<
>

NBA: O que jogadores e técnicos estão falando sobre a bolha na Disney

play
Doncic faz mágica de novo e acerta arremesso de trás da tabela usando o teto de quadra na bolha da NBA (0:09)

Armador dos Mavericks segue dando show na Disney | via @dallasmavs (0:09)

As 22 equipes que participarão da retomada da temporada 2019-20 da NBA já desembarcaram no Walt Disney World, passaram por aquele período inicial de quarentena e estão livres para treinar. Os jogadores chegaram em suas novas "casas temporárias" e estão se ambientando com o local onde ficarão até que a liga coroe o campeão desta temporada.

Membros dos times deram entrevistas - virtualmente - e compartilharam suas impressões iniciais sobre a bolha da NBA montada no complexo da Disney.

Um mundo novo

As 22 equipes estão distribuídas em três resorts: Gran Destino Tower, em Coronado Springs, Grand Floridian e Yacht Club. Os treinos estão sendo realizadas nos centros de convenções de Coronado Springs e do Grand Floridian, além das instalações do ESPN Wide World of Sports, onde as partidas serão disputadas.

Rick Carlisle, técnico do Dallas Mavericks: "Vamos lidar muito bem com isso tudo porque percebemos que estamos vivendo algo único em nossas vidas. Isso entrará na história como um dos eventos realmente únicos em toda a história do esporte. Então, nossa equipe está lidando bem com isso. A quarentena foi boa. As acomodações são ótimas”.

Donovan Mitchell, armador do Utah Jazz: "Honestamente, para mim, é como jogar na AAU (União Atlética Amadora) - exceto pela parte de quarentena. Eu fiquei tranquilo, estudei com vídeos e tentei me certificar de que me alimentarei bem, porque a tentação para comer besteiras é grande".

Jaren Jackson Jr., ala do Memphis Grizzlies: "Eu sou filho único, então estar sozinho não é novidade. Se você tem irmãos, isso aqui pode parecer loucura. Se você tem família, filhos, provavelmente é um pouco estranho. Mas estou fazendo o meu melhor".

Joe Ingles, ala do Jazz: "As primeiras 48 horas foram péssimas. Não sei se você já esteve trancado em uma sala sem janela antes. Quando você fica em um quarto por alguns meses, vai ser ruim às vezes. Então, é difícil, porque dois dias antes eu estava em casa, brincando com os meus filhos, correndo por todo o lado e tal".

Evan Fournier, armador do Orlando Magic: "Parece quando eu estava no colegial, onde você tem tudo junto, onde dorme, almoça, treina e joga. Tudo é muito próximo. Tem, também, um pouco do sentimento do Parque Olímpico".

Andre Iguodala, ala do Miami Heat: "Todo mundo está falando sobre como se ajustar e que esse é um tipo diferente de ambiente para alguns desses caras. Não é algo novo para a maioria dos jogadores da liga, que veio de famílias de classe baixa. Nós já jogamos em condições piores".

Erik Spoelstra, técnico do Heat: "Nada está normal. Aprendemos isso nos últimos meses. Mas estamos confiantes e satisfeitos com os protocolos da NBA e o plano que eles colocaram em prática. Claro que nem tudo será perfeito nos primeiros dias, mas nós estamos bem com o plano".

De'Aaron Fox, armador do Sacramento Kings: "Você pode se concentrar nas causas de justiça social enquanto passa o tempo com seus companheiros de equipe e faz outras coisas também. Você fica fora da quadra a maior parte do dia, então vai querer se divertir enquanto está aqui. Quero dizer, há tempo e lugar para tudo”.

play
0:09

Doncic faz mágica de novo e acerta arremesso de trás da tabela usando o teto de quadra na bolha da NBA

Armador dos Mavericks segue dando show na Disney | via @dallasmavs


Mais que necessidades básicas

A NBA forneceu kits de boas-vindas para os jogadores após suas chegadas, mas muitos jogadores se certificaram de trazer mais do que roupas enquanto se instalavam onde pode ser sua casa pelos próximos três meses.

PJ Tucker, pivô do Houston Rockets: "[Tênis?] Estou trazendo muitos para Orlando, não vou mentir. Um conjunto de 24 caixas. Eu preciso disso! Não vou conseguir buscar depois. Tudo precisa chegar no primeiro dia. Entre os pares que eu trago e os pares que o gerente de equipamentos traz, eu diria que vou ter mais ou menos 60 pares de tênis comigo. Vocês me conhecem, tenho que ter opções. Preciso de um quarto grande".

Richaun Holmes, pivô dos Kings: "Cara, eu joguei um pouco de tudo na minha mala. Tudo da minha primeira gaveta está agora na minha mala. Trouxe três ou três quatro sacolas diferentes e apenas as enchi com tudo o que pude encontrar. Eu nem chamaria de 'fazer as malas', foi mais um ‘jogar as coisas na mala enquanto andava pela casa’”.

Luke Walton, técnico dos Kings: "A coisa mais estranha que trouxe e que estou muito feliz por ter trazido é café. Eu trouxe uns três quilos de grãos de café, meu moedor e a minha prensa francesa. Eu sabia que ficaríamos em quarentena e não podia confiar apenas no que tivesse aqui”.

Ja Morant, armador dos Grizzlies: "Trouxe minha própria comida, então estou bem. Eu gosto de Lámen, então estou acostumado a tudo isso".

Seth Curry, armador dos Mavericks: "Eu pedi algumas coisas. Coisas que percebi que precisava quando estava já tinha chegado. Eu estou com um umidificador. Só para ter aquela sensação de estar em casa, me sentir um pouco mais confortável".

Reggie Jackson, armador do LA Clippers: "Eu acho que Montrezl Harrell é um dos que mais se preparou. Ele trouxe uma sauna portátil, que é a coisa mais legal. Lou [Williams] trouxe seu estúdio. Espero que após o fim deste campeonato, ele lance um EP falando sobre toda essa experiência".

Danilo Gallinari, ala do Oklahoma City Thunder: "Eu acho que o mais legal foi que Steven Adams trouxe seu violão. Eu sabia que ele tocava em casa, mas não imaginei que ele fosse trazer para Orlando. Eu gosto também, então acho que vamos encontrar algum tempo para tocar juntos“.

play
0:31

Na bolha da NBA, Jimmy Butler veste a '6' de Pogba e treina com camisa do Manchester United

Ala-armador do Miami Heat compartilhou treino em suas redes sociais | via @jimmybutler

Carlisle: "Eu trouxe uma bicicleta ergométrica e alguns pesos, então eu treino todos os dias. Eu também mandei trazer um piano, um teclado. Isso é outra coisa a fazer para passar o tempo e trabalhar em algo construtivo“.

Paul Millsap, pivô do Denver Nuggets: "Eu trouxe tudo o que eu poderia trazer. Não sei como isso vai ser, então eu meio que me preparei para qualquer coisa. Eu trouxe o meu Xbox, trouxe livros, além de uma cama. Eu trouxe tudo, cara".

Goran Dragic, armador do Heat: "Eu não trouxe nada de especial. Contanto que eu tenha meu iPad e meu telefone para poder conversar com minha família e ver meus filhos, isso é bom o suficiente agora nesta situação".

Fournier: "Eu sempre arrumo as coisas no último minuto, então esqueci várias coisas, mas não me importo, para ser sincero. Tenho meu telefone, meu computador, é tudo que preciso. Tenho alguns livros. É claro que poderia ser melhor, mas minha esposa está na França de qualquer maneira, então não vou conseguir receber nada. Tudo bem".

Wesley Matthews, ala do Milwaukee Bucks: "Trouxe algumas velas de cheiro, como tenho na minha casa em Wisconsin. Trouxe uma foto de minha filha comigo; pegamos isso na mesa de cabeceira, na cama".

JaVale McGee, pivô do LA Lakers: "Ah, tudo. Fiz as malas como se estivesse me mudando para um apartamento novo ou algo assim. Trouxe minha bicicleta. Trouxe meus jogos. O que mais eu trouxe? Eu me preparei não para uma viagem normal. Eu trouxe umas 10 sacolas. Então, sim, é loucura".


play
0:19

Armador dos Rockets exibe alojamento de LeBron James em Orlando: 'Vocês sabem que ele não fica onde nós estamos'

'Esse prédio todo!'; mostrou Austin Rivers

É hora do jogo!

Embora cada equipe tenha seu próprio lounge com consoles disponíveis, vários jogadores disseram que trouxeram seus próprios videogames de casa para instalar em seus quartos.

Morant: "Trouxe meu PS4, trouxe 'Martin' aqui para assistir, tenho um iPad... Eu assisto TV também. Normalmente é o que faço em casa. Me sento, assisto basquete, fico sozinho. Se eu jogar, jogo com meus amigos. Então, está tudo bem".

Terrence Ross, ala do Magic: "É claro, eu trouxe meu PlayStation, minhas câmeras de streaming, três laptops para o meu podcast. O que mais? Eu trouxe minha própria cadeira para jogar, porque as do hotel são horríveis".

Curry: "Obviamente, trouxe meus videogames para conseguir viver. Apenas o essencial. E praticamente todos os videogames, tacos de golfe também e algumas outras coisas que tive que pedir para deixar meu quarto um pouco mais confortável. Sinto que estou em casa“.


O líder do clube

E finalmente, temos Robin Lopez. O pivô do Milwaukee Bucks é um grande fã da Disney, e ele parece estar amando a vida em seus primeiros dias na bolha.