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Frustração, decepção e cobranças à Valve: confira a repercussão sobre o dia que parou o CS:GO mundial

Na noite da última quarta-feira (27), a Valve finalmente se pronunciou sobre o “novo” major da PGL e os eventos torneios RMR realizados para a segunda tentativa do campeonato. Como já era esperado, a produtora resetou os pontos do campeonato como foi feito após o cancelamento do torneio que seria realizado no Rio de Janeiro.

Mas o pior ainda estava para acontecer. Em um comunicado publicado junto com a nova cápsula de adesivos dos times que participariam do Major, a Valve proibiu a presença de técnicos e quaisquer membros da comissão dentro do jogo nos próximos torneios RMR’s, gerando revolta da comunidade e todos os profissionais do CS:GO mundial.

Como se não bastasse a proibição, a produtora ainda criou os “pontos de demérito”, punindo de maneira oficial os treinadores que anteriormente foram pegos no “bug do coach”, investigado pela ESIC. Os critérios utilizados pela Valve foram baseados no número de jogos e rounds que a vantagem foi “utilizada”. Cada caso conta um ponto, até o máximo de três, somando a punição por rounds.

• Até 7 rounds atribuem 1 ponto de demérito;
• de 7 a 19 rounds atribuem 2 pontos de demérito;
• de 20 a 49 rounds atribuem 3 pontos de demérito;
• acima de 50 rounds, 5 pontos de demérito.

Colocando no papel, três brasileiros envolvidos no caso, Apoka, elll e prd estariam permanentemente banidos dos campeonatos oficiais da Valve. guerri e dead, seguindo a mesma regra, ficariam de fora de cinco majors.

Vale destacar que a ESIC, organização responsável pela decisão, reduziu de maneira significativa a punição de Apoka, dead e Guerri, por admitirem o uso e cooperarem com a investigação, mas a Valve ainda não se pronunciou sobre as reduções.

Apesar de decepcionado com o banimento permanente, Apoka se pronunciou logo após o anúncio e declarou “que nunca usou do bug para benefício próprio, e sabe que a justiça será feita cedo ou tarde.”

“Estou nisso há 21 anos e meu amor pela competição não muda, independente da posição que eu esteja. Eu sei que NUNCA usei nenhum bug para me beneficiar ou beneficiar meu time. A justiça chega cedo ou tarde, mas chega! ”

Ainda sobre o caso, o treinador brasileiro completou: “Existem tantas injustiças piores no mundo, que só posso agradecer por ter tantas pessoas boas na minha vida. Uma hora os juízes serão julgados”.

Ex-técnico da Ninjas in Pyjamas, pita lembrou da atenção que a Valve dava para o jogo no começo do cenário competitivo, entrando em contato com os jogadores e sempre se mostrando solícita para reclamações.

“Essa foto representa nós e o CSGO em 2014. Eles pareciam se preocupar genuinamente com o jogo e o cenário competitivo. Fácil de contatar. Onde vocês estão agora? Para você, seja quem for, que está no comando agora, pelo bem do game e da existência dele. Volte ao que fez em 2014, avance ou dê o fora.”

Apesar de não ter entrado na lista de técnicos na investigação, zews mostrou indignação nas suas redes sociais após o anúncio da retirada de técnicos e comissão dentro de jogo nos próximos eventos Road to Major.

“Eu não fiz nada de errado e mesmo assim fui punido. Honestamente, isso quebra meu coração e me irrita ao mesmo tempo. Obrigado a todos que sabiam/abusaram do bug. Obrigado ao CSGO por não reconhecer sua falha nisso tudo.”

Comentarista e analista de CSGO, dusT foi incisivo e irônico ao demonstrar a insatisfação com a incompetência da Valve em administrar e punir no caso do “bug do coach”.

"Deixe-me ver se entendi, CSGO. Você deixou um bug no jogo durante anos por sua própria incompetência e agora você quer punir técnicos inocentes que não podem exercer sua tarefa de treinar durante partidas ao vivo no evento mais importante do ano. Muito bem!."

“Você poderia, por gentileza, contratar pessoas que realmente entendem do cenário competitivo e sabem cuidar das coisas, ao invés da mesma equipe pequena e limitada na qual tivemos que cobrar por anos. É rídiculo um esport gigante sofrer com seus erros e falta de suporte.”

Fundador e CO-CEO da FURIA, Jaime Padua torceu para uma resolução melhor e que prejudique menos os profissionais, enfatizando que “grandes equipes começam por grandes treinadores.”