A equipe de Counter-Strike: Global Offensive da paiN Gaming conquistou no último domingo (27), na BBL Arena, em São Paulo, um dos poucos campeonatos que ainda não havia vencido: a LA League. Na visão do capitão PKL, o título tem um pouco a ver com o período dominante que o quinteto vive no cenário brasileiro.
“Esse era o único título que eu não tinha vencido desde que voltei ao Brasil. Então, nossa conversa hoje era essa: conquistar a LA League, o que falta pra gente. Demos 150% por isso e também porque era um campeonato que a gente queria ganhar”, afirmou o jogador ao ESPN Esports Brasil.
Além de inédito, o título da LA League foi o sexto em sequência para a equipe. PKL é claro sobre o plano da equipe para manter o ritmo: “pretendemos nos manter ganhando campeonato, não perdendo a sede de vencer. Queremos ganhar tudo, fazer nossa história no Brasil. Alguns times já fizeram isso, como Furia e Team oNe, e a gente está escrevendo a nossa também. Queremos ganhar todos, não deixar nenhum título pra ninguém”.
Por conta do bom momento que vem vivendo, a equipe começa a ser questionada pela comunidade e também pela imprensa sobre planos de se mudar para os Estados Unidos.
Biguzera admite que o time “tem o projeto, sim, de ir [para os Estados Unidos], só que ainda falta um pouco da gente no Brasil”. O jogador explica que a conquista da LA League “provou que nós somos o melhor time do Brasil, mas acho que ainda falta, até o fim do ano, continuarmos no topo e falarmos: ‘esse time já tem que ir lá para fora’. É isso que a gente está esperando, que alguém olhe para nosso time e fale: ‘é, esses caras não têm que estar aqui’”.
Questionado sobre como estão os vistos dos jogadores, biguzera diz que “praticamente todo mundo tem o visto em dia, só o land1n que não”.
A situação de land1n, inclusive, preocupa um pouco a paiN, que, conforme apurou a reportagem, procurou a Sharks com a intenção de contratar RCF. Informação está também publicada pelo Draft5.
Ainda sobre o plano da paiN de ir para o exterior, PKL explica que dois pontos fazem com que eles pensem na mudança: “Infelizmente, é difícil ficar no Brasil porque o nível de treino não é tão alto quanto lá fora. O primeiro passo é melhorar nosso nível de treino e o segundo é que não existem tantas vagas para campeonatos internacionais, que são campeonatos que valem muito dinheiro, como os Majors”.
Biguzera lembra que três dos integrantes da paiN já atuaram fora do Brasil e fala da confiança da equipe em ter que enfrentar adversários internacionais. “Estamos com a cabeça muito boa e muito entrosados. Não temos medo de jogar contra os caras lá fora. Sabemos que são bons, mas acreditamos em nós. Nossa autoconfiança é muito alta”, afirma.
O fato de jogadores da paiN já terem atuado no cenário internacional também foi abordado por PKL. Segundo o capitão da equipe, esse é um dos diferenciais do time em relação aos demais no Brasil. "Acho que nosso diferencial é a experiência. Eu, tatazin e o land1n moramos um tempo lá fora, e ao nosso lado temos dois caras que são novos, mas que são absurdos dentro do jogo. Acho que essa é a mescla da juventude querendo muito e da nossa experiência".
