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Poliana Botelho analisa troca de adversárias durante camp e explica derrotas no UFC

Poliana Botelho passou por momentos de dificuldade para atuar no UFC Vegas 25. No evento que acontece neste sábado (1º), em Las Vegas (EUA), a brasileira viu seu nome ser ligado a três adversárias.

Originalmente, a mineira enfrentaria Ji Yeon Kim, mas a asiática se lesionou e saiu de cena. Na sequência, a companhia anunciou Mayra ‘Sheetara’ como substituta, porém a atleta também se machucou. Parecia que Poliana ficaria fora do show, mas, para sua felicidade, Luana ‘Dread’ assumiu o combate.

Em entrevista exclusiva à Ag Fight, Poliana analisou a inusitada situação que viveu e, apesar da incerteza quanto a oponente, garantiu estar preparada para voltar ao caminho das vitórias no UFC. Como as profissionais são conhecidas no MMA pela trocação, a expectativa de parte dos fãs é de que a luta se desenvolva em pé, mas a mineira deu a entender que pode adotar uma estratégia diferente no octógono. Derrotada em sua última aparição, a atleta garantiu que vai escutar as orientações de sua equipe.

“Tive que ver o jogo da coreana, da ‘Sheetara’ e da Luana. Parece que lutei três vezes. Deu para estudar o jogo dela e fiquei feliz por ela aceitar. Estou preparada para qualquer área, estou bem treinada. Acho que faremos uma boa luta. Ela tem a envergadura grande, tem as pernas soltas, mas estou em forma e, se Deus quiser, vou vencer. Vou esconder o jogo. Vou chegar lá e trabalhar. Vou lutar mais consciente, sabendo o que tenho que fazer. Tirei as lições e espero mostrar tudo na luta”, explicou a mineira.

Poliana chegou causando impacto no UFC, mas as derrotas pela organização mexeram com a lutadora. Em sua trajetória no Ultimate, a brasileira foi superada por Cynthia Calvillo, Gillian Robertson e explicou o que aconteceu. Contra a primeira, a profissional revelou que sofreu problemas em seu camp e culpou a falta de comprometimento da adversária na balança. Em relação a segunda, a atleta da Nova União admitiu que cometeu erros no octógono que lhe custaram o combate e lamentou o resultado, pois se considera superior.

“A primeira derrota foi na minha última luta nos palhas. Eu estava debilitada, não aguentava perder peso. Fiz meu camp com nariz quebrado, com lesão no quadril. Na verdade, escolhi subir pela minha saúde. A Calvillo também não bateu o peso. O Dedé até falou que eu tinha que ter subido de categoria. Na segunda, perdi para mim”, justificou Poliana, antes de completar.

“Eu falo que se eu tiver que lutar dez vezes com a Gillian, vou ganhar dela. As quedas que ela aplicou, foram porque eu errei. Acho que fiz o melhor round da minha vida no primeiro. Voltarei para as vitórias. Sou agressiva, tenho poder de nocaute, mas fico muito com isso na cabeça. Errei, mas aprendi. Tenho que escutar mais a minha equipe. Se não mandar chutar, não vou chutar”, concluiu.

Poliana Botelho, de 31 anos, é conhecida por sua trocação e poder de nocaute. Em sua última aparição, a brasileira foi derrotada por Gillian Robertson, em outubro de 2020. A representante da Nova União estreou pela maior organização de MMA do mundo em 2017, disputou cinco lutas, venceu três e perdeu duas. No esporte, a mineira passou por oito adversárias e levou a pior três vezes.