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Rafael dos Anjos elogia Do Bronx e revela o que faria diferente para vencê-lo: "Tenho jogo para ganhar dele"

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Ex-campeão do peso-leve (70 kg) do Ultimate, Rafael dos Anjos está de olho em uma chance para retomar sua coroa na divisão.

Mas para isso, o brasileiro vai ter que passar por Charles Do Bronx, atual número um da categoria e, que em sua próxima atuação, vai brigar para recuperar o título que lhe foi tirado por uma falha na pesagem do UFC 274. Por isso, o atleta natural de Niterói (RJ), analisou o compatriota e deu seu recado.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, Dos Anjos não deixou de elogiar o atual momento de Do Bronx. Com a experiência de já ter passado por essa situação de ser o homem a ser batido na categoria, o brasileiro destacou o jogo mental que o faixa-preta de jiu-jitsu adquiriu para conseguir superar situações adversas.

“Ele está com o jogo muito completo, está confiante e no momento dele. Lutador é cabeça. Tudo se encaixou bem para ele agora. Eu vejo nas últimas duas lutas, tomou dois knockdowns na luta e faltou confiança para os outros lutadores de irem para cima da guarda dele, mas os caras não tinham confiança no jogo de chão”.

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Evento do UFC aconteceu em Las Vegas neste sábado (21)

“Mas mérito do Charles, se recuperou bem dos knockdowns, teve a calma de ir para cima botando pressão e finalizar caras duros como (Dustin) Poirier e (Justin) Gaethje”, afirmou.

Embora elogie o jogo do ex-campeão, Rafael dos Anjos demonstrou confiança que tem todos os predicados para encerrar a série de 11 triunfos seguidos do paulista no Ultimate. Uma das justificativas para o pensamento do lutador é por também ser oriundo do jiu-jitsu e, ao contrário dos últimos rivais do paulista, não temer a sua especialidade.

“Tenho jogo para ganhar dele. Eu lutaria MMA com ele, faria meu jogo. Tenho recurso no chão, treino jiu-jitsu desde os oito anos. Tenho a filosofia que morro de frente, não dou as costas. A gente que é do jiu-jitsu e treina há anos temos isso de não darmos as costas”.

“Os caras que ele enfrenta dão as costas, se desesperam, não querem fazer jiu-jitsu. O Poirier caiu por baixo, abraçou, não se mexeu e isso mostra desespero. Junta o desespero de um com a técnica do outro, facilita. Seria uma luta ótima para os fãs”, adiantou o lutador que tem dez vitórias por finalização em seu cartel no MMA.

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Mas para pensar em encarar Do Bronx, Dos Anjos precisa primeiro passar por Rafael Fiziev, seu próximo adversário no dia 9 de julho. Mas, por ser um ex-campeão veterano na organização e viver uma sequência positiva de resultados, o brasileiro considera o embate como praticamente de eliminatória para ele chegar ao cinturão e não descartou, em caso de novo triunfo, esperar somente um duelo pelo título.

“Ganhando do Rafael Fiziev serão três vitórias seguidas, sendo um ex-campeão da categoria. Eu voltei para a divisão por um pedido do UFC, pois eles me queriam de volta na categoria. Então acho que ganhando do Fiziev eu estou em uma posição de sentar e esperar até mesmo uma luta pelo cinturão”.

“Assinei umas três vezes para encarar o Makhachev e estou aceitando enfrentar caras que ninguém quer. Ganhando, pela história que tenho no evento, posso ficar na posição de sentar e lutar somente contra o campeão. Não vou ficar de joguinho de xadrez com o resto da divisão não”, completou.

Rafael dos Anjos alcançou o auge de sua carreira em 2015, quando conquistou o título dos leves do UFC e o defendeu em uma ocasião. Após a perda do cinturão, o lutador decidiu subir de divisão e atuar nos meio-médios, mas não repetiu o mesmo sucesso. Por isso, decidiu retornar aos leves em 2020 e possui dois triunfos seguidos, o mais recente no dia 5 de março, quando superou Renato ‘Moicano’.