Classificados para o Masters durante a segunda etapa do Challengers, a Vikings abriu o ano de 2020 mostrando que chegou para conquistar. A equipe garantiu sua ida ao campeonato após cair para a lower bracket no confronto contra a Vorax e subir pela mesma, deixando B4 e Slick pelo caminho.
A organização, assim como os guerreiros nórdicos que originaram seu nome, foi a primeira a navegar pelos mares de Valorant e a explorar as terras antes inexploradas, formando a primeira equipe brasileira do jogo.
Chegaram primeiro no cenário, mas não conseguiram conter os avanços de grupos adversários. Sem conseguir bons resultados com alguns jogadores diferentes, os planos para o novo ano foram mais ambiciosos: recrutar aqueles que já haviam explorado o terreno mais a fundo e que já tinham experiência por aquelas terras.
A base para sua nova formação foi um velho conhecido dos fãs de League of Legends, e também um jogador que mostrou uma adaptação extremamente rápida para o novo título e que se estabeleceu como um dos melhores Sovas brasileiros: Sacy.
Sem pretensão de continuar no competitivo ao se despedir da RED Canids após a não classificação para o First Strike, a ideia de Sacy era continuar se dedicando a suas streams, que vinham dando certo desde a migração para o título. Mas a sensação de competir é única.
ESTAMOS CLASSIFICADOS PARA A MASTERS
— Team Vikings (@TeamVikings) February 22, 2021
✅ Bind - 13x05
✅ Split - 13x09
Pode gritar que é nossoooo!! Gigantes @SaadhakGG, @sacylol, @sutecasfps, @frzgod, @gtnfps, @JamaiKbtw e @faithz0rvlr #GOVKS pic.twitter.com/ImzAYeHXrX
“A adrenalina que você sente, a emoção de competir, todas aquelas semanas treinando para chegar no campeonato, até a frustração querendo ou não é algo gostoso. Então a competição meio que dá um sentido para você continuar tentando ser o melhor, isso eu sentia falta”, conta Sacy em entrevista ao ESPN Esports Brasil.
E assim como a FURIA, a Vikings foi uma das organizações que chegaram surpreendendo o cenário. Primeiro desafio, primeira vitória. A conquista do primeiro campeonato de Valorant do ano trouxe os holofotes para o elenco; uma junção de peças escolhidas meticulosamente para dominar o cenário.
“Eu fui atrás de opções e aí surgiu a Vikings. Eles tinham um planejamento em mente de eu chegar lá e montar o time desde o zero [...] e foi a proposta que mais me agradou. Obviamente que não só na questão financeira, mas sim no planejamento deles, eles me deram total liberdade de conseguir montar o time com a cara que eu queria e com jogadores que eu achava bons”, conta Sacy
Sorte? Não, e sim a gana de mudar a seca de títulos que assolou os guerreiros no último ano e desbravar todos os territórios.
VÍNCULOS DE GUERRA
Isso foi confirmado pelo desempenho da equipe nas competições seguintes. De volta em boa forma ao competitivo, o fato da formação ser composta por jogadores já experientes tanto em Valorant quanto em outros títulos ajudou para que a equipe deslanchasse tão cedo. Foi como se Odin olhasse, guiasse e desse sua bênção aos guerreiros em sua jornada.
“O planejamento da Vikings foi de montar uma line com uma galera mais experiente, mais velha e mais madura para conseguir esse resultado um pouco mais rápido. Toda essa galera, querendo ou não, já tem experiência de como fazer um time evoluir. Então o resultado rápido que a gente teve foi por conta disso, dessa experiência e maturidade do coletivo”, revela Sacy.
Afiando as espadas e machados, e fortalecendo os escudos e arcos que vão levar para o Masters, os Vikings se juntaram em São Paulo para se preparar para a guerra. Cheia de surpresas, um dos pontos principais para que conquistar o torneio seja uma tarefa mais fácil é o entrosamento, principalmente para uma equipe formada a tão pouco tempo quanto a da Vikings, e o bootcamp pode ajudar muito nisso.
Lado a lado, os jogadores podem resolver problemas e se entender melhor, além de tornar todo o processo criativo de estratégias mais próspero. Juntos, a evolução é mais rápida e mais eficiente.
“Quando você está na gaming house, começa o dia de treino e a seriedade aumenta, o foco aumenta. Então a gente vai aumentando essa sinergia, tem uma evolução muito mais rápida do que treinando em casa naquela zona de conforto. Você ter esse contato em que a galera tá toda junta, as ideias vão fluindo mais do que quando você está em casa”, observa.
O CAMINHO ATÉ O PÓDIO
Vindos de uma boa fase e considerados uma das equipes que compõem o topo do cenário brasileiro, os Vikings não deixam os bons resultados subirem à cabeça e sabem que o próximo desafio será repleto de adversário competentes e extremamente fortes.
A preparação é importante, mas, nesse campeonato, tudo pode mudar em um piscar de olhos.
“Não é nem ficando em cima do muro nem nada, mas eu sinto que os oito times que estão ali tem total condição de bater um no outro. Por exemplo, a gente pegou a Sharks agora com paiN e Vorax em cima da gente e querendo ou não é um grupo muito difícil. Mas você vai ver o outro grupo e tem logo a Gamelanders, a FURIA, então não tinha um grupo fácil para você se salvar”, observa.
A primeira viagem dos Vikings dentro do Masters já começa com tubarões rodeando seu barco; a equipe enfrenta a Sharks no último confronto do campeonato neste domingo (14). Jornada longa e muito desafiadora para garantir seu lugar ao pódio.
Para enfrentar os monstros que espreitam em meio às águas turvas do Masters, a equipe busca manter a calma e a frieza, focando seus esforços em melhorar como um conjunto para juntos chegarem à terra prometida.
“Nós pegamos a Sharks que é um dos times a ser batido, eles acabaram ganhando da Gamelanders na AORUS League. A gente venceu eles na primeira etapa do VCB, mas mesmo assim foi um jogo bem difícil. Então a gente sabe que temos que nos preparar muito bem contra eles. A verdade é que temos que manter o pé no chão e só focar na gente pra conseguirmos chegar na final e ser campeão”, finaliza Sacy.
Mas isso não quer dizer que antes de entrar nos campos de batalha os guerreiros não vão pedir benção aos filhos de Thor, Magni e Modi, para enfrentar seus inimigos com força e fúria! Os guerreiros buscam forças nas entidades nórdicas para que, assim como Thor, se tornem os mais poderosos entre os demais.
