“Há males que vem para o bem” – e, em certos momentos, para a redenção. A Big Ant Studios e a Nacon, responsáveis pelo segundo Tennis World Tour ouviram os jogadores que curtem jogos de tênis e, após o fracasso do primeiro jogo da série, ressuscitaram a franquia. O resultado é um Tennis World Tour 2 que agrada pela fluidez, resposta aos comandos e, principalmente, por sua inteligência artificial.
Voltemos ao ano de 2018, quando Tennis World Tour tinha tudo para ser o título mais querido de tênis da história. Muita expectativa se criou em torno do game, principalmente por reunir muitos jogadores profissionais licenciados, algo raro em títulos do gênero. A capa estava boa, mas o que realmente estava por trás foi um verdadeiro desastre.
Com problemas sérios de jogabilidade, servidores ruins e uma enxurrada de DLCs pagos, a crítica e os jogadores pegaram pesado com o game. Para se ter uma ideia, o jogo foi lançado sem um modo online, diferentemente do que havia sido anunciado. Notas baixíssimas forçaram seus desenvolvedores a recomeçar do zero.
O primeiro passo foi arranjar uma nova produtora. A Nacon resolveu abraçar a causa, e a produção ficou à cargo da Big Ant Studios. O segundo passo foi mudar o motor gráfico do jogo e ouvir a comunidade, carente de um bom jogo de tênis há anos. Bingo! Surgiu um jogo para fazer frente aos a games do passado, como a série Top Spin - inclusive, a Big Ant Studios deixou muito claro a influência do título produzido pela 2K Sports.
Com o acesso exclusivo do jogo no Brasil, o ESPN Esports Brasil teve a oportunidade de testar uma prévia do produto final. E como foi dito no primeiro parágrafo, o game merece a hashtag “#empolgou”.
Ficaram evidentes as melhorias implementadas pela desenvolvedora para refinar a jogabilidade, tanto na fluidez de jogo quanto na resposta aos comandos. Numa partida de tênis, como dizia o saudoso ex-jogador e comentarista de tênis Dácio Campos, é “fundamental ter sintonia fina”. Em um jogo de tênis, primordial. Somente desta forma é possível ter a imersão que uma verdadeira partida de tênis proporciona.
No game anterior, era possível fazer trocas de bolas durante minutos. Em TWT2 é praticamente impossível. Primeiro porque a física de contato na bolinha mudou e lembra muito do que vimos na série Top Spin. É necessário usar a raquete no momento e na altura certa para não ser surpreendido com a proximidade da rede ou com um lance fora dos limites da quadra.
Um dos poucos elementos pontos positivos do game original é a presenças das cartas que afetam as características dos jogadores. No segundo jogo, é possível escolher entre dezenas delas, como as der suporte, que reforçam o jogador durante toda a partida, e as dinâmicas, que servem apenas para um momento específico do jogo.
A Big Ant resolveu continuar com as cartas por um simples motivo: como teremos diversas batalhas online entre players, é interessante a utilização das cartas para diferenciar um confronto dos mesmos atletas. Por exemplo, imagine que ambos jogadores escolham Roger Federer. A personalização das cartas durante partida fará com que os atributos de Federer sejam alterados e tenham uma influência direta no confronto.
Em TWT2 é possível comprar pacotes de cartas, mas fique tranquilo, você não gastará um tostão. As moedas são geradas ao jogar partidas e poderão ser trocadas pelos pacotinhos. Ou seja: quanto mais jogar, mais munido de cartas você estará.
OLÊ, OLÊ, OLÊ, OLA! GUGA, GUGA!
Outra novidade no game é a possibilidade de disputar um confronto online de duplas, algo que não existia em Tennis World Tour. A produtora também promete inserir o dobro de animações do título passado, para tornar as ações visualmente mais ricas e diversificadas. Além disso, no dia do lançamento (ainda sem data), teremos disponíveis 38 atletas ao todo.
O game terá jogadores lendários, que estão sendo oficializados aos poucos. Um deles, segundo informação oficial dos produtores, é do brasileiro Gustavo Kuerten.
Outro fator que gostei muito de ver em Tennis World Tour 2 é a diversidade de pisos e, principalmente, dos estádios. Cada palco terá sua particularidade que influência diretamente os atributos dos jogadores, transformando o confronto em verdadeiro quebra-cabeça. Ah, será possível jogar no Brasil, em Copacabana.
Tennis World Tour 2 tem um grande potencial para ser o que os apaixonados por jogos de tênis procuram há mais de uma década no mercado. Em nossos testes, tanto no quesito jogabilidade, quanto na imersão, o título tem tudo para agradar os fãs do gênero. Ainda é necessário um polimento maior nos jogadores e uma melhoria significativa no balanceamento de saques e movimentos de top spin, voleios e deixadinhas próximas à rede.
Tennis World Tour 2 será lançado para PC, PlayStation 4, Xbox One em setembro. O Nintendo Switch também receberá uma versão do game, mas no mês de outubro.
