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O Phoenix Suns é a prova de como o draft pode mudar uma franquia da NBA, mas pelos motivos errados

Acostumado a disputar playoffs e até estar na conversa pelo título desde a década de 90, o Phoenix Suns não vive seus melhores dias e busca uma reconstrução via draft.

Nos últimos quatro anos, campanhas ruins colocaram a equipe sempre entre as principais escolhas do recrutamento da NBA, mas as decisões tomadas não foram do mesmo nível e fica o questionamento: aonde Phoenix estaria se tivesse tomado as decisões corretas?

No draft de 2016, os Suns escolheram o ala-pivô Dragan Bender na quarta posição. Atualmente, o croata ainda faz parte do elenco de Phoenix, mas não chegou nem perto de justificar uma seleção tão alta e sequer consegue ser titular na equipe que fez a segunda pior campanha de toda a liga na última temporada. Na oitava posição, Phoenix selecionou Marquese Chriss, em uma troca com o Sacramento Kings.

Ainda neste ano, foram selecionados abaixo de Bender: Buddy Hield (6ª), Jamal Murray (7ª), Caris LeVert (20º), Pascal Siakam (27ª), Malcolm Brogdon (36ª) e Fred VanVleet, que chegou a receber um voto para MVP das Finais vencidas pelo Toronto no começo do mês, que sequer foi selecionado entre os 60 escolhidos da noite.

Em 2017, uma nova chance para os Suns escolherem na quarta posição. Dessa vez, o selecionado foi Josh Jackson, ala-armador de Kansas que terminou a última temporada com médias de 11,5 pontos e mais faltas do que assistências por jogo.

Abaixo de Josh Jackson, saíram: De'Aaron Fox (5ª), Lauri Markkanen (7ª), Donovan Mitchell (13ª), Kyle Kuzma (27ª) e Josh Hart (30ª) - este último foi trocado pelo Los Angeles Lakers para o New Orleans Pelicans por Anthony Davis.

No ano passado, a grande chance do Phoenix Suns. A equipe venceu a loteria e pôde escolher na primeira posição, com todos os jogadores disponíveis. A seleção foi o pivô Deandre Ayton, de Arizona. Apesar de não ter sido uma escolha ruim e Ayton estar se mostrando um jogador com bastante potencial, dois nomes escolhidos depois chamam a atenção.

Justamente os dois que brigam pelo prêmio de melhor calouro da última temporada: Trae Young e o esloveno Luka Doncic, dois dos maiores fenômenos da atualidade no basquete.

Em um exercício de viagem no tempo, é possível imaginar o Phoenix Suns começando a temporada 2018/2019 com Luka Doncic no lugar de Deandre Ayton, Jamal Murray no lugar de Dragan Bender, Pascal Siakam no lugar de Marquesse Chriss e Donovan Mitchell no lugar de Josh Jackson. Um time mais atlético, com mais qualidade e mais capacidade de arremesso, no estilo da NBA atual. E se fosse esse time...