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NBA: As finais da Conferência Oeste provocaram o melhor de Stephen Curry

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'A situação me fez ser mais agressivo', disse o armador de Golden State, mais uma vez nas Finais (1:39)

Não há um prêmio para o melhor jogador das finais de conferência da NBA. Se ele existisse, poderia acabar nas mãos de Draymond Green pelo que o ala-pivô fez na varrida do Golden State Warriors sobre o Portland Trail Blazers

Na defesa, ele foi sensacional. No ataque, jogou como poucas vezes havia feito em sua carreira. Correu a quadra como um armador. Fez a cesta da vitória no jogo 4 e ajudou a levar o time para as finais pela quinta temporada seguida.

Jogadores e treinadores dos dois times elogiaram Green, assim como boa parte da imprensa. Mas é preciso ser justo. Green não foi o melhor jogador da série.

A varrida sobre os Blazers foi uma obra de arte genuína de Stephen Curry. Talvez o rival não fosse tão forte, talvez o momento não fosse tão importante para colocarmos esta série entre as melhores séries de sua carreira. Na verdade, esqueça... foi a melhor série de sua carreira.

Curry nunca dominou uma série como fez nos últimos quatro jogos. E tudo em um momento de necessidade, sem Kevin Durant e sem Andre Iguodala - em boa parte do jogo 3 e em todo o jogo 4. Na verdade, esta é a melhor sequência de quatro jogos e meio de Curry nos playoffs, porque temos que incluir o segundo tempo que fechou a série contra o Houston Rockets na rodada anterior.

Curry disse varias vezes que este momento é especial, principalmente por enfrentar seu irmão, Seth, na série contra Portland. Mas só a lembrança de como ele foi dominante já será especial o bastante.

Com os 37 pontos que fez na segunda-feira, Curry terminou a série com média de 36.5 pontos por jogo, a maior de sua carreira. Foi, também, a maior quantidade de pontos já marcados em uma varrida de quatro partidas na história da liga. As 26 bolas de três feitas também estabeleceram um novo recorde para uma série vencida em quatro confrontos.

As estatísticas não acabam aí, mas vamos dar um tempo. Ninguém surtou com a grandeza de Curry nos últimos quatro jogos. Os efusivos elogios foram para Green e para os reservas dos Warriors, que colocaram o time no caminho do título mais uma vez. E todos estes elogios são justos.

Mas o triplo-duplo de Curry no jogo 4 - com 13 rebotes e 11 assistências - se tornou apenas um detalhe. Assim como o fato de que ele jogou todo o segundo tempo e a prorrogação. E que fez tudo isso apesar das dores que ainda sente no dedo do meio de sua mão esquerda - depois de deslocá-lo no jogo 2 contra os Rockets.

O motivo que pode explicar isso é o que coloca um jogador entre os maiores da história: Curry normalizou a genialidade.

Michael Jordan fez isso. LeBron James fez isso. Tim Duncan fez isso. Existe uma expectativa tão grande sobre Curry que, quando ele faz o que costuma fazer, ninguém costuma notar.

É, foi mais um bom jogo de Curry. E, por acaso... se ele não tivesse perdido a cabeça por um segundo e cometido infração antes de acertar uma bola de três no final do último quarto do jogo 4 contra os Blazers, ele teria conseguido mais um ultra-raro triplo-duplo de 40 pontos para fechar as finais de conferência fora de casa.

"Não existem elogios suficientes para a competitividade deste grupo de jogadores e para a cultura que construímos juntos", disse o treinador Steve Kerr. "A ausência de Kevin (Durant) nos deixou em uma situação difícil nestes últimos cinco jogos, e nossos jogadores apareceram muito bem."

Alguns deles, com certeza. Mas um deles merece uma atenção especial.