A espera terminou! A partir deste fim de semana, os motores voltarão a roncar na motovelocidade com o início da temporada 2026 da MotoGP, a 78ª edição organizada pela Federação Internacional de Motociclismo (FIM). A primeira parada é em Buriram, na Tailândia, aonde acontece a primeira etapa do circuito, com cobertura completa e ao vivo no plano Premium do Disney+, já neste sábado (28) com a corrida sprint, às 5h (de Brasília)
E a nova temporada promete ser mais que especial. Isso porque o Brasil estará novamente presente - e em dose dupla: primeiro com Diogo Moreira, brasileiro campeão da Moto2 em 2025 que assinou com a Honda, além do retorno do Grande Prêmio do Brasil ao calendário, em Goiânia (GO).

(Este conteúdo é oferecido por Yamaha)
Este também será o último ano com motores de 1000 cc e pneus Michelin, já que a partir de 2027 o motor mudará para 850 cc, assim como os pneus, que passarão a ser fornecidos pela Pirelli. O que promete uma nova era focada em segurança, eficiência e sustentabilidade.
Se tratando da briga pelo título mundial de motovelocidade, o favoritismo é todo do espanhol Marc Márquez, que conquistou o heptacampeonato em 2025 e se igualou a ninguém menos que a lenda Valentino Rossi. Agora, o piloto da Ducati tem outro alvo pela frente - e também italiano: Giacomo Agostini, que tem oito títulos e é o maior vencedor da história da MotoGP.
Entre aqueles que tentam estragar o possível octa do espanhol está Francesco Bagnaia, seu companheiro na Ducati, que quer uma volta por cima após um 2025 frustrante, que ampliou a sua seca de títulos após o bicampeonato entre 2022 e 2023. Mas ele não é o único de olho em estragar uma possível nova festa de Márquez.
O ESPN.com.br preparou um guia especial com todos os detalhes e o que esperar da nova temporada da classe rainha da motovelocidade. E com a opinião do comentarista dos canais ESPN Hamilton Rodrigues. Confira!
Brasil de volta ao calendário!
Após mais de duas décadas de espera, o Brasil voltará a figurar no calendário oficial da temporada da MotoGP. A última vez que isso aconteceu foi em 2004, no Autódromo de Jacarépaguá, no Rio de Janeiro, quando o japonês Makoto Tamada venceu.
E o Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia (GO), voltará ao circuito depois de sediar seu último GP da classe rainha da motovelocidade em 1989, quando o Brasil ainda tinha Alex Barros nas 250cc. E o local passou por muitas melhorias para esta volta, que promete ser triunfal.
A corrida no Brasil está prevista para a segunda etapa da temporada, entre os dias 20 a 22 de março. Cerca de R$ 240 milhões em obras foram investidos pelo Governo de Goiás, incluindo melhorias estruturais e adequações exigidas para receber competições internacionais.
A pista de 3,835 km foi completamente recapeada, alargada e passou por reformas nas áreas de escape, além de boxes novinhos em folha para os pilotos.
Diogo Moreira é o nome dele!
Natural de Guarulhos, Diogo Moreira será o nome do Brasil na MotoGP. E a meta é seguir fazendo história depois de conquistar o título inédito para o país na Moto2 em 2025.
Moreira será o apenas o quinto brasileiro a correr na classe rainha da motovelocidade, sendo o primeiro desde 2007, quando Alex Barros ainda corria nas pistas.
O brasileiro usará o número 11, em menção ao futebol, principal esporte do país, e assinou com a LCR Honda, onde terá o francês Johann Zarco como companheiro.
O atual campeão da Moto2 também terá a missão de, pela primeira vez desde 2005, vencer uma corrida para o Brasil na MotoGP. E se depender do seu desempenho na última temporada, as expectativas serão correspondidas, já que Moreira teve quatro vitórias, sete poles e ainda nove pódios na última temporada.
Até onde Diogo Moreira pode chegar?
Na opinião de Hamilton Rodrigues
Campeão da Moto2, o brasileiro de 22 anos terá a missão de recolocar o Brasil no pódio na classe rainha da motovelocidade, assim como foi com Alexandre Barros.
Na opinião da Hamilton, ainda é preciso ter cautela em relação ao piloto da Honda, mas acredita em uma temporada de evolução de Moreira, que tem tudo para ter um desempenho de destaque a partir de 2027.
"É bom a gente não criar muita expectativa (com o Diogo Moreira). Até porque é um ano de aprendizado, primeiro ano, chegando agora, entendendo como é que funciona. Eu tenho uma expectativa de um top 15 no campeonato, algumas colocações de top 10 em corridas. Muita gente falou 'dá pódio', muito complicado, muito difícil. O Diogo Moreira é muito bom de segunda temporada, foi assim na Moto3, foi calouro na primeira temporada e foi bem na segunda, na Moto2 foi caloura na primeira temporada e campeão mundial na segunda. Não estou dizendo que será campeão mundial na segunda temporada, acho que a segunda temporada vai ser muito melhor do que a primeira, ele vai estar adaptado", opinou.
Alguém vai parar Marc Márquez?
Na opinião de Hamilton Rodrigues
Campeão mundial pela sétima vez na MotoGP, Márquez é mais uma vez o nome a ser batido na classe rainha da motovelocidade. Mas para Hamilton, alguns pilotos podem fazer frente ao espanhol em 2026. E nenhum deles é Francesco Bagnaia, seu companheiro na Ducati, ou o irmão Álex Márquez, da Gresini.
"A gente acabou o ano passado com o Marco Bezzecchi, da Aprilia, tendo um bom papel, vamos ver se neste ano ele mantém este bom papel. E se Jorge Martín finalmente estreia na Aprilia nesta temporada. Podem ser estes dois (a fazerem frente ao Márquez)", opinou.
"Pecco Bagnaia vai depender muito de como vai estar o equipamento. É uma incógnita, foi pífia a atuação do Pecco no ano passado, um bicampeão mundial ficou pelo caminho, em quinto colocado. Vamos ver como o Bagnaia vem para esta temporada, vai ter mais uma vez na mão uma Ducati, vamos ver se é a que ele queria", continuou.
"O Álex Márquez declarou que corria mais para vencer do que pelo campeonato. Viveu aquele momento de andar na frente, de ser vencedor, mas não acredito que vá fazer frente ao irmão este ano de novo."
O calendário e as pistas
Assim como em 2025, 22 circuitos estão programados para a nova temporada da MotoGP, que inicia oficialmente no dia 1° de março, na Tailândia, e termina em 22 de novembro, em Valência, na Espanha.
Além da volta ao Brasil no calendário, a grande mudança foi a retirada do circuito da Argentina, no Autódromo Termas de Río Hondo, em Santiago del Estero. A classe rainha da motovelocidade só retornará ao solo argentino em 2027, e em Buenos Aires, no Autódromo Oscar y Juan Gálvez.
Confira abaixo a data da corrida principal de cada um dos GP's programados para a temporada 2026 da MotoGP:
Grande Prêmio da Tailândia (Buriram) - 1° de março
Grande Prêmio do Brasil (Goiânia) - 22 de março
Grande Prêmio das Américas (Austin, EUA) - 29 de março
Grande Prêmio do Qatar (Lusail) - 12 de abril
Grande Prêmio de Espanha (Jerez) - 26 de abril
Grande Prêmio de França (Le Mans) - 10 de maio
Grande Prêmio da Catalunha (Barcelona) - 17 de maio
Grande Prêmio de Itália (Mugello) - 31 de maio
Grande Prêmio da Hungria (Balatonfokajar) - 7 de junho
Grande Prêmio da República Tcheca (Brno) - 21 de junho
Grande Prêmio dos Países Baixos (Assen) - 28 de junho
Grande Prêmio da Alemanha (Hohenstein-Ernstthal) - 12 de julho
Grande Prêmio da Grã-Bretanha (Silverstone) - 9 de agosto
Grande Prêmio de Aragão (Alcañiz) - 30 de agosto
Grande Prêmio de San Marino (Misano Adriatico) - 13 de setembro
Grande Prêmio da Áustria (Spielberg) - 20 de setembro
Grande Prêmio do Japão (Motegi) - 4 de outubro
Grande Prêmio da Indonésia (Mandalika) - 11 de outubro
Grande Prêmio da Austrália (Ilha Phillip) - 25 de outubro
Grande Prêmio da Malásia (Selangor) - 1° de novembro
Grande Prêmio de Portugal (Portimão) - 15 de novembro
Grande Prêmio da Comunidade Valenciana (Valência) - 22 de novembro
Os donos do espetáculo e seus times
22 pilotos, de oito diferentes nacionalidades, estão confirmados para a nova temporada da MotoGP. Confira abaixo cada um deles e suas respectivas equipes!
Aprilia Racing (Aprilia)
Marco Bezzecchi #72 (ITA)
Jorge Martín #89 (ESP)
Trackhouse MotoGP Team (Aprilia)
Raúl Fernández #25 (ESP)
Ai Ogura #79 (JAP)
Ducati Lenovo Team (Ducati)
Francesco Bagnaia #63 (ITA)
Marc Márquez #93 (ESP)
Pertamina Enduro VR46 Racing Team (Ducati)
Fabio Di Giannantonio #49 (ITA)
Franco Morbidelli #21 (ITA)
BK8 Gresini Racing MotoGP (Ducati)
Fermín Aldeguer #54 (ESP)
Álex Márquez #73 (ESP)
Castrol LCR Honda (Honda)
Johann Zarco #5 (FRA)
Diogo Moreira #11 (BRA)
HRC Honda Castrol (Honda)
Luca Marini #10 (ITA)
Joan Mir #36 (ESP)
Red Bull KTM Factory Racing (KTM)
Brad Binder #33 (RSA)
Pedro Acosta #37 (ESP)
Red Bull KTM Tech3 (KTM)
Maverick Viñales #12 (ESP)
Enea Bastianini #23 (ITA)
Monster Energy Yamaha MotoGP Team (Yamaha)
Fabio Quartararo #20 (FRA)
Álex Rins #42 (ESP)
Prima Pramac Yamaha MotoGP (Yamaha)
Jack Miller #43 (AUS)
Toprak Razgatlıoglu #7 (TUR)
As mudanças no grid
Diferentemente da última temporada, não foram muitas as mudanças no grid para 2026. Além da entrada de Diogo Moreira, apenas mais uma cara nova estreará na MotoGP este ano.
Três vezes campeão do Campeonato Mundial de Superbike, o turco Toprak Razgatlıoglu fará a sua estreia na MotoGP e assinou com a Prima Pramac, onde substituirá o português Miguel Oliveira, que ficou livre do contrato.
Moreira, por sua vez, assinou com a Honda e ocupará a vaga deixada pelo tailandês Somkiat Chantra, que será piloto da montadora na Superbike.
