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Raptors: 'Mago' que montou o time campeão com decisões ousadas pode trocar de equipe por R$ 40 milhões por ano

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Champagne, cerveja e muita festa: veja a comemoração do título dos Raptors nos vestiários (0:39)

Toronto venceu os Warriors por 4 a 2 e ganhou o primeiro título da NBA de sua história (0:39)

Existe um nome por trás do título histórico do Toronto Raptors: Masai Ujiri.

Ujiri é um executivo de basquete nigeriano/queniano que atualmente é o presidente de operações de basquete do Toronto Raptors. Em 2013, pelo Denver Nuggets, venceu o prêmio de executivo do ano na NBA.

A cabeça por trás do título não tem medo de tomar grandes decisões. Algumas dão certo, outras não, mas sua ousadia já virou marca registrada no comando da equipe canadense.

Como exemplo, vamos voltar a 2014. Era o draft da NBA e os Raptors, com a 20ª escolha, selecionaram Bruno Caboclo, brasileiro do Esporte Clube Pinheiros. Poucos na liga sabiam quem era o ala chamado de 'Kevin Durant brasileiro', e Adam Silver, comissário da NBA, sequer sabia pronunciar seu nome na hora de anunciá-lo.

Masai Ujiri declaradamente foi quem bancou a escolha do garoto de 19 anos, que, segundo o cartola, estava 'a dois anos de estar a dois anos de estar pronto'. Caboclo pertenceu aos Raptors até 2018, onde foi muito pouco aproveitado, e em 2019 foi para o Memphis Grizzlies, se tornando ala titular do time. Mesmo 'errando', Ujiri acertou.

Para desenvolver o elenco vencedor da NBA, Masai abusou da coragem. Na temporada 2017/18, os Raptors tiveram a melhor campanha do Leste na temporada regular, e Dwayne Casey foi eleito treinador do ano. Após serem varridos pelo Cleveland Cavaliers nas semifinais de conferência, o presidente demitiu o treinador que era considerado o melhor da liga e efetivou Nick Nurse, que nunca havia treinado um time de NBA.

Mais mudanças vieram, e mais drásticas. Kawhi Leonard foi incontestavelmente o nome da vitória canadense. O MVP das Finais só chegou porque Ujiri decidiu trocar DeMar DeRozan, melhor amigo de Kyle Lowry, ídolo de Toronto e até então o maior jogador da história da franquia. Após 10 temporadas no Canadá, ele virou uma moeda de troca. Ujiri teve sangue frio e acertou em cheio.

No final da janela de trocas, Masai deu mais uma cartada fundamental, buscando Marc Gasol, do Memphis Grizzlies. A troca também envolveu outro jogador com o qual a torcida dos Raptorsi tinha apego emocional: Jonas Valanciunas. Novamente, o cartola acertou em cheio.

Foram muitas outras decisões durante seu tempo em Toronto, suficientes para credenciá-lo como o gênio por trás do título. E já tem gente de olho.

Segundo Adrian Wojnarowski, repórter especialista da ESPN, o Washington Wizards está se preparando para oferecer a Masai Ujiri um contrato próximo a R$ 40 milhões por ano.

Espera-se que o proprietário da Wizards, Ted Leonsis, entre em contato com os Raptors para pedir uma permissão formal para se reunir com Ujiri e oferecer um pacote que incluiria a realização das operações de basquete dos Wizards e, talvez, assumir um papel de liderança maior na Monumental Sports, a empresa de entretenimento que supervisiona os Wizards, da NBA e os Capitals, da NHL.

Masai Ujiri tem mais dois anos de contrato com Toronto - e a cidade tem muitos motivos para querer sua permanência.