Madden, franquia de futebol americano criada para os videogames pela EA Sports em 1988, faz muito sucesso entre os fãs do esporte, principalmente nos Estados Unidos. Popular também entre os atletas profissionais, a franquia passou a destacar os maiores nomes da NFL em Madden 99, quando Garrison Hearst, Running back do San Francisco 49ers, foi destaque, deixando para trás imagens genéricas ou o lendário treinador e comentarista John Madden.
De lá para cá, estar na capa de Madden se tornou uma grande honra, uma prova de sua popularidade junto aos torcedores e qualidade técnica na liga. Todo ano, o escolhido, que geralmente diz “cresci jogando Madden” e “sonhei ser a capa”, carrega não só o orgulho do destaque, mas um ônus na forma de uma “lenda urbana”: a “Maldição de Madden”.
HISTÓRIA DA MALDIÇÃO
Ao longo dos anos, fatos incomuns – e negativos – atingiram àqueles que foram capa de Madden. Garrison Hearst, por exemplo, quebrou seu tornozelo nos playoffs da temporada em que foi destaque. Daunte Culpepper, o primeiro Quarterback na capa, viu o desempenho de sua carreira despencar depois de Madden 2002. Madden 10, com dois destaques, teve Troy Polamalu e Larry Fizgerald se machucando na temporada e diversos outros exemplos.
Muitos foram aqueles que tiveram a alegria de estampar Madden, mas que acabaram pagando um preço com consequências negativas. Coincidência?
O OUTRO LADO
Há quem superou as previsões daqueles que acreditam no ponto negativo de ser uma capa de Madde. Madden NFL 13 é considerado o primeiro game no qual a capa “sobreviveu à maldição”, já que Calvin Johnson, Wide receiver do Detroit Lions, teve uma temporada espetacular - mas não conseguiu o título.
Em Madden NFL 15, o Cornerback Richard Sherman (Seahawks) desviou a maldição para seus companheiros. A “Legion of Boom”, a secundária campeã do Super Bowl XLVIII, viu Kam Chancellor, Byron Maxwell e Earl Thomas sofreram lesões no mesmo ano.
Odell Beckham Jr. passou ileso por Madden 16, assim como Tom Brady (Patriots), que teve uma grande temporada em Madden 18, incluindo um excelente Super Bowl LIII em números, mas que ficou sem o título, vencido pelo Philadelphia Eagles de Nick Foles. Na época, o Quarterback disse que não temia a maldição do game.
OS DOIS ÚLTIMOS
Madden 19 e Madden 20 têm como capa Antonio Brown e Patrick Mahomes respectivamente. Após uma série de temporadas de qualidade com a jersey do Pittsburgh Steelers, o Wide Receiver vindo de Central Michigan foi parar na capa do game - e aí começaram os problemas.
Brown deixou o Steelers, onde era protagonista do trio “BBB” junto com Ben Roethlisberger e Le'Veon Bell, e foi parar no Oakland Raiders. Lá, não jogou bem, se desentendeu com a comissão técnica e foi para o Patriots em 2019. Sob a tutela de Bill Belichick, também não se fixou e, desde então, acumula diversos problemas fora de campo, incluindo casos policiais (agressão e assédio sexual). Não voltou à liga desde então.
Já o QB de Kansas City está desafiando a força da maldição de Madden. Após ser o MVP da temporada 2018, Mahomes chegou com grande expectativa à essa temporada como destaque da capa. As coisas iam bem até o jogador machucar o tornozelo na Semana 7, em partida contra Denver Broncos. O alarme de maldição foi acionado, já que se temia o fim da temporada para o QB. No entanto, ele se recuperou e comandou o Chiefs no caminho rumo ao Super Bowl LIV.
Quando entrar em campo no domingo, Mahomes, mesmo que perca o título para o San Francisco 49’ers, mostrou ser mais forte que a maldição.
Os canais ESPN e WatchESPN transmitem no próximo domingo (02), ao vivo e exclusivo, o Super Bowl LIV a partir das 20:30 (horário de Brasília).
