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Knicks eram '1ª opção de LeBron James' em 2010, mas 'reunião desastrosa' acabou com possibilidade, diz jornalista

Há exatamente uma década, LeBron James era o agente livre mais cobiçado do mercado da NBA, talvez da história.

Depois de sete anos no Cleveland Cavaliers, o camisa 23 estava ponderando seu futuro longe da franquia e a história todos já sabemos. Através do infame The Decision, LeBron anunciou que estava "levando seus talentos para South Beach e se juntando ao Miami Heat". A história, porém, poderia ter sido muito diferente.

Em seu podcast semanal, o jornalista Bill Simmons, do The Ringer, revelou que o New York Knicks era a primeira opção de LeBron James naquele verão americano de 2010, mas "uma reunião desastrosa" acabou com as possibilidades de James jogar em Nova York.

"De acordo com todo mundo que eu conversei desde então, é claro que os Knicks eram a primeira opção. Era basicamente só os Knicks não ferrarem a situação, e eles não conseguiram evitar. As histórias são lendárias", disse.

"Dolan foi Dolan. Eles não tinham nada preparado. Simplesmente não tinha como ter sido pior. Foi um desastre. Eu acho que àquela altura, somada à decada que os Knicks haviam tido, acho que eles simplesmente pensaram 'f***-se'."

Em uma matéria de Ian O'Connor na época, a ESPN trouxe alguns detalhes da reunião (leia aqui, em inglês), que incluiu James Gandolfini e Edie Falco reprisando seus icônicos papéis de Tony e Carmela Soprando, da série The Sopranos, em um vídeo de apresentação para o jogador.

O vídeo também teve participações de Willis Reed, Spike Lee, Earl Monroe, Mark Messier, Reggie Jackson e Rudy Giuliani, grandes nomes de Nova York. Chris Rock também fez sua aparição contando algumas piadas.

A reunião durou cerca de duas horas e, basicamente, os Knicks tentaram atrair LeBron utilizando as principais atrações da cidade, mas falando pouco de basquete.

Segundo Bill Simmons, o foco exagerado na cidade e a falta de visão sobre basquete incomodaram muito LeBron, que sequer deu a chance dos Knicks fazerem uma segunda reunião, fazendo com que a franquia de Nova York saísse do topo da lista de favoritos para o topo da lista de desconsiderados.

À época, os Knicks tinham U$ 34 milhões disponíveis em teto salarial, o que seria suficiente, com algumas manobras, para conseguir dois contratos máximos na agência livre e oportunidades não faltavam para garantir LeBron.

Faltou, porém, entender com quem a franquia estava lidando e saber que, para LeBron, o basquete é mais importante do que a cidade aonde ele irá jogar.