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Preparado para UFC, 'Cara de Sapato' relembra treta com Borrachinha e dispara: 'Fala muita m***, adoraria lutar com ele'

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No UFC Vancouver deste sábado (14), o peso-médio Antônio ‘Cara de Sapato’ enfrentará Uriah Hall, em um confronto que contará com dois estilos de luta completamente diferentes. Enquanto o jamaicano é especialista na trocação, o brasileiro é faixa preta de jiu-jitsu e investe muito no grappling.

Em entrevista para a ESPN, Cara de Sapato analisa a mistura de estilos e, claro, afirma que quer levar a luta para o chão. “É um bom casamento de estilo, ele é um cara muito duro, é um bom desafio”, disse.

O peso médio também diz que se sente mais confortável em enfrentar adversários com estilos diferentes do dele e explica: “O striker foca na área dele e na defesa do grappling, já um cara bom de jiu-jitsu, além da defesa, tem bons ataques. Então me sinto muito bem lutando com um cara do striker”.

Mas além do compromisso deste sábado, Cara de Sapato tem luta marcada no ADCC, o maior evento de luta agarrada do mundo, que acontece nos dias 28 e 29 de setembro, na Califórnia. Ele recebeu um convite da organização e luta na categoria +99kg. A dura divisão conta com grandes nomes do jiu-jitsu como Buchecha, Roberto Cyborg, Kaynan Duarte e Mahamed Aly.

É a primeira vez na carreira em que ele vai participar da competição, que acontece a cada dois anos. Mas apesar da dimensão do evento, ele afirma que vai para se divertir. “Meu foco é todo na luta do UFC, o ADCC é um ‘pós’, uma forma de ir e me divertir, brincar. Aquilo ali para mim hoje é uma diversão, mesmo sendo o maior evento de grappling do mundo”, falou, mas sem esconder o quanto está feliz.

“Estou muito feliz por estar indo lá fazer uma força com a galera que está no topo do esporte. Mas meu foco é 100% do UFC, não treinei nada de diferente. O grappling que treinei para o ADCC é o mesmo que treinei para o UFC. Já está automático”.

Diferente do MMA, o jiu-jitsu permite que os atletas sejam mais próximos e criem laços de amizade. E é o caso dele e de Buchecha, atual campeão de sua categoria no ADCC. Além de possíveis adversários no evento, Cara de Sapato vai passar um tempo se preparando com o amigo e ainda aproveita para dizer: “Se a gente tiver que lutar, vamos sair na porrada e mesmo assim no final, vamos rir demais. Ele é um irmão que tenho na vida, irmão de verdade. Vou ficar até lá bagunçando na casa dele uns dias”.

Por outro lado, no UFC, ele está na mesma categoria de Rodolfo Vieira, que também é um grande nome no jiu-jitsu e estreou no Ultimate em agosto, vencendo Oskar Piechota por finalização. Questionado sobre uma provável luta entre os dois num futuro, ele afirma achar improvável, mas também não descarta, e explica:

“A gente é amigaço também. Lutar jiu-jitsu tudo bem, mas MMA a gente só luta se tiver que ser pelo cinturão, fora isso a gente não tem para que lutar não. Se não for pelo cinturão, não quero lutar com ele não”.

TRASH TALKING E DESAVENÇAS COM BORRACHINHA

Cara de Sapato afirma não gostar de trash talking, algo muito praticado no MMA e bem raro no jiu-jitsu. “Gosto de ir, fazer meu trabalho e me divertir. Não é muito a minha”, falou para a ESPN.

Mas por outro lado, ele teve algumas desavenças com o compatriota Paulo Borrachinha. O brasileiro venceu Yoel Romero no UFC 241 e é atualmente o 2º no ranking dos pesos médios. Enquanto isso, Cara de Sapato está na 13ª posição, e projeta uma luta com o rival.

“Ele fala para cacete, fala muita merda, adoraria lutar com ele”, disse o paraibano. Os dois participaram do TUF Brasil 3 na mesma equipe, mas Cara de Sapato, revelou algumas desavenças com ele após o reality.

“Isso não é questão de trash talking, gosto de falar o que sinto, o que penso e o que acontece. A gente teve algumas desavenças lá dentro da casa [TUF] (...) Então é um cara que, velho, não tem muito caráter, quer vencer a qualquer custo, gosta de ficar falando mal, gosta de ficar aparecendo... é um cara que não é respeitoso e por isso a gente não se dá bem”, disse.

Os dois treinaram juntos com Luiz Carlos Dórea, na Bahia, onde ele também afirmou ter feito muitas coisas para ajudá-lo no passado, mas que hoje não tem simpatia alguma pelo lutador. “Todo mundo falava mal dele e eu era o único que defendia. Quando vi, o cara estava falando de mim. Então fiquei chateado sim porque acho que isso é falta de caráter”, disse, e finalizou dizendo que ele foi um cara que o desapontou.