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Donos das franquias da NBA esperam que temporada volte apenas em junho, mas temem que ela não retorne

Tentando conter a dispersão da pandemia do coronavírus, a NBA suspendeu a temporada na última quarta-feira (11) por, no mínimo, 30 dias. No domingo, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos recomendou que os eventos esportivos no país fiquem suspensos por, no mínimo, mais 8 semanas.

Diante do novo cenário, os donos das 30 franquias da NBA se preparam para a liga voltar apenas no final de junho, segundo Adrian Wojnaroswki, repórter da ESPN. Os executivos também se preparam para a possibilidade de a temporada não acontecer e o medo acontece por conta da baixa velocidade de resposta dos Estados Unidos para o vírus.

A NBA, primeiramente, havia tomado a medida de realizar as partidas sem público, mas assim que o pivô Rudy Gobert, do Utah Jazz, foi diagnosticado com coronavírus, a decisão mudou para a suspensão da temporada.

"Nosso mundo mudou desde a reunião de quarta-feira (do Conselho de Diretores da NBA)", disse um presidente de uma equipe à ESPN.

Em breve, a NBA deve dividir com os donos das franquias a projeção financeira das perdas por conta da suspensão e irá apresentar projeções para três possíveis cenários primários: os custos de encerrar a temporada, recomeçar sem torcedores nas arenas ou jogar partidas de playoff com torcedores.

Por enquanto, o mais provável e o que está sendo trabalhado é que a NBA volte em junho e ainda sem público.

Essas perdas refletirão no teto salarial do próximo ano e na fatia que os jogadores recebem por conta do contrato entre a Associação de Jogadores e a NBA.

Além das medidas que devem ser tomadas nos próximos dias, a NBA anunciou medidas no último domingo para os jogadores.

Os jogadores foram liberados para deixarem as cidades de suas franquias desde que tenham aprovação de um médico da franquia e que os dirigentes e membros da comissão técnica cheguem diariamente a saúde de seus atletas via Skype ou Facetime.