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Cara de Sapato rebate rival por acusação de espionagem e provoca: 'Fraqueza dele'

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Brasileiros fazendo história, lendas se aposentando e muito mais: os grandes momentos do UFC em 2020 (2:43)

Movimentado ano ainda teve a criação da Ilha da Luta e muita provocação (2:43)

O UFC 257, que vai acontecer neste sábado (23) em Abu Dhabi (EAU), conta com a volta de Antônio ‘Cara de Sapato’ à liga. Após ficar mais de um ano sem atuar em decorrência de lesões e uma cirurgia no joelho, o brasileiro vai encarar o americano Brad Tavares, em combate que já era para ter acontecido em março de 2020, em Brasília, quando o campeão do ‘TUF Brasil 3’ não teve condições de atuar por problemas físicos. Passados os momentos de incerteza, o atleta celebrou a chance de finalmente encarar o rival.

Mas se os dois só vão ficar frente a frente dentro do octógono no sábado, pode-se dizer que a luta começou bem antes do esperado. Em recente entrevista, Brad Tavares acusou ‘Cara de Sapato’ de mandar alguém espionar seus treinos para tirar informações privilegiadas. Ciente da denúncia do adversário, o brasileiro, em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, elevou o tom e rebateu as declarações do americano.

“Não sei de onde ele tirou ou quem inventou isso, porque não liguei para ninguém para perguntar isso. As lutas dele estão aí e estudei tudo. Isso daí faz parte do camp de treino, estudar, saber o ponto forte, as brechas. E ele vai vir com o jogo dele de sempre, pode vir com um ajuste ou outro, mas de uma forma geral vai ser parecido. Até imagino quem foi, mas desconheço do caráter dele, mas quem passa esse tipo de informação é um mau caráter. Se eu tivesse até um amigo que tivesse treinado com ele, até poderia. Nunca com alguém que está agora para colocá-lo em uma situação dessas. Não sou mau caráter. Mas se foi alguém que já trabalhou com ele, perguntaria porque quero colher o máximo de informação para saber por onde eu posso ir”, disse o atleta, antes de completar.

“Quero achar o caminho mais fácil para vencê-lo, impondo meu jogo. Não sei se foi invenção dele ou algum louco que falou isso. Pode ser até uma fraqueza dele mesmo. Não vem de um momento bom e jogou essa para tentar desestabilizar, mas nada me afeta agora não. Consigo ver fraqueza nesse tipo de atitude dele”, concluiu.

Sem atuar desde setembro de 2019, ‘Cara de Sapato’ adiantou que o público pode esperar uma versão mais completa dele no embate. Apesar de ter o jiu-jitsu como carro-chefe, a ideia do brasileiro é explorar outras situações da luta para confundir o oponente. Vale destacar que tanto o ex-TUF Brasil, quanto Brad Tavares vivem situações semelhantes na carreira, com duas derrotas seguidas no UFC e, por isso, os lutadores tratam esse embate de suma importância para a permanência na organização.

“Hoje em dia estou tentando mixar tudo. Ser um pouco mais imprevisível. Eu via que às vezes eu só trocava ou só tentava colocar para baixo. Agora estou tentando fazer o cara se confundir para a queda ser mais fácil e os golpes encaixem melhor. É algo que estou focando muito, mas a ideia é sempre levar para baixo e trabalhar meu jiu-jitsu. Mas também quando chegar no chão usar o ground and pound, coisa que não fazia muito e vi que nos treinos abre espaço para as finalizações. Podem esperar uma versão melhorada, mais madura. Nos últimos dois anos passei por uma fase difícil emocionalmente, muitos problemas pessoas e agora, mesmo vindo de duas derrotas, estou mais confiante do que quando vinha de vitórias (risos). Me sinto muito melhor”, adiantou o atleta.

Após uma carreira de sucesso no jiu-jitsu, ‘Cara de Sapato’ migrou para o MMA em 2013. Depois de três vitórias seguidas, o brasileiro conseguiu uma vaga no TUF Brasil e conquistou o título em 2014, ao superar Vitor Miranda na final. Desde então, o brasileiro conquistou seis triunfos, quatro derrotas e um ‘No Contest’ (luta sem resultado).