Quais as 10 melhores e as 10 piores negociações da NBA na temporada 2025-26?

Entre trocas, contratações de jogadores livres no mercado, renovações, etc., as equipes da NBA, somadas, realizam centenas, talvez milhares de transações todos os anos. Algumas funcionam muito bem. Outras falham miseravelmente. Já a maioria, fica em algum ponto no meio desses extremos.

Com a temporada 2025-26 chegando ao fim, é hora de olharmos para trás e analisarmos o último ano de negociações na liga e focar justamente nos extremos, classificando as 10 melhores e as 10 piores transações feitas desde o fim das Finais de 2025.

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O julgamento foi feito com base nos resultados, não no processo, e com o benefício da retrospectiva. Alguns dos melhores negócios podem ter sido criticados na época, enquanto alguns dos piores podem ter feito sentido, mas não supriram as expectativas.

As 10 melhores negociações da temporada

10. New York Knicks troca por Jose Alvarado

Por que está na lista: Desde o momento que conseguiram o porto riquenho - pelo custo baixíssimo de Dalen Terry, duas escolhas de segunda rodada e dinheiro -, Alvarado se mostrou um encaixe perfeito para os Knicks. Nos 26 jogos pela equipe até agora, os Knicks têm um net rating (saldo de pontos a cada 100 posses de bola) de +13,8 quando ele está em quadra, a melhor marca da equipe.

Qual o potencial impacto nos playoffs? Mike Brown, técnico dos Knicks, ainda precisa descobrir qual a melhor rotação possível para os playoffs. A equipe já estava cheia de armadores antes mesmo de Miles McBride voltar da cirurgia para tratar uma hérnia.

Agora, Alvarado pode até perder alguns minutos na rotação. Mas é certo que terá um papel relevante na pós-temporada, no mínimo aumentando a profundidade e aguçando a defesa dos Knicks, que tem tudo para agradar a torcida no Madison Square Garden.


9. Golden State Warriors contrata De'Anthony Melton

Por que está na lista: Melton tem sido o queridinho das estatísticas avançadas durante a maior parte de sua carreira. Mas quando chegou aos Warriors em 2024-25, sua temporada durou apenas seis jogos por conta de um rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. GSW usou seu salário, então, para uma troca no meio da temporada (por Dennis Schroder, que depois foi envolvido na troca por Jimmy Butler). Mas antes de 2025-26 começar, contratou novamente Melton, agora por apenas 3,1 milhões de dólares.

Desde que voltou às quadras, em 4 de dezembro, Melton, silenciosamente, se tornou um dos melhores jogadores de rotação em toda a NBA. Quando ele está em quadra, os Warriors têm um net rating de +5,1, o segundo melhor do time, atrás apenas de Butler, que só volta na próxima temporada.

Qual o potencial impacto nos playoffs? Quaisquer esperanças restantes de playoffs para os Warriors dependem de Stephen Curry, que ficou fora por 27 jogos devido a um problema no joelho. O astro voltou às quadras recenemtente, ainda com restrição de minutos, e se conseguir retomar o melhor nível, Melton servirá como o melhor parceiro de perímetro nos dois lados da quadra para o duas vezes MVP.


8. San Antonio Spurs contrata Luke Kornet

Por que está na lista: Quando não está escrevendo em seu blog, Kornet é a definição de um pivô reserva sólido. O campeão da NBA de 2024 pelo Boston Celtics assinou um contrato de quatro anos e 40 milhões de dólares na agência livre, e se encaixou perfeitamente na rotação de Victor Wembanyama.

Qual o potencial impacto nos playoffs? A diferença entre ganhar um título e perder nas primeiras rodadas dos playoffs pode estar na capacidade de uma equipe manter o nível em quadra quando seu melhor jogador está descansando, ou se entra em colapso (o melhor exemplo recente é o Denver Nuggets com Nikola Jokic).

Longe de ser um jogador fora de série como o francês, Kornet oferece uma boa estabilidade aos Spurs quando Wemby descansa. É bem verdade que todo o elenco principal de San Antonio tem net rating positivo, e Kornet tem o pior deles. Ainda assim, quando está em quadra, a equipe tem +3,6, número melhor do que apenas 'manter o nível'.


7. Denver Nuggets contrata Tim Hardaway Jr.

Por que está na lista: Apenas 10 jogadores na temporada regular têm média de pelo menos 2,5 bolas de três pontos por jogo com aproveitamento de 40% ou mais. Um deles é Jamal Murray. O outro, seu companheiro de Nuggets, Tim Hardaway Jr.

Com um contrato de 3,6 milhões dólares por um ano - muito diferente do contrato anterior, de 75 milhões de dólares por quatro temporadas entre Dallas Mavericks e Detroit Pistons -, Hardaway tem transformado a profundidade de elenco dos Nuggets. O ala está com média de 13,9 pontos por jogo, no melhor aproveitamento da carreira nos chutes do perímetro: 40,9%.

Qual o potencial impacto nos playoffs? Os Nuggets ficaram apenas o 28° time na lista de bolas de três pontos na temporada passada. Em 2025-26, porém, estão em 11°, muito por conta do impacto de Hardaway. Nos playoffs, quando Denver tentará retornar às Finais após três temporadas, o ala pode até fechar as partidas caso os problemas de lesões continuem, ou se Cameron Johnson estiver em um dia ruim.


6. Phoenix Suns troca por Dillon Brooks

Por que está na lista: Quando Brooks foi incluído na troca do Houston Rockets por Kevin Durant, sua presença parecia ser justificada apenas para bater salários. Mas o ala veterano teve um impacto muito grande em Phoenix, liderando a retomada dos Suns, que deixaram de ser um time da parte de baixo da tabela, para um candidato aos playoffs 2025-26, embora a participação no play-in seja a realidade mais provável.

Essa negociação está na lista das melhores da temporada não apenas pelas atuações de Brooks, que tem média recorde na carreira de 20,9 pontos, mas por sua influência fora dela, nos vestiários e na cultura dos Suns.

"Ele fica mais no ginásio do que qualquer pessoa que eu conheça", disse Collin Gillespie, armador dos Suns, a Tim MacMachon, da ESPN, no início da temporada. "Você pode ver o quanto ele trabalha duro, o quão competitivo ele é, e você não quer decepcionar seu companheiro de equipe quando vê isso. Ele faz você querer jogar mais duro, ele te desafia a estar no ginásio com ele, te desafia a jogar com mais garra."

Qual o potencial impacto nos playoffs? Brooks ficou fora por quase um mês e meio por conta de uma fratura na mão. Ainda que tenha voltado a tempo dos playoffs, os Suns precisam ter certeza que estará saudável para poder fazer uma boa campanha no play-in e, eventualmente, nos playoffs, já que ele é o segundo em pontos e minutos no elenco.


5. Miami Heat troca por Norman Powell

Por que está na lista: Apenas dois All-Stars de 2026 trocaram de equipe na última intertemporada; Kevin Durant, dos Suns para os Rockets, e Norman Powell, dos Clippers para o Heat. E o preço para adicionar um All-Star ao elenco foi apenas Kyle Anderson e Kevin Love, dois veteranos, que já haviam passado do auge e não tinham espaço no elenco de Miami.

É bem verdade que Powell será agente livre irrestrito (poderá negociar com qualquer equipe livremente) após a temporada, e ainda não está claro se o Heat irá renovar com ele, ainda mais por conta da indefinição sobre a extensão, ou não, de Tyler Herro. Mas mesmo que esta seja a primeira e última temporada de Powell em Miami, a negociação valeu muito a pena.

Qual o potencial impacto nos playoffs? O peso de Powell na pós-temporada ainda é incerto. Por conta de lesões dos dois jogadores ao longo da campanha, Powell e Herro pouco jogaram juntos, e o Heat precisará disputar novamente o play-in, provavelmente sem ter nenhum mando de quadra.

Ainda assim, com média de 22,1 pontos, a maior da equipe, Powell terá um papel fundamental na busca do Heat por mais uma campanha de azarão vindo do play-in.


4. Brooklyn Nets troca por Michael Porter Jr.

Por que está na lista: Os Nets trocaram Cameron Johnson para os Nuggets em troca de Porter Jr. e uma escolha de primeira rodada de 2032. E o ala não só correspondeu, como teve números muito melhores que Cam Johnson na temporada. Ou seja, Brooklyn conseguiu o melhor jogador da troca, que pode ser envolvido em futuras negociações, ou 'apenas' ser um mentor para o jovem elenco, além de ganhar uma escolha desprotegida para o futuro, quando Jokic e Murray já terão mais de 35 anos.

Mesmo tendo muito mais a bola na mão que durante seu período em Denver, e jogando em um time pior, a eficiência de Porter não caiu muito. E os números absolutos melhoraram. Ele está com 24,2 pontos de média, 5,2 a mais que sua antiga melhor marca.

Qual o potencial impacto nos playoffs? Nenhum, já que os Nets têm uma das piores campanhas da temporada e estão há tempos mais preocupados com o Draft 2026 que com o basquete. Mas a equipe espera ser bem mais competitiva já em 2026-27, quando não terão a própria escolha no Draft 2027, o que permitirá Porter ser ainda mais relevante na liga.


3. Atlanta Hawks adiciona Nickeil Alexander-Walker via sign-and-trade

Por que está na lista: Alexander-Walker nem deveria ser titular nesta temporada. Com os Timberwolves decidindo renovar com Julius Randle e Naz Reid em vez de seu armador reserva, Atlanta 'deu o bote', garantindo Alexander-Walker por quatro anos e 60,6 milhões de dólares. Ainda assim, porém, ele era visto como um suplente de luxo a Trae Young e Dyson Daniels.

Mas com Trae lesionado e depois trocado, Alexander Walker assumiu de vez os holofotes e tem sido o segundo melhor jogador de Atlanta, atrás apenas de Jalen Johnson. Outrora destaque defensivo, o armador agora também é letal no ataque, com recordes na carreira em quase todas as estatísticas ofensivas.

Em vez disso, com Young lesionado e depois trocado, Alexander-Walker assumiu os holofotes e tem sido o segundo melhor jogador de Atlanta. O outrora destaque defensivo agora registra recordes na carreira em quase todas as estatísticas ofensivas: seus 20,8 pontos por jogo são quase o dobro de sua melhor temporada anterior (11,0), com direito a 3,2 cestas de três pontos por partida.

Qual o potencial impacto nos playoffs? Os Hawks estão em um ano de 2026 espetacular, saltando da briga pelo play-in para uma provável classificação em 5°lugar no Leste. Jalen Johnson e Alexander-Walker estão provando que podem competir em um dos Lestes mais imprevisíveis dos últimos anos, e a experiência de NAW, finalista do Oeste no último ano, pode contar muito nos momentos decisivos.


2. Oklahoma City Thunder renova com Ajay Mitchell e troca por Jared McCain

Por que está na lista: Uma das poucas fraquezas dos atuais campeões eram suas opções de criação para além de Shai Gilgeous-Alexander, já que o time muitas vezes tinha dificuldade para pontuar sem seu MVP. Mas pouco após erguer o troféu Larry O'Brien, o Thunder agora tem dois pontuadores jovens e baratos sob contrato por três anos.

O primeiro movimento foi por Ajay Mitchell, uma escolha de segunda rodada em 2024, que assinou uma extensão de contrato por três anos e 8,7 milhões de dólares na última intertermporada.

Com mais espaço em 2025-26, Mitchell explodiu para 13,8 pontos na temporada, com muita eficiência. No fim das contas, mais uma taca de mestre do GM do Thunder, Sam Presti. E mais: o salário é regressivo. Mitchell está recebendo 3 milhões dólares neste ano, e terá 2,85 milhões a receber em cada dos próximos dois anos. Em todas as três temporadas, o salário de Mitchell representa menos de 2% do teto salarial da equipe.

Em seguida veio Jared McCain, que o Thunder adquiriu por uma escolha de primeira rodada de 2026 e três de segunda rodada. McCain ainda está em seu contrato de calouro e, em 26 jogos com seu novo time, tem 10,4 pontos de média, com 39,7% nas bolas de três.

Qual o potencial impacto nos playoffs? O técnico do OKC, Mark Daigneault, tem tantas opções de perímetro que Mitchell e McCain podem perder tempo de jogo nos playoffs. Afinal, Mitchell foi o 12º em minutos nos playoffs pelo Oklahoma City no ano passado, e todos os 11 jogadores à sua frente ainda estão no time.

Mas Mitchell entrou recentemente na rotação titular, e McCain liderou o Thunder em pontuação em três jogos desde a pausa para o All-Star. Além disso, quando estão em quadra, ambos tem bom usage rage (estatística que mede a porcentagem de posses que termina com determinado jogador - em arremessos, faltas sofridas ou erros - em quadra), o que mostra que ganharam a confiança de Daigneault.


1. Charlotte Hornets seleciona Kon Knueppel no Draft

Por que está na lista: Os dois primeiros nomes escolhidos no Draft de 2025 eram 'cartas marcadas': Cooper Flagg e Dylan Harper eram os grandes prospectos da classe, e os Mavs e Spurs, respectivamente, cumpriram as expectativas e os selecionaram nas escolhas iniciais.

Daí pra frente, um grande número de jogadores, em tese, tinha o mesmo nível, dificultando as escolhas das equipes. Dentre eles, Ace Bailey e VJ Edgecombe também despontavam.

Em 4° lugar estava Charlotte, que marcou um home run ao selecionar Kon Knueppel. É fácil notar que a escolha foi certeira. Knueppel, ao lado de Flagg, é um dos favoritos a vencer o prêmio de Calouro do Ano, além de quebrar - por muito - o recorde de cestas de três pontos dos novatos na liga, além de ser o mais rápido da história a alcançar 100 bolas do perímetro. Como se não bastasse, é o líder no fundamento em toda a competição, à frente de Luka Doncic, Nickeil Alexander-Walker e do companheiro de time, LaMelo Ball.

Qual o potencial impacto nos playoffs? Os Hornets ainda brigam por uma vaga direta aos playoffs, mais o mais provável é que terminem no play-in. Assim, dificilmente Knueppel irá muito longe, apesar do ótimo momento de Charlotte na reta final da temporada.

Mas olhando a longo prazo, os Hornets tomaram a melhor e mais importante decisão de toda a NBA no último ano. Knueppel tem tudo para ser a espinha dorsal do que pode ser o período de maior sucesso na história da franquia, após seu renascimento em 2004.

As 10 piores negociações da temporada

10. Cleveland Cavaliers troca por Lonzo Ball

Por que está na lista: A troca de Isaac Okoro por Lonzo Ball fazia sentido na época. Okoro é um bom defensor, mas nunca se firmou em Cleveland, muito por conta das dificuldades no ataque. Já Lonzo, de volta às quadras após um longuíssimo período de lesão, em que sua carreira foi posta em cheque, sempre foi um organizador de muita qualidade, algo fundamental para os Cavs, que haviam perdido Ty Jerome.

Mas o ataque de Ball despencou em Cleveland, com apenas 4,6 pontos de média e terríveis 30% de aproveitamento nos arremessos, um dos piores em toda a liga.

Há alguma esperança? Não. Cleveland usou duas escolhas de segunda rodada para se livrar do contrato de Ball como uma medida de economia salarial no prazo final de trocas o enviando para o Utah Jazz, que o dispensou logo em seguida. Agora, está livre no mercado.


9. Orlando Magic contrata Tyus Jones

Por que está na lista: O Magic buscava um armador reserva confiável quando contratou Tyus Jones por um ano e 7 milhões de dólares. Em vez disso, recebeu um jogador que teve média de apenas 3 pontos por jogo, com 34% de aproveitamento nos arremessos, sendo 29% na linha dos três pontos. Com ele em quadra, Orlando tinha um net rating 11,3 ponto pior do que quando ele estava no banco.

Há alguma esperança? Não. Assim como os Cavs com Lonzo, o Magic usou duas escolhas de segunda rodada para se livrar do contrato de Jones na trade deadline, e desde então ele passou por Charlotte, Dallas e, agora, Denver, por onde até tem chances de título, mas desempenhando um papel discreto na rotação.


8. New York Knicks contrata Guerschon Yabusele

Por que está na lista: Após uma grande campanha com a França nas Olimpíadas de 2024, Yabusele voltou à NBA e se destacou no Philadelphia 76ers na temporada passada, com 11 pontos de média e 38% de aproveitamento do perímetro.

Agente livre, rumou para os Knicks, que pareciam ter feito o negócio do século. Só que seus números derreteram para apenas 2,7 pontos e 29% de aproveitamento para três pontos. Assim, perdeu mais e mais espaço na rotação do técnico Mike Brown.

Há alguma esperança? Sim. Embora Yabusele também tenha sido trocado na trade deadline como os dois últimos nomes da lista, os Knicks não precisaram pagar para se livrar de seu salário. Em vez disso, eles trocaram Yabusele por Dalen Terry e, em seguida, repassaram Terry para os Pelicans por Alvarado, presente na lista, mas na parte positiva. Assim, indiretamente, os Knicks já transformaram sua pior jogada do ano na melhor.


7. Houston Rockets contrata Dorian Finney-Smith

Por que está na lista: Finney-Smith foi um dos melhores jogadores de rotação da NBA na temporada passada, jogando pelos Nets e Lakers. Seus times tinham 14,2 pontos de vantagem quando ele estava em quadra, terceira melhor marca da liga, atrás apenas de Nikola Jokic e Christian Braun, dos Nuggets.

Quando os Rockets assinaram com ele por quatro anos e 53 milhões de dólares, parecia o negócio perfeito. Iria se juntar a um elenco competente, que também ganhava a adição de ninguém menos que Kevin Durant. A presença de DFS, entretanto, foi fundamental para os Rockets serem considerados um dos maiores vencedores da última offseason.

Lesionado nos primeiros meses, o ala só estreou no Natal, mas passou longe de ser um presente para Houston. Com média de apenas 3,2 pontos, não conseguiu chegar a 10 pontos em nenhum jogo até então.

Há alguma esperança? DFS passou a jogar um pouco mais na reta final da temporada. Apesar da tradicional boa defesa, a produção ofensiva não melhorou muita coisa. Mas o técnico dos Rockets, Ime Udoka, está claramente tentando incorporá-lo com qualidade a tempo dos playoffs.

Além disso, por ter um contrato longo, ele ainda deve ter mais oportunidades no futuro, principalmente se não sofrer novamente com lesões.


6. Sacramento Kings troca por Dario Saric para adicionar Dennis Schroder via sign-and-trade

Por que está na lista: Desde que voltaram aos playoffs após décadas longe da pós-temporada, os Kings voltaram a cair de produção. E o fundo do poço parece nunca chegar. Em vez de realizar pequenos movimentos que qualificassem a boa base das últimas temporadas, Sacramento fez uma série de movimentações que só deixaram o time pior do que antes.

Primeiro, trocaram o competente pivô reserva Jonas Valanciunas por Dario Saric, que já está longe do auge e marcou apenas cinco pontos em cinco jogos na temporada. Depois, por conta do espaço salarial gerado por essa negociação, assinaram com Dennis Schroder por três anos e 44,4 milhões de dólares.

Mas o armador alemão não encaixou nos Kings, e também já deixou a equipe. Só que não foi de graça. Para se livrarem do contrato dele, precisaram enviar Keon Ellis em uma troca por De'Andre Hunter, que tem qualidade, mas não o suficiente para mudar o time de patamar, além de ter quase 25 milhões para receber na próxima temporada.

Há alguma esperança? Dado o estado da franquia no momento, o máximo que podem fazer é torcer para Hunter permanecer saudável e ter um bom início de temporada em 2026-27, para que possam fazer uma boa troca por ele no futuro.


5. Toronto Raptors estender o contrato Jakob Poeltl

Por que está na lista: Os Raptors não precisavam aumentar o contrato de Poeltl na última temporada. Ele já itnha uma boa player option (quando o jogador decide se vai ou não renovar) no valor de 19,5 milhões de dólares para a temporada 2026-27. A extensão por três anos e 84 milhões, para um jogador que terá 34 anos ao fim do contrato, pareceu exagerada, apesar das boas atuações na temporada passada.

Mas o que seria uma preocupação de longo prazo, se tornou algo urgente: lesões nas costas limitaram Poeltl a apenas 42 jogos no ano, e a pontuação caiu de 14,5 para 10,2 pontos de média.

Além disso, o contrato longo complica as possibilidades de manejo salarial nos Raptors, que têm um bom elenco, mas ainda não conseguiram um super reforço, e trabalham no limite para ficarem abaixo da luxury tax (faixa do teto salarial em que a equipe começa a pagar multas por exceder os limites previstos).

Há alguma esperança? Sim. Poeltl tem jogado melhor desde a pausa para o All-Star, com seus dois melhores jogos da temporada no período. Apesar da queda nos últimos medes, Toronto segue na zona de classificação direta aos playoffs, quando a experiência do pivô pode ser útil. Ainda assim, olhando para o futuro, dificilmente Poeltl fará por merecer uma extensão desse tamanho, muito por questões de saúde, já que ele não faz mais que 57 jogos por temporada desde 2022-23.


4. New Orleans Pelicans contrata Kevon Looney e troca por Jordan Poole

Por que está na lista: Os Pelicans ainda vão aparecer nesta lista novamente. Este item talvez tenha sido ofuscado por uma negociação ainda mais estranha, mas estas movimentações também não fizeram muito sentido na época em que foram concretizadas.

Kevon Looney saiu dos Warriors e chegou a New Orleans por um contrato de 8 milhões de dólares e uma team option (quando a equipe decide se irá ou não renovar) no segundo ano. Além disso, numa troca envolvendo três times, os Pelicans trocaram CJ McCollum, em contrato expirante, por Saddiq Bey e Jordan Poole, que tinham ido bem nos Wizards em 2024-25, mas representavam um acrésimo de 34 milhões de dólares no orçamento em 2026-27.

Embora Bey tenha feito a melhor temporada da carreira, o que redime parte da decisão de New Orleans, Looney e Poole não renderam. O pivô, em um elenco ,com muita concorrência na posição, apareceu em apenas 18 jogos, enquanto Jordan Poole caiu ainda mais o aproveitamento, remontando aos seus piores momentos em Washington.

Há alguma esperança? É improvável. Poole começou a temporada como titular, mas desde então saiu completamente da rotação dos Pelicans. Ele e Looney, combinados, só fizeram dois jogos em março.

O futuro de Poole não está claro, ainda mais pelo fato dele ser o segundo maior salário da equipe na próxima temporada. Já Looney, provavelmente, não terá o contrato renovado.


3. Los Angeles Clippers substitui Norman Powell por Bradley Beal e Chris Paul

Por que está na lista: Os Clippers planejavam trocar um armador (Powell) por um ala (John Collins) e depois repor a produção de Powell com duas estrelas veteranas.

Collins, justiça seja feita, cumpriu sua parte no trato. Mas Beal teve média de apenas 8,2 pontos em seis jogos antes de passar por uma cirurgia no quadril que o tirou da temporada, enquanto CP3, ex-ídolo da franquia, teve média de 2,9 pontos em 16 jogos antes de ser sumariamente mandado para casa em meio a conflitos com a direção. Semanas depois, anunciou a aposentadoria, sem ao menos ter a chance de se despedir em quadra.

Há alguma esperança? Se os Clippers fizerem bom uso do espaço no teto salarial que terão muito em breve, ainda poderão falar que tiveram algum benefício ao não renovar com Powell, de forma indireta. Mas não há como suavizar o impacto desastroso que isso teve em sua campanha de 2025-26.


2. New Orleans Pelicans troca uma escolha de draft desprotegida de 2026 para subir do nº 23 para o 13 em 2025

Por que está na lista: Quando Tim Bontemps, da ESPN, conduziu uma pesquisa com técnicos, olheiros e executivos na última offseason, a maioria escolheu esta como a pior negociação de todas.

Um ano depois, não parece nada melhor. Relembrando o caso, para subir 10 posições e selecionar Derik Queen no ano passado, New Orleans deu aos Hawks uma escolha desprotegida no promissor Draft de 2026 — a melhor entre as escolhas dos Pelicans ou dos Bucks. Com New Orleans e Milwaukee indo para a loteria, os Hawks têm chance considerável de conseguirem a primeira escolha no Draft como resultado desta troca, e mais de 40% de chance de uma escolha no top 4.

Há alguma esperança? Após um bom início, Queen bateu em uma espécie de barreira na evolução, e seu tempo de jogo e produção diminuíram desde a pausa para o All-Star. Mas ele mostrou potencial suficiente como novato para que seja possível provar, no futuro, que vale esse custo elevado a longo prazo — mesmo que os Hawks consigam um prospecto mais valioso nos próximos meses.


1. Milwaukee Bucks dispensa e parcela (stretch) contrato de Damian Lillard para contratar Myles Turner

Por que está na lista: Milwaukee assumiu o maior risco de qualquer equipe na última offseason, quando dispensou o lesionado Lillard e parcelou os 113 milhões de dólares restantes em seu contrato para adquirir Turner na agência livre. Turner assinou um contrato de quatro anos e 108,9 milhões para substituir Brook Lopez ao lado de Giannis Antetokounmpo no garrafão dos Bucks.

Essa manobra dupla não funcionou no curto prazo: em sua primeira temporada fora de Indiana, Turner registrou a pior eficiência de sua carreira e seu pior saldo desde que era um calouro. E os Bucks terminarão com campanha negativa pela primeira vez em uma década, enquanto os rumores sobre uma possível saída Antetokounmpo circulam mais do que nunca.

Além disso, a longo prazo, parcelar o contrato de Lillard significa que os Bucks perderão 22,5 milhões em "dinheiro morto" no teto salarial em todas as temporadas até 2029-30, comprometendo severamente sua capacidade de construir um time vencedor durante esse período.

Há alguma esperança? Teoricamente, Turner poderia se recuperar na próxima temporada e servir como um pivô de espaçamento adequado ao lado de Antetokounmpo, e os Bucks poderiam voltar a competir com base nessa dupla.

Mas os Bucks fizeram uma aposta desesperada quando sacrificaram tanta flexibilidade de longo prazo para contratá-lo. E apostas desesperadas raramente trazem retorno.