Moicano detalha vitória sobre Chris Duncan e revela desejo: 'Queria muito lutar no Brasil'

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Renato Moicano é sincero sobre troca de oponente e dispara: 'Ninguém liga para essas lutas no APEX' (1:16)

Brasileiro enfrentará Chris Duncan no evento principal do UFC Vegas 115 (1:16)

Dono de uma das personalidades mais polêmicas e relevantes do MMA atual, Renato Moicano vem de vitória avassaladora sobre o escocês Chris Duncan no evento principal do UFC Vegas 115, realizado no último sábado (4).

Em entrevista exclusiva à ESPN, Moicano destacou como conseguiu superar Duncan e ressaltou que se surpreendeu pela maneira que o embate se desenrolou.

"A luta foi muito melhor do que eu pensava, porque realmente saiu tudo perfeito. Eu sabia que ele tinha poder de nocaute, que era forte, que chutava bastante a perna, por isso que eu preparei para pegar o chute dele com o soco, e eu consegui", apontou.

"Já no primeiro round ele chutou, eu já consegui pegar o direto. Isso deixou ele um pouco nervoso para atacar. Eu sabia também que ele era um pouco lento, então me aproveitei bastante disso para poder capitalizar. No segundo round, ele já estava mais lento e eu comecei a acelerar nos golpes. Ele caiu no chão e eu já fui para as costas, comecei a bater e finalizei, graças a Deus", festejou.

Além da performance dominante, "Money", como o brasileiro é conhecido, também ficou surpreso com as instruções do técnico de Chris Duncan, que pedia uma "cotovelada surpresa" nos momentos finais da luta, momento que viralizou nas redes sociais.

"E aí eu vi o cara falando 'surprise elbow' (cotovelada surpresa). Ele falou duas vezes. Aí meu treinador falou, ele vai jogar o cotovelo. Só que eu estava nas costas do cara e eu pensei, como é que ele vai jogar o cotovelo? Ele vai fazer isso, né? E aí eu fiquei esperando. Na hora que ele jogou o cotovelo, eu passei o mata-leão e finalizei", relatou.

Além disso, relembrou a fala do escocês, que destacou que o brasileiro estava focado apenas em fazer lives ao invés de treinar.

"E agora eu posso zoar. Ele falou que ia me nocautear para c*** e perdeu para o streamer. Você falou que eu fiquei seis horas no streaming, que você queria outras paradas, que eu estava querendo algoritmo, agora você virou estampa de camisa. Agora eu posso falar com maior tranquilidade, nada vai me acontecer mais", bradou.

Moicano relembrou a luta contra Beneil Dariush, no UFC 317, na qual saiu derrotado por decisão unânime. Para ele, a preparação para enfrentar o americano foi muito abaixo, principalmente no seu foco.

"É como diz o filósofo, o Zeca Pagodinho: 'Brincadeira tem hora'. Eu não vou dizer que eu treinei nas coxas, mas eu estava sem o foco, a cabeça, eu estava sem motivação, achando que ia ser fácil", admitiu.

"Na luta contra o Chris Duncan, era hora de fazer. Eu estava mantendo as respostas curtas, eu estava falando somente o necessário, eu estava vindo de duas derrotas, então eu tinha que ser mais conciso", complementou.

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Renato Moicano desabafa sobre carreira e questiona: 'Sabe por que o Khabib não perdeu?'

Lutador enfrenta Chris Duncan no evento principal do UFC Vegas 115

Desejo de lutar no Brasil

Atual 9º colocado do ranking dos pesos-leves, Renato Moicano revelou seu desejo de lutar no Brasil, e os alvos são figuras carimbadas do lutador: Paddy Pimblett, Dan Hooker ou Benoit Saint-Denis.

"Quem sabe até um cara desranqueado, mas que viesse topar lutar no Brasil e fosse uma luta boa. E eu estava com essa ideia, eu queria muito lutar no Brasil", animou-se.

"Eu acho que o Dan Hooker, pela questão dele ser um striker, mas ter muito baixo QI e ter muito baixo grappling, a gente viu na luta contra o Arman Tsarukyan, na luta contra o Saint-Denis, ele lutou muito mal", analisou.

"O Paddy Pimblett é um pouco diferente porque ele, desde que ele chegou, o UFC apoiou. Ele foi colocando nas lutas certas até ele disputar o cinturão. Eu acho que ele rendeu até muito mais do que do que ele deveria, porque ele lutou muito bem a luta do cinturão. Ele lutou muito mal tecnicamente, mas ele tem coração, ele saiu na porrada com o Justin Gaethje", destacou.

Moicano ainda disparou contra Pimblett e Saint-Denis, principalmente por serem europeus e estarem sendo favorecidos pelo UFC, comparando com o mercado brasileiro na organização.

"A gente sabe como funciona o mercado... São dois caras europeus. Quantos ingleses você tem no UFC? Quantos franceses você tem? Então, é óbvio... Quantos brasileiros você tem? São mais de 100 lutadores", argumentou.

"São muitos brasileiros, a mão de obra é muito farta. Então, quando tem um cara desse, que é um cara que tem marketing, é um cara que sabe lutar, obviamente, o Benoit Saint-Denis, o Paddy Pimblett, eles sabem lutar. Mas, obviamente, esses caras são protegidos, porque o UFC tem interesse em ter um mercado em cada lugar do mundo", finalizou Moicano, bem ao seu estilo.