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Um dia depois do outro... a semana que devolveu o equilíbrio à NBA

30 de junho, as horas passam enquanto a NBA espera pelo começo oficial da free agency. Foram semanas de expectativa para saber onde jogariam alguns dos principais nomes da liga. Mas nada poderia preparar o fã do basquete para o que aconteceu em apenas uma semana.

A NBA que todos conheciam, a que viu Kawhi Leonard liderar o Toronto Raptors e derrubar a dinastia do Golden State Warriors, não existe mais.

O equilíbrio está de volta ao basquete.


Em 2019, a NBA antecipou a abertura oficial de seu mercado em algumas horas. O que fez com que os negócios fossem fechados ainda durante o dia - e não na madrugada, como costumava ser. Isso permitiu que boa parte de um domingo fosse tomado por grandes mudanças.

O primeiro dominó a cair foi o do Brooklyn Nets.

Kevin Durant confirmou que anunciaria seu futuro durante a noite. Mas não foi preciso muito tempo para que a informação fosse espalhada nas redes sociais: ele deixaria os Warriors para, ao lado de Kyrie Irving, reforçar os Nets.

Sem Kyrie, os Celtics foram para o mercado e encontraram em Kemba Walker, ex-armador do Charlotte Hornets, uma reposição. Os Warriors decidiram que não poderiam ficar de mãos vazias após o adeus de Durant e, surpreendentemente, conseguiram fazer com que os Nets mandasse D'Angelo Russell no negócio que se tornou uma troca pelo antigo camisa 35 (agora camisa 7).


LeBron e Davis nos Lakers, Kawhi e George nos Clippers: a 'Batalha de Los Angeles' chegou na NBA


Enquanto tudo isso acontecia, Al Horford era mais um a deixar os Celtics - para assinar com o rival Philadelphia 76ers. O New York Knicks, sem conseguir levar astros para o Madison Square Garden, agiu e assinou contratos curtos - entre eles, o ala-pivô Julius Randle, ex-New Orleans Pelicans.

Os próprios Pelicans trataram de encontrar ajuda para Zion Williamson, e J.J. Redick foi a principal contratação do time no mercado.

O Milwaukee Bucks perdeu Malcolm Brogdon para o Indiana Pacers, mas renovou com Khris Middleton e Brook Lopez.

E já era madrugada de 30 de junho para 1º de julho quando o Miami Heat avançou nas negociações com os 76ers para ter Jimmy Butler. E ao contrário do que tudo indicava, a franquia da Flórida não precisou abrir mão de Goran Dragic para assinar com o ala-armador.


O dia seguinte às insanas horas de abertura do mercado foram de confirmações e expectativa. Quando Klay Thompson resolveu renovar com os Warriors, toda a atenção da liga se voltou para um nome: Kawhi.

Com Los Angeles Lakers, LA Clippers e Toronto Raptors na corrida pelo MVP das Finais de 2019, ele seria o responsável por decidir: a NBA ainda teria uma grande potência?

O feriado de 4 de julho nos Estados Unidos ficou marcado pelo Kawhi Watch. Aviões foram rastreados, filas se formaram no hotel onde ele reuniria com a direção dos Raptors para conversar sobre uma possível permanência..

E a cada hora que se passava sem qualquer notícia sobre Kawhi, os nervos ficavam mais à flor da pele.


6 de julho. A Califórnia está em estado de atenção por terremotos - um deles, inclusive, interrompeu a estreia de Zion na Summer League. E enquanto todos ainda se recuperavam dos primeiros minutos da carreira da 1ª escolha do Draft de 2019, mais uma bomba caiu sobre a liga.

Depois tentar convencer Kevin Durant, Kawhi ligou para Paul George, seu conterrâneo de Los Angeles, e convenceu o ala a pedir para ser trocado pelo Oklahoma City Thunder. Enquanto se reunia com Lakers e Raptors, Kawhi sabia que os Clippers negociavam uma troca pelo ala do Thunder.

O acordo foi selado. O último dominó caiu. E a NBA voltou ao seu estado de calma... mas ela não é mais a mesma.