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Michael Jordan, 'The Last Dance'...: 9 coisas para você entender a final épica Bulls x Jazz de 1998

O documentário 'The Last Dance', produzido pela ESPN dos Estados Unidos, destaca a dinastia do Chicago Bulls na NBA nos anos 1990 e retrata também, de forma ainda mais detalhada, a temporada 1997-1998, que terminou com título dos Bulls sobre o Utah Jazz e marcou o fim da 'era Michael Jordan-Phil Jackson-Scottie Pippen' na franquia.

E a partida 6 daquela final, épica e que marcou o último título do time na liga - lá se vão mais 20 anos -, será exibida neste sábado (22) pela ESPN e pelo ESPN App, às 20h (Brasília).

Um duelo cheio de tensão que acabou defnido no segundo final e com cesta de lenda.

Abaixo, o ESPN.com.br lista nove coisas para você saber, entender e/ou relembrar esta super-história e se preparar para este jogaço:

Por que 'Last Dance'?

O nome do documentário partiu do técnico Phil Jackson. Já sabendo que ele e a maior parte do time não ficariam para o ano seguinte, Jackson distribuiu um documento que serviria como manual aos jogadores da temporada com diversas diretrizes. E o nome do documento era "Last Dance", "A última dança", em português.

Jackson jogou a real com o time antes do início da temporada, mas pediu foco e união durante 97-98.

O 'vilão' Krause

O ex-gerente da franquia Jerry Krause é retratado sofrendo as críticas que o acompanharam na carreira.

Ele exerceu a função na equipe norte-americana entre 1985 e 2003. E no documentário, Michael Jordan, Scottie Pippen e Phil Jackson o criticam por diversos motivos.

Jackson recebeu um ultimato de Jerry Krause de que não voltaria para o ano seguinte a 1998 mesmo se vencesse os 82 jogos. Pippen também não se dava bem com ele por ser apenas o 122º atleta mais bem pago da NBA mesmo sendo um dos dez melhores da liga.

Jordan é visto várias vezes até tirando sarro do ex-dirigente em público. Krause, falecido em 2017, escreveu um livro que nunca chegou a ser publicado, mas a NBC Sports conseguiu um depoimento onde ele se explica e se defende das críticas de ter "destruído" a dinasia.

A pizza de Jordan

A quinta partida da final da NBA de 1997 entre Bulls e Utah Jazz ficou conhecida como "o jogo da gripe", onde Michael Jordan atuou doente e anotou 38 pontos e deu a vitória a Chicago mesmo debilitado.

Por 23 anos acreditamos que a doença era a gripe. Mas o próprio Jordan revelou no documentário que havia sofrido intoxicação alimentar após comer uma pizza "suspeita" em Utah na madrugada horas antes do jogo.

Jordan disse que só ele comeu a pista e que quatro entregadores vieram fazer o "delivery". O camisa 23 ficou debilitado, passou mal durante o dia, mas ainda assim fez estrago.

Os 'rolês' de Rodman

Dennis Rodman ficou conhecido por ser não somente o maior reboteiro da história da NBA como também um amante da vida noturna. Como deixar o time no meio da temporada e tirar férias de uma semana em Las Vegas ou perder um treino para ir a uma exibição de WWE na temporada do título sem causar crise no elenco?

Simples, Rodman chegava na quadra e dava 100% e praticamente tudo que tinha dentro de si, se sacrificando pelo time. E o próprio Phil Jackson reconhecia isso.

Pippen: desvalorizado, pedido de troca e sacrifício

Pippen optou por não fazer uma cirurgia no tornozelo durante as férias e acabou perdendo quase metade da temporada. O ala disse no documentário que ele fez isso de propósito quase que como uma forma de protesto por ser apenas o 122º jogador mais bem pago da NBA.

O ala chegou a ameaçar não entrar mais em quadra pelos Bulls e até pediu para ser trocado na temporada 97-98, mas voltou atrás. No fim das contas, mesmo sem quase poder andar por uma lesão nas costas, ele atuou no jogo 6 da final de 98 contra o Utah Jazz e serviu de "isca" na ocasião para que Jordan pudesse brilhar.

O Jordan intimidador

Os próprios companheiros de equipe diziam ter medo de Michael Jordan pelas cobranças do jogador durante treinos e atividades coletivas.

Os 10 capítulos mostram o modo ultracompetitivo que fazia até companheiros temerem o camisa 23. Por vezes, Jordan até assumiu passar do ponto.

Pelo menos uma pessoa na NBA o viu como vilão certamente: Isiah Thomas. Como "resultado" da forte rivalidade entre Detroit Pistons e Chicago Bulls nos anos 80 e 90, Jordan foi um dos convocados para a Olimpíada de 1992 que não era fã da ideia de ter Thomas no Dream Team.

Timaço do Jazz

O Jazz era treinado pelo lendário Jerry Sloan, que faleceu nesta sexta-feira. O time era muito bom e liderado por Karl Malone e John Stockton, dois dos maiores da história, e tinha bons coadjuvantes em Jeff Hornacek e Bryon Russell.

O Jazz foi aos playoffs durante 20 anos seguidos (83 a 2003), mas chegou às finais apenas em duas ocasiões (97 e 98). Portanto, Michael Jordan e os Bulls enterraram qualquer chance de título dessa talentosa geração.

Astro sem título

Não foram só Stockton e Malone que fizeram parte da lista de lendas sem títulos por causa de Jordan. Charles Barkley também foi derrotado em uma decisão pelos Bulls, em 93. Mas Stockton e Malone são os mais notáveis dessa lista com certeza. Principalmente por serem uma das maiores duplas da história. O azar deles foi jogar na mesma época que Michael Jordan.

Mais uma dança?

Antes da temporada 97-98 começar, o gerente-geral Jerry Krause já havia avisado que no ano seguinte os Bulls começariam uma reconstrução e que Phil Jackson não voltaria. Depois do título, o dono da franquia, Jerry Reinsdorf, admitiu que fez o convite para Jackson voltar.

E o próprio Michael Jordan disse que se tivessem oferecido a ele e outros jogadores do time campeão em 98 um contrato de um ano para tentar o hepta, ele aceitaria.