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NBA: Quais foram as principais decepções da temporada 2018-19?

No começo do ano, todos os torcedores da NBA constroem expectativas ao redor dos times e jogadores da liga.

Mas, em meio a isso tudo, lesões e problemas internos atrapalham a temporada das franquias e, assim, surgem decepções.

No ano de 2019 não foi diferente.

LeBron e os Lakers

De longe os Lakers foram a maior decepção de 2018/19.

A ida de LeBron James a Los Angeles gerou grandes expectativas, sendo que muitos acreditaram que a equipe disputaria o domínio da NBA com o Golden State Warriors.

O ala se aliou a um grupo de jovens promissores - liderados por Lonzo Ball, Kyle Kuzma e Brandon Ingram - e a franquia ainda trouxe um conjunto de veteranos para a Califórnia, gerando muitas expectativas. Mas, elas nunca se concretizaram.

Luke Walton, técnico da equipe, não conseguiu alinhar o time e a lesão de LeBron atrapalhou o andamento da temporada. A equipe estava em quarto na Conferência com 20 vitórias e 14 derrotas, quando James se machucou contra os Warriors durante o Natal.

O time não soube jogar sem o ala, deixando a vaga para os Playoffs. Aliando tudo isso a uma tentativa fracassada de adquirir Anthony Davis e criou-se a fórmula para o desastre. Os jovens se sentiram dispensáveis, o que diminui o rendimento da equipe.

Os Lakers ficaram de fora da pós-temporada e acabaram o ano na 10º colocação, com apenas 37 vitórias no ano. Agora, resta a franquia torcer por uma boa posição no Draft 2019.

Brad Stevens e a juventude dos Celtics

O Boston Celtics era visto como o favorito no Leste, junto ao Toronto Raptors. A franquia, porém, nunca liderou a NBA e fez todos perguntarem o que havia de errado.

Brad Stevens chegou para a temporada como um dos melhores treinadores da liga. Em 2018, o técnico comandou a equipe até a final de Conferência, mesmo sem contar com os principais jogadores, Kyrie Irving e Gordon Hayward.

Terry Rozier, Jayson Tatum e Jaylen Brown se tornaram os grandes nomes do time em 2017/18, mas isso não voltou a acontecer em 2019. Os jovens tiveram minutos restritos, produzindo abaixo do esperado.

O ala Marcus Morris, revelou em entrevista que o ano da equipe não era bom e que não se divertia nas vitórias.

Ainda assim, a equipe conseguiu se classificar para os Playoffs e conquistou o mando de quadra na primeira rodada. Os Celtics encerraram o ano na quarta posição com 47 vitórias e enfrentam o Indiana Pacers na próxima fase.

Quem sabe agora veremos o time que esperávamos desde o começo do ano?

Andrew Wiggins

Todo ano, constrói-se grandes expectativas para a primeira escolha do Draft de 2014 e mais uma vez o jogador tem um ano decepcionante.

O ala do Minnesota Timberwolves entrou em sua quinta temporada na NBA, mas não conseguiu aumentar suas médias de pontuação e sua influência na equipe. Ao todo, foram 18,6 pontos e cinco rebotes por partida.

A temporada acabou de forma ainda mais melancólica, quando a franquia ficou na 11ª colocação no Oeste. Wiggins não conseguiu levar Minnesota aos Playoffs, mesmo com uma temporada inspirada do pivô Karl Anthony-Towns, que contribuiu com 24,4 pontos e 12,3 rebotes por jogo.

Washington Wizards e as lesões

Com a saída de James do Cleveland Cavaliers, o trono da Conferência Leste ficou aberto. Apesar de não ser o favorito, o Washington Wizards poderia brigar no topo da divisão. Mas, as lesões atrapalharam o andamento da temporada.

O principal jogador do time, John Wall se lesionou com apenas 32 jogos e foi obrigado a fazer cirurgia, acabando seu ano de forma precoce. Além do armador, a franquia também perdeu Dwight Howard com apenas nove jogos, o que deixou o garrafão debilitado.

Nem mesmo a excelente temporada de Bradley Beal - que foi nomeado para o All-Star Game e teve médias de 25,6 pontos, 5,5 assistências e cinco rebotes - foi suficiente para que a equipe chegasse aos Playoffs. Os Wizards acabaram o ano na 11ª posição com apenas 32 vitórias.

Markelle Fultz

A temporada de 2018/19 da primeira escolha do Draft de 2017 foi um pesadelo.

Fultz começou o ano como a esperança do Philadelphia 76ers. O armador parecia saudável e a aparente lesão no ombro havia sumido. Junto a Joel Embiid e Ben Simmons, a expectativa era que ele fosse comandar a franquia ao sucesso. O problema é que ele não atuou como o esperado e os Sixers optaram por trocar o jogador.

O armador jogou apenas 19 partidas na temporada, sendo titular em 15 delas. Os números do atleta não atingiram o patamar desejado, sendo que ele contribuiu com 8,2 pontos e 3,1 assistências em 22,5 muitos por jogo.

Com o retorno da lesão no ombro, os Sixers desistiram do jogador. Após adquirir Jimmy Butler e Tobias Harris, a franquia trocou Fultz com o Orlando Magic.

A expectativa cresce para 2020 e, quem sabe, Fultz não decepcionará na Flórida.