Em conversa no Combo Podcast nesta terça-feira (17), o ex-caçador rubro-negro Ranger falou um pouco sobre a relação entre a torcida do Flamengo e jogadores profissionais no meio dos esports. Assumindo que não é fanático por nada, o jogador comentou que em quase dois anos ao lado dos Urubus, não conseguiu sentir “o que é ser Flamengo”.
“Sinceramente de coração, eu não sou fanático por nada. Eu não gosto de futebol, os atletas que eu acompanho é muito superficialmente, não me interesso muito pela vida deles então eu não entendo. Eu completei quase dois anos de Flamengo e eu não sei o que é ser Flamengo - e provavelmente vocês não vão achar nenhum nerd que saiba”, comenta Ranger em bate-papo no Combo Podcast.
Frequentemente em discussões sobre as preparações para momentos decisivos, a pressão da torcida é levada como pauta para os jogadores, uma vez que no âmbito dos esportes eletrônicos a cobrança dessas acontece, em alguns casos, de forma extremamente agressiva e descontrolada, o que pode acabar afetando os jogadores.
Constantemente alvo de críticas por parte da torcida do Flamengo, Ranger comenta sobre a pressão recebida pelos jogadores e ainda compara essa cobrança que os jogadores profissionais em relação aos jogadores de futebol, por exemplo.
“Fico triste que a torcida trate tão mal desse jeito, porque é completamente diferente você cobrar um jogador de futebol que está desde os cinco anos de idade em uma escolinha, ele é todo estruturado para aquele ambiente, ele frequenta estádios, sabe como é. Ele já está predisposto a lidar com aquele ambiente”, comenta sobre as cobranças.
falhei bastante, principalmente off-game com o maior bem do Flamengo (torcida).
— Filipe Brombilla (@rangerlol1) August 8, 2021
É um momento delicado que tratarei com maturidade e humildade, visando o melhor pro time, como fiz minha estadia toda por aqui.
Em breve poderemos trocar uma ideia melhor, obrigado pelo apoio. ❤️🖤
“Lidar com uma cobrança daquele nível, eu não vou entrar no mérito de se é justo ou não porque como falei não sei como é ser um torcedor assíduo, mas eu tenho certeza que o jeito que os atletas de esports são cobrados é muito injusto”.
As torcidas das organizações de esports são conhecidas por serem duras na hora da cobrança, principalmente a do Flamengo Esports. Alvo de muitas dessas críticas, durante a conversa no podcast, Ranger usou como exemplo o mid laner rubro-negro, Tutsz, que, apesar de vir tendo desempenhos bons nos últimos meses, ainda recebe críticas de parte da torcida.
“Tipo assim, os caras esculacham o Tutsz, o moleque tem 18 anos, é super dedicado e inteligente, ele se molda às necessidades do time e é um jogador muito bom só que os cara só tacam pau nele. Tipo, pra quê? O cara tá ali dando o sangue, é um dos mais esforçados fazendo as coisas e eu não sei porque xingam e diminuem tanto”, comenta o caçador.
No entanto, apesar de todas as experiências negativas com as torcidas dos clubes do qual passou, o caçador afirma que sua experiência com a torcida alvinegra, apesar de conturbada em momentos, foi muito positiva. “Sinto que o tempo que passei no Fla valeu a pena, por mais que não tenha trazido títulos”, conta.
SAÍDA DE FRED TANNURE DA DIREÇÃO
O atleta também se prontificou a responder algumas perguntas sobre as mudanças recentes do rubro-negro, como a decisão de tirar Fred Tannure da direção da área de esportes eletrônicos. O ex-diretor, que era levado com o elo principal entre o braço de esports e o próprio clube carioca, foi substituído por Gidd Sasser, gerente da Simplicity.
“Pro time não sei como foi, não tive contato com ninguém, mas eu achei surreal mano. No sábado, quase 22h da noite, quem conhece o Fred de perto sabe que ele é muito pica, não faz sentido desligar ele”, observa.
@flaesports @ggsimplicity@flamengo
— Jed Kaplan (@Jed_Kaplan) August 15, 2021
Fred Tannure não é mais diretor do Flamengo Esports.
Gidd Sasser agora é GM e Diretor.
Mais atualizações por vir.
“Entra de novo na questão que eu falei da gestão americana só ouvir fã, porque os caras tão vendo de fora e eles tão bravos com desempenhos aí fica ‘alguma coisa tem que mudar, não sei o que, muda, muda, muda’. Aí mudaram o cara que fazia tudo ali dentro, tipo, só quem estava ali dentro sabia. Então é difícil, eu me senti muito empático em relação a ele (...) tipo, não fez sentido nenhum”, completa.
