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UFC 251: José Aldo lembra quando Yan era seu parceiro de treino: 'Ele me idolatra até hoje'

José Aldo (28-6) busca neste sábado, no UFC 251, na Ilha da Luta em Abu Dhabi, se tornar campeão do peso galo depois de dominar os penas no começo da década passada.

Aldo pode igualar os feitos de Randy Couture, BJ Penn, Conor McGregor, Georges St.Pierre, Daniel Cormier, Amanda Nunes e Henry Cejudo. Mas o adversário do brasileiro nesta caminhada rumo à história é um tanto incomum.

Trata-se de Petr Yan, russo de 27 anos com 14 vitórias em 15 lutas em seu cartel. O incomum de Yan é que ele treinou com Aldo.

Em 2016, quando nem era contratado pelo UFC ainda, o russo foi ao Rio de Janeiro treinar na academia Nova União sob o comando de Dedé Pederneiras.

Dentre as estrelas na academia, a maior sem dúvida era Aldo, que disputaria o título interino com Frankie Edgar meses depois.

"Ele passou um tempo com a gente, me lembro dos treinamentos, pude ensiná-lo bastante também. A gente treinava bastante, ele me ajudou bastante também porque na época eu ia lutar com o Frankie Edgar, mas agora é uma nova história, ele tomou um caminho diferente, ele procurou a evolução dele em outros lugares", disse Aldo, ao ESPN.com.br.

"Fiz parte do camp dele por 40 dias durante a preparação para enfrentar Frankie Edgar no UFC 200. Nós costumávamos fazer sparring, e treinávamos wrestling e jiu-jítsu também. José Aldo e André Pederneiras me deram um ingresso para o UFC 198, em Curitiba. Eu estava lá no meio do público. Eu ganhei experiência desde aquela época, tenho mais habilidades do que antes. Não diria que ele melhorou de lá para cá. Pode ser o mesmo, mas com certeza não está melhor", disse Yan, ao site "RT.com".

Yan ficou quatro semanas na Nova União treinando com Aldo. E o brasileiro revelou que o russo o vê como ídolo até hoje.

"Ele não só via, como me vê ainda (como ídolo). Depois que nos encontramos, tudo que ele sempre falou com o Dedé...não só ele, mas os russos sempre tiveram um carinho muito grande comigo. Até hoje ele me vê como um ídolo ainda", explicou o brasileiro.

Segundo Aldo, Yan gostou do Brasil pelo período em que ficou por aqui. "Não só ele, mas como qualquer um, todo mundo que vai pro Rio adora".

O cartel de Petr Yan e o fato do UFC estar colocando ele para disputar o cinturão vago da categoria falam por si só.

E quem viu os treinos de ambos daquela época de perto pode atestar isso.

É o caso de Léo Santos, peso leve da Nova União que também lutará no UFC 251, diante de Roman Bogatov, que faz sua estreia na organização.

"Eu vi ele (Yan) treinar naquela época, é um moleque muito duro, muito talentoso. Eu via os treinos dele com o José Aldo, com a galera, o moleque é talentoso, muito bom. Vai dar trabalho para o José Aldo. Ninguém chega no nível de disputar o cinturão à toa, não tem mais moleza. Vai ser uma luta dura", previu Santos ao ESPN.com.br.

"Honestamente, não acredito que a luta durará os cinco rounds. Mas estarei preparado para lutar cinco rounds, e acho que me sentirei bem. Já fiz isso antes e fui bem. Acho que a luta vai ser muito interessante e competitiva, porque há um cinturão, além de muito mais em jogo. Nenhum de nós vai recuar. Acredito e espero que eu conquiste o cinturão. Vou nocauteá-lo e depois apertarei a sua mão", disse Yan.

"Foi uma grande experiência treinar com ele. Foi há mais de quatro anos e eu me tornei um lutador melhor desde então. E eu não acho que ele melhorou, na melhor das hipóteses, continuou o mesmo. Não acho que ter treinado com ele será uma vantagem para mim. Há muitos vídeos dele lutando e ele praticamente luta do mesmo jeito por todos esses anos. Ele vai pressionar, usar o boxe e os chutes baixos... Então não será tanta vantagem para mim. Talvez afete um pouco a luta porque nós dois nos conhecemos, mas não acho que vá mudar muito", analisou o russo, no Media Day do UFC 251.

Seja contra um ex-parceiro de treino ou não, José Aldo pode aumentar ainda mais o seu legado no mundo do MMA com um cinturão inédito em sua carreira.

E fazer história é com José Aldo Júnior.