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Free Fire: Diego "Hads" fala sobre sua experiência de narrar um mundial de Free Fire

Hads é uma das principais vozes do Free Fire competitivo nacional Filipe Nevares/ Agência ABCM

Dono da Voz de Trovão; é assim que o streamer e narrador Diego “Hads” é conhecido dentro do cenário competitivo de Free Fire. Dando vida aos momentos intensos do principal campeonato do battle-royale mobile da Garena, Hads trilha uma caminhada de sete anos dentro do cenário de esports e já participou da mesa de narração de grandes campeonatos, como os Free Fire World Cup que aconteceram no Brasil e na Tailândia.

Trazendo o principal bordão da competição, o famoso “Booyah”, que é externalizado pelo mesmo ao final de toda partida do game de uma forma sonora e marcante, Hads também passou a ser conhecido por ter o Booyah mais amado do Brasil. Dos sete anos em que atuou dentro desse cenário que cresce cada dia mais, foi dentro do Free Fire que o narrador criou sua personalidade e mostrou ao público todo seu talento.

Não só isso, foi através da modalidade que realizou seu sonho como profissional: teve a oportunidade de narrar o primeiro mundial de Free Fire.

‘’O convite do mundial me trouxe muita alegria! Seria uma viagem internacional, além de poder narrar um evento desse tamanho, que é um sonho na vida de qualquer narrador esportivo. Eu aprendi muito com essa oportunidade. Foi um sonho realizado!’’, exclama Hads.

Trabalhando para a holding de entretenimento BBL, o convite aconteceu no mesmo ano em que entrou de cabeça nas transmissões do jogo da Garena. Primeiro ano dentro do Free Fire e a primeira competição que apresentaria fora do país no qual construiu um legado e conquistou corações.

Agarrou a oportunidade que é dada a poucos. Era hora de alçar vôos maiores e realizar seu sonho; e é óbvio que o nervosismo bateu. No entanto, deixou toda a dúvida que tinha em seu talento de lado, não deixando que esse sentimento e o medo de errar o impedisse de realizar seus sonhos.

‘’Eu estava muito nervoso, era o meu primeiro grande evento fora do país. Os momentos antes do início são de medo e nervosismo de errar. Mas na primeira frase de abertura, todos esses sentimentos sumiram, eu lembrei porquê estava ali’’, afirma Diego.

O CÉU É O LIMITE

Foram sete anos se dedicando para se aprimorar dentro da narração para alcançar os ouvidos dos brasileiros apaixonados pelos esports e foi no momento em que recebeu o convite que percebeu que o céu é o limite - ou também como a galera dos esports gosta de falar: foguete não tem ré.

Em meio a preocupações burocráticas, o narrador levou como sua maior preocupação antes do evento cuidar de sua saúde, junto de estudar a região, para que entregasse seu 100%.

‘’Queria estar 100% para conseguir entregar o melhor evento possível para todos os fãs. Sentei e narrei com tudo que tinha, foram incríveis todos os momentos que vivi na Tailândia’’, ressalta.

É inegável que essa experiência tocou sua parte sentimental, se tornou algo inesquecível. E não só pôde representar o Brasil na Tailândia através de sua voz, como também teve a oportunidade de trazer para casa grandes aprendizados tanto como profissional quanto como pessoa.

A sensação de gratidão, as emoções, o orgulho e a felicidade de tudo que construiu estarão sempre presentes, e as chances de fazer algo diferente caso pudesse voltar no tempo são nulas. ‘’Sou muito orgulhoso e muito feliz de mim mesmo. Não faria nada de diferente, não mudaria nem os erros e nem os acertos. O conjunto dessas experiências fez tudo ser tão inesquecível’’, comenta.

O ORGULHO DE SUA TERRA NATAL

Consolidado como uma das faces da LBFF e das competições oficiais do Free Fire como um todo, a oportunidade voltou a aparecer para Hads ainda no mesmo ano e dessa vez ela tinha um gostinho ainda mais saboroso: veria as melhores equipes do mundo atuando no Rio de Janeiro, sua terra natal.

Foi lá que viu as equipes brasileiras dominando o cenário completamente. LOUD e Corinthians estavam na disputa para levantar a taça e naquele dia, as cargas elétricas da atmosfera estavam se movimentando de acordo para que a Voz de Trovão pudesse gritar o Booyah decisivo para os brasileiros ao ver LevelUp, ex-jogador do Corinthians, sobrevivendo até o final na última queda.

‘’Nesse dia eu torci narrando. Eu era um fã com o microfone na mão (narrando, claro). Lembro que, quando acabou a partida e o Corinthians subiu no palco para receber a taça, eu estava chorando. Chorei pelo título e por ter participado desse marco na história do esports no Brasil’’, conta emocionado.

O Mundial de 2021 em Singapura foi a terceira oportunidade que teve de levar todas as emoções aos espectadores brasileiros. Infelizmente não pode repetir aquele Booyah direcionado à vitória brasileira, mas como sempre fez, deu tudo de si como um narrador torcedor.

Nessa altura do campeonato já havia percebido que ali era onde deveria estar. Era ali onde poderia apresentar todo seu talento e com sua voz de trovão transmitir da melhor forma possível todas as emoções do nosso querido “Freefas”. ‘’Eu estou onde eu sempre quis estar’’, conclui.