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Nadadora Etiene Medeiros lança instituto de transformação social em Recife

Dona de nove medalhas em campeonatos mundiais, sendo quatro delas de ouro, a nadadora Etiene Medeiros acaba de lançar, nesta quarta-feira, o Instituto Etiene Medeiros (IEM), com sede em Recife. O projeto visa ajudar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade a trabalhar o desenvolvimento integral em práticas educacionais e esportivas.

O IEM oferece um acompanhamento multidisciplinar para garantir que os jovens transformem a visão de mundo, com a construção de valores como disciplina, respeito, ética e amor. A atleta exaltou a realização do projeto e agradeceu alguns de seus patrocinadores pelo apoio, além de Fernando Vanzella, seu treinador há nove anos.

“Gostaria de fazer um agradecimento inicial ao Fernando Vanzella, meu treinador há nove anos, por fazer parte da minha formação. Se sou o que sou hoje, muito disso é graças a ele. Quero agradecer ao BV por acreditar no nosso propósito, a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco, a Palma Máquinas e Ferramentas, e também a Even3. Não vamos só levar conhecimento para essas crianças, como também aprender junto com elas”, afirmou Etiene coletiva on-line realizada na manhã desta quarta-feira (6) e que marcou o lançamento do Instituto.

Nascida em Recife, a nadadora justificou a escolha pela cidade e afirmou que muitos dos seus conhecimentos e valores são da época em que morava na cidade, que foi definida por Etiene como “berço de atletas”.

“Muitos perguntam o porquê de eu escolher Recife. Sou uma bela recifense, pernambucana raiz. E não me vi em outra situação a não ser levar esse Instituto para minha terra. Amo minha terra, amo meus valores. Tudo que eu conquistei e ouso conquistar, Recife sempre jogou muito junto. Meus familiares são de lá, meus valores como mulher, nadadora e guerreira, são de lá. Então coloquei o pé para ser em Recife e sabemos o quanto é um local forte, berço de atletas e cultural”, complementa a atleta de 30 anos.

Etiene Medeiros participou da prova dos 50m livres nos Jogos Olímpicos de Tóquio, porém acabou sendo eliminada ao terminar em oitavo lugar na décima bateria. A nadadora passou por um cirurgia no ligamento cruzado anterior do joelho direito no último mês de setembro e só voltará a competir em 2022.

Ao longo de sua carreira, a recifense conquistou algumas medalhas e acumulou marcas expressivas, sendo ela a primeira mulher do país a conquistar uma medalha de ouro em um Campeonato Mundial de Natação e em Jogos Pan-americanos. Além disso, a nadadora é a única brasileira campeã mundial em piscina longa (50m) e curta (25m).