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NBA: A um mês dos playoffs, as grandes histórias para você ficar de olho no fim da temporada regular

A temporada regular da NBA acaba daqui um mês e dois dias, abrindo espaço para o play-in (a repescagem que teremos a partir desse ano entre 7º e 10º e 8º e 9º de cada conferência) e os tão esperados playoffs em séries melhor de 7.

Mesmo em um ano tão diferente do comum - temporada começando mais tarde, jogos sem torcidas, novo formato de classificação ao mata-mata - algumas coisas nunca mudam. E uma delas é como o último mês é louco.

As disputas individuais pelos prêmios, a luta por vagas nos playoffs, a busca de uma melhor posição para fugir de um rival muito forte, até a vontade de perder para ter uma escolha alta de draft... Seja como for, os últimos jogos antes do mata-mata carregam ainda mais histórias e narrativas. Para isso, juntamos um time de craques para você ficar por dentro de tudo que mais vale a pena nessa reta final.

A corrida pelo MVP

por Gustavo Faldon

Talvez uma briga pelo MVP nunca foi tão aberta e incerta quanto a de 2020-21. LeBron James outrora era nome certo ao lado de Joel Embiid na disputa, porém os dois sofreram lesões. O pivô dos Sixers já voltou, mas é poupado com frequência. Enquanto o camisa 23 dos Lakers ficará de fora por mais três semanas, enquanto os atuais campeões despencam.

James Harden era outro nome, mas também está lesionado e, convenhamos, não mudou de patamar um time que já era esperado ficar em primeiro ou segundo na conferência sem ele. Não seria estranho ter Nikola Jokic ou Damian Lillard ganhando o prêmio, apesar de não estarem perto da ponta do Oeste. Chris Paul, que pegou um time que sequer foi aos playoffs e está em segundo certamente tem que ser considerado pela temporada incrível aos quase 36 anos.

Aliás, o quão estranho é ter um time (Jazz) com a melhor campanha no geral sequer ter um atleta cogitado para a premiação? Pois é, 2020-21 não está normal mesmo.

A insana disputa pelos playoffs no Leste

por Pedro Suaide

Restando menos de 20 jogos para todos os times, apenas três equipes do Leste podem dizer que estão nos playoffs, mesmo que sem uma confirmação matemática: Sixers, Nets e Bucks. A partir daí, é guerra!

Desde o começo da temporada, o meio da conferência está extremamente embolado. Atualmente, Hawks e Knicks, 4º e 8º respectivamente, são separados por 1.5 vitória. Nessa mínima margem de diferença entre os dois, estão Heat, Hornets e Celtics. Em 9º, estão os Pacers, com 2 vitórias a menos que Nova York.

Essa turma toda, entre 4º e 9º, disputa duas uma posição de mando de quadra na primeira rodada dos playoffs, duas vagas diretas ao mata-mata e mais três vagas ao play-in, no qual os dois primeiros (7º e 8º) têm vantagem.

Após muita expectativa e um começo de temporada ruim, os Hawks se encontraram sob o comando de Nate McMillan, e agora o time de Trae Young engrenou. O Heat, atual vice-campeão, também começou fraco, mas deu a volta por cima e parece confiável. Os Hornets surpreendem muito, mas a cada dia sua posição parece mais questionável, já que LaMelo Ball e Gordon Hayward estão machucados. Os Celtics têm duas estrelas e um elenco que promete muito mais do que vem entregando. Mesmo irregular, o time ganha mais do que perde, mas está tendo mais dor de cabeça do que deveria. Os Knicks seguem se provando toda noite. Randle e Barrett cresceram muito do ano passado para esse, e Thibodeau montou um sistema defensivo muito forte. O time ainda é muito novo e está aprendendo a jogar jogos grandes, mas parece perto de voltar ao mata-mata após 8 anos. Já os Pacers também entram na categoria dos que decepcionam. Com um forte elenco, era esperado que fizessem mais, mas seguem vivos na disputa.

Dito tudo isso, ainda resta uma vaga ao play-in, e tudo indica que teremos uma briga maluca por ela. Hoje, os Bulls estão em 10º, fechando o chaveamento. O time de agora dois All-Stars, LaVine e Vucevic, ainda não passa confiança, mas mostra uma potencial melhora desde a troca pelo pivô. Logo atrás, com duas vitórias a menos, estão os Raptors e os Wizards. O time do Canadá vive temporada muito atípica, sofrendo com lesões, rumores de trocas e sequer jogando no seu país. Entretanto, em talento, ainda têm Kyle Lowry e Pascal Siakam, o que pode botá-los no mata-mata. O outro grande concorrente é o time da capital dos EUA, que teve um início de temporada horrível e agora corre atrás, liderados por triplos-duplos inacabáveis de Russell Westbrook e grandes jogos de Bradley Beal. Está bom para uma disputa de última vaga na repescagem, não?

O que será do Los Angeles Lakers?

por Gabriel Veronesi

Grande favorito no início da temporada e fazendo excelente mercado com as adições de Montrezl Harrell e Dennis Schroder, os atuais campeões pareciam 'enferrujados' no pontapé incial.

Mas a NBA é cruel, e com um calendário ainda mais apertado do que o habitual, as lesões tiraram o fôlego do time.

Anthony Davis, já estava longe do jogador tão importante na temporada 2019-20. Com o grandalhão de molho, LeBron tomou conta das coisas, e o time seguia um curso natural sempre figurando entre os três primeiros da agitada Conferência Oeste, até o 'Rei' se lesionar também, torcendo um tornozelo já baleado diante do Atlanta Hawks.

Sem a dupla de estrelas, os Lakers amargaram uma dura sequência de derrotas, e viram sua posição na tabela despencar para o quinto lugar, seguidos de perto por Portland Trail Blazers e Dallas Mavericks, que cresciam na temporada.

As chegadas de Andre Drummond e Ben McLemore podem ajudar o time a ter alguma energia e fugir do play-in, breve torneio que define os 7º e 8º colocados. Mas o retorno de um dos dois da dupla formada por LeBron e Anthony Davis parece ser crucial para o time se firmar nos playoffs. E como o time pode encaixar com todas as peças, à disposição? Como jogarão LeBron, Davis e Drummond juntos?

Davis pode voltar na próxima semana. LeBron ainda tem um tempo de molho. Dá para sonhar com o bicampeonato?

Jazz, Suns e o topo do Oeste

por Leonardo Sasso

Utah Jazz e Phoenix Suns são duas das grandes surpresas da temporada. Líder da Conferência Oeste, o Jazz jogou na maior parte do ano até agora, o melhor basquete da NBA. Com Donovan Mitchell inspirado e batendo recordes ainda da década de 1990, de Karl Malone, e os coadjuvantes como Mike Conley, Joe Ingles, Rudy Gobert e Bojan Bogdanovic em um alto nível, a equipe é forte candidata para brigar por algo. No entanto, precisa de duas coisas até o fim da temporada regular: voltar a ter o belo basquete coletivo que já teve e Jordan Clarkson, possível melhor 6º homem da Liga, manter a regularidade.

Já os Suns apostam numa dupla de armação de ótima qualidade. Chris Paul chegou no Arizona para dar a experiência que faltava a um time recheado de talento. O armador encaixou na equipe e tem desfilado em quadra brilhando nas assistências. Já Devin Booker é o grande cestinha do time e disputará os playoffs pela primeira vez. DeAndre Ayton no garrafão, Mikal Bridges, Jae Crowder, Cameron Johnson e Dario Saric nas alas são complementos fundamentais para a equipe de Phoenix. Melhorar a defesa, ainda irregular, é talvez o principal ponto para ficar de olho.

O futuro já nesta temporada pode ser bem interessante para o Jazz e os Suns. Duvido que algum adversário queira enfrentá-los logo de cara na pós-temporada.