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Deiveson Figueiredo abre o jogo sobre derrota no UFC e elege vilões por perder o cinturão

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UFC 263: Deiveson é dominado do começo ao fim e perde cinturão para Brandon Moreno (0:55)

É o primeiro título da história do México no UFC. (0:55)

Os últimos dias não foram os melhores da vida de Deiveson Figueiredo. Depois de sofrer com um desgastante corte de peso, que, por pouco, não o fez falhar na balança, o agora ex-campeão peso-mosca (57 kg) esteve irreconhecível no octógono do UFC 263, no último sábado (12), onde acabou derrotado por Brandon Moreno, encerrando, assim, seu reinado na divisão. Embora ainda esteja digerindo o revés, o paraense já tem claro em sua cabeça que mudanças precisam ser feitas.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, Deiveson abriu o jogo e contou detalhadamente todo o sofrimento pelo qual passou no corte de peso. O ‘Deus da Guerra’ elegeu o clima seco do Arizona, sede do UFC 263, assim como um desgastante treino realizado na véspera da pesagem, como os principais vilões de sua jornada malsucedida.

Além do drama vivido no corte de peso, o ex-campeão revelou ter sofrido também com problemas em sua preparação – motivados principalmente pela recente mudança de sua academia e pela falta de material humano para sparring -, e apontou um grave erro técnico cometido por ele nos momentos finais da disputa: ceder as costas para Moreno ao tentar se levantar do chão. Por isso, Deiveson deixou em aberto a possibilidade de um intercâmbio com a equipe ‘Alpha Male’, sediada na Califórnia (EUA), na qual já a oportunidade de treinar no passado.

“Na semana da luta, eu estava fazendo treinos que não deveria ter feito. Treinos muito pesados, que me deixaram bem cansado também. Ainda contribuiu com a perda de peso, que foi uma m***. Mas eu quero voltar para casa e corrigir isso. E não descarto a possibilidade também de sair do Brasil para fazer um camp fora. (…) Quando eu voltar para o Brasil, eu vou ter que sentar para conversar com a minha nutricionista porque já são várias dietas que eu faço – são 12 lutas no UFC, se eu não estou enganado – e são 12 lutas que eu bato o peso sempre assim, sofrendo. Para mim, é tão desgastante que eu chego até a pensar: ‘P..., vai ser a minha última luta. Não quero mais lutar’. Sofrendo para c... batendo peso. (Ou então): ‘Ah, eu vou subir de categoria’. Então, é uma conversa bem séria que eu tenho que ter com a minha nutricionista”, revelou Deiveson, antes de se aprofundar nas mudanças que pretende fazer.

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“Mas, por mais que eu tenha sofrido para bater o peso, eu dormi bem, descansei, eu achei que recuperei bem – eu lutei acho que com 66 (kg). A questão toda foi treinamento. Então, é voltar para casa e corrigir isso. Mas eu vou viajar, quero fazer um camp fora, ficar mais focado. Não deixar a p... do peso subir muito, porque é um erro que eu cometo também. (…) Eu não tive sparring para essa luta. Faltou mais material humano para completar o meu treinamento. (…) (Já) treinei na Alpha Male. É um time que eu gosto. Te confesso que até penso em ir para a Alpha Male, ficar um tempo (lá). Até porque eu tenho vários amigos na Califórnia. É uma academia que eu gosto, tenho um grande respeito pelo Urijah Faber. A gosto muito da galera toda da Alpha Male. (Vou) levar alguns coaches meus para lá e ficar um ou dois meses treinando”, finalizou.

Com o resultado do último sábado, Deiveson Figueiredo conheceu sua segunda derrota na carreira. Anteriormente, o paraense havia sido superado pelo compatriota Jussier Formiga, em março de 2019. Ao todo, o agora ex-campeão peso-mosca do UFC soma 20 vitórias, dois reveses e um empate, justamente no primeiro duelo contra Brandon Moreno, disputado em dezembro do ano passado.