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UFC: Afastado desde 2018, Yamasaki diz que erros seguidos de árbitros expõem problemas: 'Eles não te educam, só te matam'

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Afastado das lutas desde 2018, Mário Yamasaki, árbitro brasileiro mais importante da história do MMA no mundo, com centenas de combates no UFC, analisou o momento vivido pelos juízes em meio a mais uma decisão polêmica no Ultimate.

"Bring back Yamasaki", brincou aos risos o ex-árbitro do UFC. "É bom que isso aconteça pra todo mundo ver", completou, após ter ouvido a descrição de mais uma lambança, a segunda em eventos consecutivos, de Chris Tognoni

Tognoni, que já causou polêmica no evento da semana passada por cair no "migué" de Ed Herman, que fingiu ter levado um golpe ilegal, enganou o árbitro, a luta seguiu e ele ganhou, foi novamente o centro das atenções.

No duelo entre a australiana Jessica-Rose Clark e Sarah Alpar, no terceiro round, Clark acertou uma joelhada no rosto da rival, que começou a sangrar.

Tognoni, a quem Dana White se referiu como o pior árbitro que já viu depois da polêmica na semana passada, interrompeu o combate para o atendimento médico de Alpar, que sangrava muito.

No entanto, muitos, inclusive Bruce Buffer, entraram no octógono achando que o duelo tinha sido encerrado devido à surra e sangramento da lutadora.

Tognoni disse que a luta não tinha acabado, expulsão os córners e até Buffer do octógono e recomeçou o combate. Só que Alpar voltou a sangrar muito instantaneamente.

Alpar começou a levar uma nova surra da rival e mesmo assim Tognoni não interrompeu a luta, fazendo isso apenas quando restavam 40 segundos para o fim da luta.

Durante a pandemia principalmente, diversos árbitros foram criticados. Até o lendário Herb Dean teve até uma "treta" com um comentarista no octógono. A luta entre Anthony Smith e Glover Teixeira, em maio, foi alvo de polêmica também por ter durado muito.

Yamasaki criticou a avaliação dos árbitros e diz que o UFC deveria incentivar os jurados a melhorar. O brasileiro, desde que deixou foi o responsável pela luta entre Valentina Schevchenko e Priscila Pedrita, onde a brasileira levou uma surra e ele mesmo admitiu que deveria ter parado o combate antes, não esteve mais no octógono.

"Todo mundo tem medo do Dana, entao quando você tem medo de errar, erra mais. Eu errei lá, deixei muito tempo a luta, podiam falar pra mim e eu melhoraria, depende da comissão atlética. Se fosse um homem na época, ninguem teria falado, o problema é que foi a Pedrita com uma campeã. Eles deveriam incentivar você a melhorar. Eles não educam, eles só te matam", disse, à ESPN.

Yamasaki, que tem uma rede de academias de luta, disse que ser árbitro era um hobby, mas que ele quer voltar ao octógono, seja no UFC ou outra organização de MMA.

"Eu estou esperando passar essa pandemia pra ver o que vai acontecer, não adianta querer voltar agora porque hoje infelizmente quem manda é o UFC. Estou falando com Mark Ratner (vice-presidente para assuntos regulatórios do UFC), estou fazendo os cursos. Só não estou fazendo tanta força por causa da pandemia, vou fazer força ano que vem", explicou.

"Nos Estados Unidos eu volto. Se eu voltar para o UFC, ótimo, mas se não, posso ir para o Bellator. Eu tenho que convencer o Dana, o negócio é eu e Dana, como ele falou que eu nunca mais pisava num octógono...", finalizou.