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Jennifer diz qual é o segredo para chocar o mundo e destronar Shevchenko: 'Não posso respeitar ela!'

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Jennifer Maia revela caminho para 'quebrar completamente a banca' e vencer Shevchenko (1:39)

Jennifer Maia e Valentina Shevchenko se enfrentam pelo cinturão dos moscas neste sábado (21) (1:39)

Neste sábado (21/11), Jennifer Maia sobe ao octógono do UFC para enfrentar Valentina Shevchenko pelo cinturão do peso mosca.

Atual campeã, a quirgistanesa é uma das lutadoras mais temidas da história do MMA e tem um cartel de 19 vitórias e 3 derrotas em sua carreira, sendo que duas destas derrotas foram para Amanda Nunes, condecorada por muitos como a maior lutadora de todos os tempos. O que fazer, então, para vencer alguém tão forte?

"Muitas adversárias têm medo dela, por ela ser uma adversária muito dura. O caminho para a vitória é eu não ter medo dela, dentro do octógono não respeitar ela. Impor meu ritmo e abafar ela, ir para cima, não deixar ela na zona de conforto dela. Não deixar ela ficar jogando no contra-ataque e não dar tempo para ela pensar porque é uma atleta muito inteligente, ela analisa passo a passo da adversária para ela lutar e finalizar a luta na hora certa. Dentro do octógono, não posso respeitar ela e tenho que impor meu ritmo o tempo todo", comentou Jennifer em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br.

"Usei muito do que usei no camp da luta anterior, mantive o camp e aprimorei algumas coisas, fazendo trabalho específico em várias áreas. De boxe, de wrestling, de jiu-jitsu. Então, estou tentando trabalhar tudo que é o necessário para estar super bem preparada na luta contra ela e me sentir confortável em qualquer ambiente. Por ela ser uma adversária muito experiente, muito dura, eu tenho que estar preparada em qualquer momento da luta. Seja em cima, seja no solo. Estou muito feliz com esse camp e sinto que estou muito bem preparada".

A brasileira também tem uma carreira de respeito, tendo se consagrado campeã do peso mosca no Invicta, um dos principais eventos de MMA feminino do mundo, aonde defendeu seu cinturão em duas oportunidades antes de deixá-lo vago para se encaminhar ao UFC.

"Comecei a treinar muay thai com 15 anos. Por sempre gostar de esporte, me identifiquei com o muay thai e, na sequência, já fazia jiu-jitsu, mas eu fazia muitas lutas de muay thai e fui vencendo. A partir do momento que eu fui vencendo, comecei a me dedicar cada vez mais e se tornou meu trabalho. Comecei a dar aulas de arte marcial e fui evoluindo aonde chegou ao momento que a gente viu que o que estava em alta era o MMA. Como eu já treinava o jiu-jitsu, a gente começou a preparação para o MMA, a focar mais nisso e comecei a lutar o MMA. Tive boas lutas, bons resultados e fui só seguindo, passo a passo, até chegar ao Invicta. Consegui marcar minha história lá, sendo campeã do evento e, assim que abriu a minha categoria no UFC, fui chamada para entrar no UFC", relembrou.

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Campeã do mosca no Invicta, brasileira tenta o cinturão do UFC neste sábado (21)

Por fim, Maia também falou sobre a chegada de Jéssica Bate-Estaca à categoria e como a presença da ex-campeã do peso palha, que estreou na categoria com um belo nocaute em Katlyn Chookagian e já se credenciou para uma possível disputa de cinturão.

Caso vença Valentina neste sábado, Jennifer não teria nenhum problema de lutar contra a compatriota, a quem já venceu em 2012, pelo cinturão.

"Achei bacana a entrada dela na categoria, acredito que já deu uma boa movimentada, ela fez uma excelente estreia. Não temeria lutar contra ela novamente, a gente já lutou muito tempo atrás, acredito que somos outras atletas, evoluímos muito. Então ficaria feliz de lutar contra ela novamente e acredito que a gente ia dar um belo show para a galera", finalizou.

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