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No Mundial, Brasileiros vão mal e jamaicano faz história no salto ornamental

Disputado entre 12 e 28 de julho na cidade de Gwangju, na Coreia do Sul, a modalidade do Salto Ornamental válida pelo Mundial de Esportes Aquáticos não começou nada bem para o Brasil, que teve dois de seus representantes fora da final. Ao mesmo tempo, quem escreveu história foi o jamaicano Yona Knight-Wisdom, de 24 anos, que se tornou o primeiro atleta de seu país a disputar tal nível em uma competição dessa magnitude.

Na competição contra 44 atletas, Knight-Wisdom se classificou para a final do trampolim de 1m com a 11ª posição e alcançou um feito inédito para a Jamaica. Após a marca, o atleta não escondeu a emoção e fez questão de lembrar seu país de origem, enfatizando a existência de apenas uma piscina de saltos em todo o território. Atualmente, ele treina na Grã-Bretanha.

Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, o jamaicano já havia escrito um primeiro capítulo de sua história de superação ao se tornar o primeiro saltador nascido em ilhas caribenhas a disputar tal competição. Na oportunidade, no entanto, ficou de fora da fase decisiva, terminando em 14º.

Se Knight-Wisdom teve um ótimo desempenho, o mesmo não se pode dizer do Brasil. No primeiro dia da competição, que vale como termômetro para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 em modalidades como natação, maratonas aquáticas, saltos ornamentais, polo aquático e nado artístico, Kawan Ferreira e Luis Felipe Moura ficaram pelo caminho na fase de classificação.

Primeiro a ir para a água, Kawan Ferreira fechou a eliminatória apenas em 22º lugar, somando 323,40 pontos. Luis Felipe Moura, por sua vez, ficou com a 37ª posição, com 264, 45 pontos. O líder foi o chinês Zongyuan Wang, com a pontuação de 429,40. Os dois brasileiros, no entanto, ainda voltam a competir nos próximos dias em outras provas do Mundial.