<
>

Ex-Real diz que Neymar não seria absoluto nos anos 90 e critica seleção por futebol pobre

De 1994 a 2002, a seleção brasileira viveu o último auge, com futebol bonito, craques e, no fim, conquistando duas Copas do Mundo em três disputadas, além de um vice. No entanto, o momento atual é marcado pela falta de identificação com o torcedor, ausência de bons jogadores e incerteza sobre 2022. E um jogador que vestiu a camisa amarelinha acredita que até Neymar, estrela solitária da equipe, teria dificuldade de se firmar na geração passada.

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, Sávio foi questionado se o atual camisa 10 do Brasil seria titular nos anos 90. Sincero, o ex-jogador de Flamengo e Real Madrid afirmou que o astro até faria parte do elenco, mas estaria longe de ser titular absoluto, como acontece atualmente pela seleção.

"Acho que jogaria, não sei se titular indiscutível ou absoluto. Tenho minhas dúvidas. Eram tantos talentos juntos, então, era complicado. Se pegar números de jogadores que não jogaram Copa com a seleção, é muito grande. Então, você o número de talentos que tinha no futebol brasileiro da época”, afirmou Sávio.

“Mas, ele estaria no grupo, pelo talento que tem, é diferenciado, é extraordinário tecnicamente falando. Titular absoluto eu não sei, até porque estamos falando de Romário, Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo. Fora os extraordinários que não listei. Acho que sim, estaria no grupo, mas não sei se titular absoluto", completou.

Ainda durante a entrevista, Sávio foi questionado sobre o futebol que o time de Tite vem apresentando nos últimos anos. Para ele, se no passado os treinadores tinham talentos em abundância, atualmente o comandante sofre com a falta de peças importantes. O que, para o ex-jogador, impacta em um futebol pobre.

"Se você comparar um pouco o que era o futebol e o que é hoje o futebol brasileiro, com certeza. Principalmente do meio para frente, de 94 a 2002, era uma diversidade imensa. Jogadores de muito talento. Se for comparar o talento individual, era muito diferenciado", disse Sávio, que não vê hoje o Brasil como favorito à Copa do Mundo.

“Não acho, hoje, o grande favorito à Copa. Não achava em 2018, nem em 2014. Tem talento ainda, mas, diante da evolução e da capacidade técnica e tática de algumas outras seleções que avançaram muito no futebol, o Brasil não é o grande favorito a ganhar a Copa do Mundo”, disse o ex-meia.

A solução seria um treinador estrangeiro? Para Sávio, depende. Segundo ele, a principal mudança tem que ser em uma renovação de tudo que foi feito no passado. O ex-meia acredita que o momento de fazer uma revolução seria após o 7 a 1, algo que passou em branco no futebol brasileiro.

“Não sei (se é a hora de treinador estrangeiro). Acho que tudo pode passar pela próxima Copa do Mundo. O que vai acontecer no Catar, de como a seleção se sair. Então, acho que essa reformulação vai se passar pela próxima Copa do Mundo. Vamos ter que ver o que vai acontecer. De uma certa forma, tivemos a grande chance de depois de 2014 passar por uma revolução no futebol brasileiro e não fizemos. Em termos de conceito, em treinadores, vai depender da Copa do Mundo do Catar", finalizou.