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Pista mais rápida do circuito e autódromo 'novinho em folha': o que esperar da volta da MotoGP ao Brasil no 'coração do país'

Após um hiato de quase 40 anos, Goiânia voltará a ser a "capital mundial" da motovelocidade. Entre os dias 20 e 22 de março, com cobertura completa no plano premium do Disney+, a capital de Goiás receberá a segunda etapa da temporada da MotoGP. A promessa é de velocidade e... muita dificuldade para os pilotos no Autódromo Internacional Ayrton Senna.

Depois de receber as três primeiras etapas da MotoGP em solo brasileiro, entre 1987 e 1989, o autódromo goiano passou por uma importante reforma; agora, está novinho em folha para sediar novamente corridas da classe rainha da motovelocidade.

(Conteúdo oferecido por Yamaha)

A ESPN mostra abaixo todos os detalhes deste, que promete ser um GP histórico para os amantes da motovelocidade. E não apenas por ser no Brasil, o que não acontecia desde 2004, quando o Autódromo de Jacarépaguá, no Rio de Janeiro, recebeu a última corrida em solo nacional, mas também por conta das condições que os pilotos terão pela frente na pista da capital goiana.

Como é a pista do GP de Goiânia?

Depois de estrearem na Tailândia, no Circuito Internacional de Buriram, que possui 4,554 km de extensão, os pilotos terão pela frente uma pista um pouco menor em Goiânia, de 3,835 km, mas que também promete ser uma das mais rápidas de todo o circuito.

A pista do Autódromo Internacional Ayrton Senna ainda conta com 12 curvas e, na corrida principal, marcada para o domingo (22), às 15h (de Brasília), serão 31 voltas, que tornam o GP do Brasil o mais longo de todo o circuito mundial.

Último brasileiro a correr na MotoGP, Alex Barros falou com o ESPN.com.br e deixou o seu palpite para a volta da classe rainha da motovelocidade ao país. Para o ex-piloto, a promessa é de que Goiânia terá a pista mais rápida de todo o calendário do campeonato mundial.

"É uma pista curta, com uma reta muito longa, acho que a velocidade máxima no final da reta vai ser muito alta, não sei se vai ser a maior, mas vai ser muito próximo, entre 340 km e 350 km por hora. É uma pista que o tempo por volta vai ser o mais rápido do mundial inteiro, ela é curta com uma reta de 1 km, se ela tem 3.800m, são 2.800m entre retas e curvas. Eu acredito que o tempo vai estar por volta de 1'15'', não sei se tem uma pista que os pilotos virem a 1'15''", disse.

Barros também citou as condições climáticas do Centro-Oeste, no "coração do Brasil", caracterizado por altas temperaturas e um clima seco, o que será um desafio à parte para os pilotos. Incluindo o brasileiro Diogo Moreira, que já vive há muitos anos na Espanha.

"Vai ser uma corrida suada para os pilotos. Goiânia é quente, seco, então os pilotos também devem sofrer um pouquinho com este tipo de condição", prosseguiu.

R$ 250 milhões em obras e mais!

Para estar apto a receber novamente o GP do Brasil da MotoGP, o Autódromo Internacional Ayrton Senna, inaugurado em 1974, precisou passar por uma reforma importante. Foram investidos cerca de R$ 250 milhões pelo Governo de Goiás para deixar a pista e toda a estrutura nos trinques.

Foram feitas melhorias estruturais e adequações exigidas para receber competições internacionais, uma que o autódromo também já recebeu competições como a Fórmula Truck, Stock Car e Copa Truck. A pista de 3,835 km foi completamente recapeada, alargada e passou por reformas nas áreas de escape, além de boxes novinhos em folha para os pilotos.

Cerca de 3 mil litros de produto desincrustante foram usados para descontaminar e limpar a pista, tudo para garantir a melhor condição para os pilotos, que desde sexta-feira (20), com os treinos livres, estarão rodando com as suas potentes motocicletas por lá.

E o Grande Prêmio do Brasil da MotoGP também promete deixar um legado para Goiânia. 150 mil pessoas, entre turistas e envolvidos com o evento, são esperadas na capital goiana durante o fim de semana de competições.

Também é estimado um impacto econômico de R$ 870 milhões gerados com o GP em Goiânia, gerando ainda cerca de 4 mil empregos.

Alex Barros também comemorou a volta da MotoGP para o Brasil e citou a importância do país no próprio mercado de motocicletas mundo afora.

"O Brasil é um dos principais mercados do mundo de motocicletas, acho que as fábricas tiveram um dedo em cima disso para voltar a ter um GP no Brasil. A Dorna também tinha essa vontade, é um momento muito oportuno, o mercado de motocicletas no Brasil é um dos maiores do mundo, tirando a Ásia e os Estados Unidos", disse.

"Estamos produzindo 2 milhões de motocicletas no Brasil, é um número de destaque, isso é muito bom. Precisamos de heróis, e isso vai fazer muito bem. Estou muito feliz que isso volte a acontecer, principalmente para o mercado, nós gostamos de motocicletas, e também para o povo, que é torcedor, torce por um ídolo brasileiro", concluiu.

As vezes que o Brasil já sediou a MotoGP

Apesar do hiato de mais de 20 anos desde a última corrida no país, o Brasil sempre foi figurinha marcada nos campeonatos mundiais de motovelocidade. A relação teve início em 1987, exatamente em Goiânia.

O GP do Brasil da MotoGP teve as suas três primeiras edições disputadas por lá, sendo a última em 1989. E logo em seguida, migrou para Intelagos, em São Paulo, que recebeu a corrida em 1992. Hoje, o autódromo na capital é famoso por ser a casa da Fórmula 1 em solo brasileiro.

Depois de receber uma única edição, São Paulo passou o bastão para o Rio de Janeiro, que sediou o maior número de corridas da MotoGP no Brasil.

Entre 1995 e 2004 - com exceção de 1998 - todas as corridas da classe rainha da motovelocidade aconteceram no saudoso Autódromo de Jacarépaguá. Foram nove GP's realizados por lá no total.

Agora, depois de 13 corridas em 3 diferentes cidades, a MotoGP retorna ao Brasil - e também às origens - já que Goiânia receberá novamente o Grande Prêmio do Brasil, agora para a sua quarta edição no Centro-Oeste do país.

Onde assistir ao GP de Goiânia da MotoGP?

O GP de Goiânia da MotoGP, entre os dias 20 e 22 de março, tem transmissão ao vivo no plano premium do Disney+.