<
>

Campeão olímpico lembra como 'pitacos' táticos de Neymar e Rodrigo Caio mudaram a seleção brasileira

play
'Fiquei completamente maluco': Neymar lembra como 'episódio da máscara' o revoltou em título da Libertadores do Santos (1:36)

Jogador relembrou o título da competição continental em 2011 e um momento marcante da disputa (1:36)

Douglas Santos foi titular da seleção brasileira que conquistou a inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Antes de vencer a Alemanha nas penalidades, a equipe comandada por Rogério Micale teve um começo difícil na competição após empatar sem gols contra África do Sul e Iraque.

O Brasil só conseguiu engrenar a partir da vitória por 4 a 0 contra Dinamarca, na terceira partida. Segundo o lateral-esquerdo, a mudança teve participação direta dos atletas.

“Antes da Dinamarca, em Salvador, o Micale nos chamou para conversar e perguntar qual era a formação que poderíamos usar na partida. O Neymar e o Rodrigo Caio falaram que era melhor colocar os pontas para dentro e os laterais para fora porque isso daria mais chances de fazer jogadas na linha de fundo”, disse, ao ESPN.com.br.

“Esse fato foi essencial porque jogamos assim até o final. Nos dois primeiros jogos ele jogou mais de ponta e passou a jogar mais pelo meio. Todos passaram a fechar o meio e deixar as pontas livres. Isso ajudou o Zeca e eu a jogarmos melhor. O time melhorou”, analisou.

Além disso, Douglas diz que o bom ambiente criado entre os jogadores foi essencial para o êxito no torneio.

“Neymar estava querendo muito vencer a Olimpíada porque ele tinha perdido a final em 2012. Em casa era mais do que especial. Ele juntava todo mundo para conversar e até para treinar faltas e chutes”, contou.

O Brasil passou nas quartas de final pela Colômbia - com uma vitória por 2 a 0 - e goleou Honduras por 6 a 0 na semifinal antes de pegar a Alemanha na decisão. Depois de um empate no tempo normal e na prorrogação, o Brasil venceu nas penalidades.

“O jogo contra a Alemanha foi o jogo mais difícil porque era um adversário muito qualificado”, disse o lateral.

“Antes da Olimpíada meu pai falou que o sonho dele era me ver jogando no Maracanã. Eu joguei uma final de Olimpíada e conquistei o ouro. Ele ficou muito feliz por ter participado da festa lá no campo depois do jogo”, recordou.

“Até hoje eu vejo a medalha e me lembro dos treinos. Eu estava muito empolgado e o clima era muito divertido de se trabalhar nos bastidores. Não tinha grupinho porque todos estavam nas mesmas conversas. Acho que foi isso que nos fez vencer”, finalizou.

Depois da Olimpíada, Douglas trocou o Atlético-MG pelo Hamburgo. Nesta temporada, ele foi contratado pelo Zenit.