seguir em New Orleans. Uma saída do jogador ainda representaria um impacto de US$ 18 milhões na folha salarial dos Saints, já que todo o valor do bônus de assinatura do contrato de 2016 teria que ser amortizado neste ano.

Aos 39 anos, Brees sabe que ainda é importante para a franquia, e vai querer receber um bom valor para jogar. Mas a dúvida dos Saints é exatamente por conta da idade do camisa 9. Afinal, quanto tempo mais ele irá jogar?

Atuante na NFLPA (a associação dos jogadores da NFL), Brees não deve abrir mão de valores – como Tom Brady faz – deixando o time em uma situação delicada, já que o contrato de 2016 também prevê uma barreira para que a franquia não consiga aplicar a tag em Brees.