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NBA: Agente explica projeto com Gui Santos e revela como funcionou scout no jogador em tempos de pandemia

Aos 18 anos, Gui Santos aparece como um dos principais prospectos do basquete brasileiro. O ala do Minas Tênis Clube é o único do país a estar inscrito no Draft de 2021 da NBA, que acontece em 29 de julho deste ano.

Em entrevista à ESPN, o empresário do atleta, Aylton Tesch, detalhou o projeto envolvendo o jovem jogador de 2,02m, que tem médias de 8,3 pontos e 5,3 rebotes em 31 partidas no NBB desta temporada.

Em tempos de pandemia, onde scouts e olheiros têm restrições nas viagens, Tesch teve que inovar para mostrar o jovem atleta para o mundo da NBA, já que a maioria das pessoas de fora não puderam ver Gui Santos jogando ao vivo. Um dos melhores eventos para isso era o Nike Hoop Summit, onde jovens dos EUA e do resto do mundo mostravam seu talento diante dos scouts. Porém, nos últimos dois anos por conta da pandemia os jogos não aconteceram.

"A gente hoje vislumbra muito o (Nike) Hoop Summit, é um grupo bem seleto de atletas. Eu tive que levar isso em consideração. O scouting em cima do Gui Santos foi praticamente nós mandando mensagens, falando com os cubes, eu com mais gente tive q mandar mensagens para o mercado, eu falei 'quem não conhece o Gui, estude'. Achei que era o momento oportuno. Eu não quero deixar esses caras de lado, quero que todo mundo pare e estude. Fizemos os highlights, quebramos as jogadas dele, mandamos pra todos os times. Se ele estivesse no Hoop Summit, eu estaria falando dele de forma diferente", explicou Tesch.

O agente, que também representa outros brasileiros que estão e já estiveram na liga como Anderson Varejão, Raulzinho e Didi, disse que ainda não dá para prever se, e em qual posição aproximada, Gui Santos será draftado.

"Eu vou começar a ter feedback dos times e vou ter uma ideia de onde ele vai estar. Históricamente, até o número 1 às vezes o pessoal tem dúvidas, tudo pode acontecer naquela noite e dias logo antes do Draft. Eu estou com a mente bem aberta, estou em contato com os times aqui, mas hoje não tenho como dizer".

Se Gui Santos vai direto pra NBA ou ficará em outra liga caso venha a ser draftado, como foi o caso de Didi, que passou dois anos na Austrália antes de ir aos Pelicans em definitivo, também é incerto. Mas Tesch julga ser mais importante seu cliente ter tempo de quadra e pegar experiência.

"Quanto mais conversas eu tiver com os times, mais eu vou saber o projeto. Vai chegar uma hora que nós junto com o time vamos ter o projeto, quando chegar no Draft nós já vamos saber o que cada um está pensando. Mas pode ter um time que por acaso está reconstruindo agora, pode já querer trbalahar ele nos EUA já, vai ser a questão do momento e do que for acontecendo de agora até o draft", analisou.

"Pra mim esses meninos têm que jogar, eu sou a favor até de ir pra G-League, joga dois jogos....Você tem que ter um ritmo de jogo. Pra um menino de 18 anos é essenncial jogar, aprender dentro do jogo, porque às vezes você pode se tornar excelente em treinamento, mas não consegue transferir isso para o jogo. Em time contender é difícil você chegar e ter esse espaço desde o início. Você vê até o LaMelo Ball, o próprio Zion Williamson, eles vão pra times mais fracos pra poder jogar. Você não quer ter seu jogador num time contender pra ser mais um, porque essa janela da NBA de 2, 3, 4 anos, passa muito rápido. E da mesma forma que ele entrou na liga ele pode estar fora".