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UFC: Zhang diz estar ainda sob quarentena nos EUA e fala sobre coronavírus na China: 'Não sabemos quando iremos para casa'

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Ex-lutador do UFC, Mirko 'Cro Cop' publica vídeo treinando com o filho mais velho (0:52)

O atleta croata deixou a organização em 2011, tendo retornado ao mundo das competições mais três vezes antes de se aposentar em definitivo (0:52)

A jornada da campeã dos peso palha do UFC, Zhang Weili, de sua China natal para Las Vegas, para sua primeira defesa do título contra Joanna Jedrzejczyk em 7 de março, foi uma experiência extraordinária. Até esta semana, a jornada ainda está em andamento.

Zhang, de Hebei, na China, foi forçada a mudar seu treinamento em fevereiro, quando fugiu de Pequim, como uma "refugiada" para a Tailândia. Ela foi rapidamente forçada a deixar a Tailândia para Abu Dhabi, devido a preocupações com o coronavírus, antes de finalmente chegar a Las Vegas. Ela acabou vencendo Jedrzejczyk por decisão dividida em uma das maiores lutas de todos os tempos.

Quase três semanas depois, Zhang, 30, e sua equipe ainda estão em Las Vegas, esperando para voltar para casa. A ESPN conversou com Zhang (21-1) na quinta-feira para uma atualização sobre sua situação.

Qual foi o seu plano de viagem original após o UFC 248?

O plano original era voltar para a China logo após a luta. O UFC exigiu que ficássemos mais alguns dias para entrevistas, por isso ficamos e planejamos voltar depois, mas o surto ficou sério aqui logo depois. Decidimos ficar, pois o risco de ser infectado no aeroporto e no voo é muito alto. A situação na China está melhorando a cada dia, a maioria dos casos de infecção está acontecendo fora do país.

Onde você fica em Las Vegas? O que você tem feito desde a luta?

Alugamos uma casa no sudoeste de Las Vegas. Eu tenho continuado meu treinamento com meus treinadores e também fico sozinha na sala de estar e no quintal. Estou assistindo TV para ajudar a aprender inglês.

Como você está se sentindo desde a luta? Você já assistiu e como se sentiu com a recepção?

Ainda não assisti, pois não tive o melhor desempenho e demonstrei minha melhor forma nos treinos. Agradeço o apoio e o reconhecimento de todos os meus fãs e estou feliz que eles tenham gostado da luta. Joanna e eu impusemos nossa força e vontade dentro do octógono para tornar a luta fascinante. As pessoas da China estão muito motivadas e mostram muito respeito a todos os atletas que competem pelo nosso país. Quase toda a grande mídia me entrevistou. Ouvi dizer que havia mais de 100 milhões de visualizações da luta em 24 horas na China. Tantos fãs lotaram o site chinês para assistir ao vivo que o servidor caiu.

Quais são seus planos agora e o que você mais sente falta da China?

Estamos esperando a situação se acalmar. Ainda não sabemos quando iremos para casa, já que passagens estão tão difíceis de reservar no momento. Sinto falta da minha família, amigos e comida na China.

Depois de tudo o que você passou nessa luta - a viagem, a incerteza sobre as condições da viagem, a dura luta em si - quando você gostaria de lutar novamente? E você está interessada em uma revanche com Jedrzejczyk, considerando que a luta foi tão próxima e convincente?

Eu não tenho ideia de quando minha próxima luta seria ainda, já que tudo está preso a essa pandemia do coronavírus. Eu gostaria de lutar aqui nos EUA novamente, já que vi um grande número de chineses e asiáticos aqui motivados pela minha luta. E os EUA têm a maior base de fãs de MMA. Eu não quero a revanche ainda. Eu gostaria de dar oportunidades para outras lutadores na fila.